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quarta-feira, fevereiro 10, 2010

Médio Oriente: Israel fez raids aéreos contra Gaza


A aviação israelita efetuou hoje vários raids aéreos na Faixa de Gaza após tiros de foguetes palestinianos contra o Sul de Israel, indicou o porta-voz do exército.

sexta-feira, outubro 16, 2009

Sionismo e Cia.


O Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas adoptou esta manhã, por larga maioria, as conclusões do relatório Goldstone, que acusa tanto Israel como o movimento palestiniano Hamas de terem cometido crimes de guerra durante a última ofensiva em Gaza.
Votaram contra o documento Os USA porque não se sabe se é Israel que manda neste país ou o contrário, a Itália do mafioso Berlusconi e a “democrática e progressista” Holanda, tão moderna para a porcaria e bandalheira e tão atrasada noutras coisas.
Israel ameaça como de costume e Autoridade Palestina na e Hamas estão satisfeitos, afinal os seus crimes são uma gota de agua comparados com os dos sionistas.
Esperemos agora pela ida a Tribunal.

sexta-feira, agosto 14, 2009

Israel matou civis com bandeiras brancas


O exército israelita matou 11 civis palestinianos quando eles empunhavam uma bandeira branca, durante a sua ofensiva de Dezembro/Janeiro na Faixa de Gaza.
Entre os 11 civis palestianos encontravam-se cinco mulheres e quatro crianços e foram feridos, pelo menos, outras oito pessoas que agitavam uma bandeira branca para serem poupados à ofensiva, denuncia a Human Rights Watch (HRW) num relatório divulgado hoje, quinta-feira, que tem por base testemunhos, exames médicos e balísticos.
"Estes civis estavam em grupos e agitavam uma 't-shirt' ou um lenço. Não havia qualquer combatente palestiniano nas imediações naquela altura", sublinha a HRW, que apela ao exército israelita para abrir um inquérito sobre as referidas mortes.
A HRW revela ainda que aqueles 11 civis não serviram de escudos humanos aos combatentes do movimento islamita Hamas e também não foram vítimas de troca de tiros.
"No melhor dos casos, os soldados israelitas não tomaram as precauções necessárias para distinguir os civis dos combatentes antes de disparar, como exigem as leis da guerra", adianta a organização.
"No pior dos casos, eles deliberadamente atacaram civis e são assim responsáveis por crimes de guerra", defende.
O exército israelita abriu 14 inquéritos contra soldados suspeitos de conduta criminal durante a ofensiva na Faixa de Gaza.
Este relatório é o sexto desta organização de defesa dos direitos humanos sobre a operação israelita.
Em quatro dos relatórios anteriores, a HRW criticou Israel por ter violado as regras do direito internacional que obrigam um beligerante a distinguir entre alvos civis e militares.
Um quinto relatório qualificou de "crimes de guerra" o disparo de "rockets" pelo Hamas contra civis israelitas.
Segundo os serviços de saúde palestinianos, 1.400 palestinianos foram mortos e cerca de cinco mil feridos durante a ofensiva militar israelita contra o Hamas na Faixa de Gaza.

FONTE

terça-feira, maio 12, 2009

Investigação concluiu que foram cometidos crimes contra a humanidade na Faixa de Gaza


Está terminada a investigação, pedida pela Liga Árabe a um grupo de peritos internacionais, sobre a guerra na Faixa de Gaza. Os especialistas concluíram que foram praticados crimes de guerra e contra a humanidade e que há suspeita do crime de genocídio por parte de militares israelitas.
Terminada a investigação que foi pedida pela Liga Árabe a um grupo de peritos internacionais, formado por juristas e especialistas em Medicina Legal, as conclusões indicam, que na guerra na Faixa de Gaza foram praticados crimes de guerra e contra a humanidade e há suspeita de que militares israelitas possam ter cometido também o crime de genocídio.
Esta comissão independente já enviou as conclusões da investigação à Liga Árabe e recomendou à organização que os crimes sejam agora investigados pelas Nações Unidas.
A comissão concluiu ainda que na guerra na Faixa de Gaza, do lado palestiniano foram mortas 1400 pessoas, das quais 300 eram crianças e cerca de 100 mulheres.
Já do lado israelita morreram quatro civis e que 180 ficaram feridos.

quarta-feira, abril 15, 2009

Sionismo é terrorismo


Os intocáveis do costume recusam colaborar num inquérito da ONU sobre a ofensiva em Gaza e vão certamente tudo fazer para o impedir. Nunca confiando pode ser que se saibam algumas verdades e a máscara de coitadinhos pode cair.
Lembro-me de uma história que conta a conversa de uma mãe judia com o seu filho que tinha sido chamado para servir no exército do Czar contra os Turcos.
“Não te esforces muito” dizia-lhe a mãe. Mata um turco e descansa, mata outro turco e descansa novamente.
“Mas mãe e se um turco me mata” exclamou o filho.
Matar-te? Porque? O que é que tu lhe fizes-te? Retorquiu a mãe.
Isto não é uma piada (nem estamos em tempos de piadas). É uma lição na psicologia

sexta-feira, janeiro 09, 2009

A Jordânia é a Palestina


Um belo dia e copiando os amigos americanos o governo israelita pensou que seria uma táctica astuciosa empurrar os islamitas do Hamas contra a OLP.

Graças à Mossad, "Instituto de Informações e Operações Especiais" de Israel (Serviços Secretos Israelitas), foi permitido ao Hamas reforçar a sua presença nos territórios ocupados. Entretanto, o Movimento Fatah de Libertação Nacional da Palestina de Arafat assim como outros movimentos palestinianos foram sujeitos à mais brutal forma de repressão e intimidação.

Como Israel não cumpriu os acordos de paz, nem soube negociar com a OLP, o Hamas foi crescendo enquanto organização, acabando por vencer as eleições no seu país.

Nesta altura já o Hamas tina passado de amigo a inimigo de Israel e foi preciso mudar de politica.
Então os pensadores israelitas, resolvem apoiar a armar a OLP e fomentar a guerra civil. Daqui resulta a mapa político dos nossos dias, o Hamas governa a Faixa de Gaza e a OLP o restante território.

Israel continua a não respeitar as determinações das Nações Unidas, bem como faz tábua rasa dos acordos de paz, principalmente no que diz respeito aos territórios ocupados.

Entretanto Israel transforma a Faixa de Gaza num campo de concentração, este sim verdadeiro e sujeita os habitantes à fome e à doença, segundo informam as organizações humanitárias a operar no terreno.

Colocado contra a parede o Hamas começa a lançar roquetes sobre Israel, não se registando nos últimos tempos mais que danos materiais. Nos últimos anos foram lançados sobre cerca de 3ooo engenhos de que resultaram 14 vítimas.

Israel responde aos ataques “terroristas” com um autêntico genocídio do povo da Faixa de Gaza a que não escapam mulheres e crianças nem funcionários das nações Unidas.
Para um observador menos atento, pode parecer que todos estes acontecimentos se foram desenrolando ao sabor do acaso ou do facto de violência gerar ainda mais violência.
Mas tal não é verdade porque assistimos agora aos últimos episódios de umaoperação conhecida por "Plano Dagan", de Meir Dagan, que chefia actualmente o Mossad, a organização de serviços secretos de Israel.

O general na reserva Meir Dagan foi conselheiro de segurança nacional de Sharon durante a campanha eleitoral de 2000. Segundo parece, o plano foi formulado antes da eleição de Sharon para primeiro-ministro em Fevereiro de 2001. "Segundo o artigo de Alex Fishman no Yediot Aharonot, o Plano Dagan consistia em destruir a autoridade palestina e em pôr Yaser Arafat 'fora de jogo'."
"Conforme noticiado no Foreign Report e revelado localmente por Maariv, o plano de invasão de Israel - alegadamente baptizado de Vingança Justificada, “seria desencadeado imediatamente a seguir às próximas explosões bombistas suicidas que provoquem elevadas baixas, durará cerca de um mês e provavelmente provocará a morte de centenas de israelitas e de milhares de palestinianos”.
O plano Dagan também previa a chamada "cantonização" dos territórios palestinianos, que a Margem Ocidental e Gaza ficarão completamente separadas uma da outra, com "governos" independentes em cada um dos territórios. Neste cenário, já estudado em 2001, Israel: "negociará em separado com as forças palestinianas dominantes em cada território palestiniano, com as forças responsáveis pela segurança, pelas informações, e até mesmo com o Tanzim (Fatah)". O plano é pois parecido com a ideia da "cantonização" dos territórios palestinos, adiantado por uma série de ministérios".
O Plano Dagan manteve-se em vigor, apesar das mudanças de governo na sequência das eleições de 2000. Meir Dagan foi encarregado de um papel fundamental. "Tornou-se o intermediário de Sharon em questões de segurança junto dos enviados especiais do presidente Bush, Zinni e Mitchell". Subsequentemente foi nomeado director do Mossad pelo primeiro-ministro Ariel Sharon em Agosto de 2002. Manteve-se chefe do Mossad e foi reconfirmado no seu cargo como director dos Serviços Secretos Israelitas pelo primeiro-ministro Ehud Olmert em Junho de 2008.

Meir Dagan, em coordenação com os seus homólogos americanos, tem sido o responsável pelas diversas operações militares e dos serviços secretos, incluindo o assassinato de Yaser Arafat em 2004. Vale a pena assinalar que Meir Dagan, quando era um jovem coronel, trabalhou estreitamente com o Ministro da Defesa Ariel Sharon nos ataques a colonatos palestinos em Beirute em 1982. Os ataques de 2008-2009 em Gaza, em muitos aspectos, têm uma grande semelhança com as operações militares de 1982.



É importante focar uma série de acontecimentos chave que conduziram à matança em Gaza, com a " Plano Dagan ".

1. O assassinato em Novembro de 2004 de Yaser Arafat.
Este assassinato esteve sempre em cima da mesa desde 1996, com a "Operação Campos de Espinhos". Segundo um documento de Outubro de 2000, "preparado pelos serviços de segurança, a pedido do então primeiro-ministro Ehud Barak, afirmava-se que 'Arafat, em pessoa, é uma séria ameaça para a segurança do estado de Israel e o prejuízo que resultar do seu desaparecimento é menor do que o prejuízo causado pela sua existência.

O assassinato de Arafat foi decidido em 2003 pelo ministério israelita. Foi aprovado pelos EU que vetaram uma Resolução do Conselho de Segurança das Nações Unidas condenando a decisão de 2003 do ministério israelita. Em resposta ao crescendo dos ataques palestinianos, em Agosto de 2003, o ministro da Defesa israelita, Shaul Mofaz declarou "guerra total" aos palestinianos sobre quem disse que estavam “marcados para a morte".
Em meados de Setembro, o governo de Israel aprovou uma lei para se ver livre de Arafat, o ministério dos Assuntos de Segurança Política de Israel declarou que era "uma decisão para afastar Arafat, um obstáculo para a paz". Mofaz ameaçou: "iremos escolher o caminho certo e a altura certa para matar Arafat". O ministro palestiniano Saeb Erekat disse à CNN que pensava que Arafat seria o alvo seguinte. A CNN perguntou ao porta-voz de Sharon, Ra'anan Gissan, se o voto significava a expulsão de Arafat. Gissan esclareceu, "Não é nada disso. O ministério resolveu hoje afastar este obstáculo. A altura, o método, a forma como isso acontecerá será decidido em separado, e os serviços de segurança vão acompanhar a situação e fazer as recomendações sobre a acção apropriada).
O assassinato de Arafat fazia parte do Plano Dagan. Com toda a probabilidade, foi efectuado pelos serviços secretos israelitas. Destinava-se a destruir a Autoridade Palestina, fomentar divisões no seio do Fatah e entre o Fatah e o Hamas. Mahmoud Abbas é anticorpo alojado no governo palestiniano. Ele foi colocado como dirigente do Fatah, com a aprovação de Israel e dos EUA, os quais financiam os paramilitares e as forças de segurança da Autoridade Palestina.

2. A retirada em 2005, sob as ordens do primeiro-ministro Ariel Sharon, de todos os colonatos judaicos em Gaza.
"'É minha intenção [Sharon] levar a efeito uma evacuação – perdão, um realojamento – de colonatos que nos estão a causar problemas e de locais que não iremos manter como colonato final, tal como os colonatos de Gaza… Estou a trabalhar na presunção de que no futuro não venha a haver judeus em Gaza'", disse Sharon").
A questão dos colonatos em Gaza foi apresentado como fazendo parte da "via para a paz" de Washington. Festejado pelos palestinianos como uma "vitória", esta medida não foi dirigida contra os colonos judeus. Bem pelo contrário: Fez parte duma operação secreta geral, que consistiu em transformar Gaza num campo de concentração. Enquanto houvesse colonos judeus a viver dentro de Gaza, não era possível concretizar o objectivo de manter um grande território barricado como uma prisão. A implementação da "Operação Chumbo Fundido" exigia que "não houvesse judeus em Gaza".

3. A construção do vergonhoso Muro Apartheid foi decidida logo no início do governo de Sharon.

4. A fase seguinte foi a vitória do Hamas nas eleições de Janeiro de 2006 .
Sem Arafat, os arquitectos dos serviços secretos israelitas sabiam que o Fatah com Mahmoud Abbas iria perder as eleições. Com o Hamas à frente da Autoridade Palestiniana, e com o pretexto de que o Hamas é uma organização terrorista, Israel poderia levar a efeito o processo de cantonização conforme formulado segundo o Plano Dagan.

ATAQUE TERRESTRE

Em 3 de Janeiro, os carros de combate e a infantaria israelita entraram em Gaza numa grande ofensiva terrestre:
"A operação terrestre foi precedida por várias horas de fogo de artilharia pesada após o escurecer, incendiando os alvos com chamas que irromperam no céu da noite. Ouvia-se o matraquear das metralhadoras enquanto as brilhantes esferas relampejavam através da escuridão e o explodir de centenas de bombas projectava riscos de fogo.
Fontes israelitas apontaram para uma operação militar prolongada. "Não vai ser fácil e não vai ser rápido", disse o Ministro da Defesa Ehud Barak num comunicado na TV.

Israel não está a tentar obrigar o Hamas "a cooperar". O que estamos a observar é a implementação do "Plano Dagan" conforme inicialmente formulado em 2001, que requeria: "uma invasão do território controlado pelos palestinianos, por cerca de 30 mil soldados israelitas , com a missão claramente definida de destruir a infra-estrutura da direcção palestiniana e de confiscar o armamento actualmente na posse das diversas forças palestinianas, e de expulsar ou matar os seus dirigentes militares.
A questão mais lata é se Israel, em conivência com Washington, pretende desencadear uma guerra mais alargada.
Poderá ocorrer uma expulsão em massa em qualquer fase posterior da invasão terrestre, se os israelitas vierem a abrir as fronteiras de Gaza para permitir o êxodo da população. A expulsão foi referida por Ariel Sharon como "uma solução ao estilo de 1948". Para Sharon, "é apenas necessário encontrar outro estado para os palestinianos. – 'A Jordânia é a Palestina' – foi a frase que Sharon criou".

sexta-feira, janeiro 02, 2009

III Guerra Mundial


A ministra israelita dos Negócios Estrangeiros, Tzipi Livni, disse hoje em Paris que as tréguas propostas por França entre Israel e o Hamas não são necessárias porque não existe nenhuma crise humanitária na Faixa de Gaza.
A hipocrisia dos sionistas esta contida neste comentário, palavras para quê.
Lembro-me de uma história que conta a conversa de uma mãe judia com o seu filho que tinha sido chamado para servir no exército do Czar contra os Turcos.
“Não te esforces muito” dizia-lhe a mãe. Mata um turco e descansa, mata outro turco e descansa novamente.
“Mas e mãe e se um turco me mata” exclamou o filho.
Matar-te? Porque? O que é que tu lhe fizes-te? Retorquiu a mãe.

Isto não é uma piada (nem estamos em tempos de piadas). É uma lição de psicologia. Lembrei-me quando estas declarações.

O verdadeiro efeito desta operação perpetrada pelos sionistas não vai ser expressa em factos materiais e quantitativos. Assim tantos mortos, assim muitos feridos, assim muita destruição. É expresso em resultados psicológicos que não podem ser medidos, e por isso são inacessíveis às mentes de generais e políticos. Quanto mais cresceu o ódio, quantos mais potenciais bombistas suicidas foram produzidos, quanta gente jurou a vingança?

A política belicista de americanos e israelitas, ajudados pelos lacaios que recrutam em todo o mundo, particularmente junto dos tratantes europeus, vai conduzindo o planeta para um clima de guerra global, favorável à Nova Ordem Mundial e aos planos sionistas para governar o mundo.
É dever de todos os homens livres lutar para que o Protocolo dos Sábios do Sião não vingue, evitando assim o holocausto.

quarta-feira, dezembro 31, 2008

Se Gaza cair, Cisjordânia cairá depois
































O que está acontecendo em Gaza, ante nossos olhos, é a destruição de toda uma sociedade e nenhum clamor se ouve, para além dos avisos da Organização das Nações Unidas (ONU), que são ignorados pela comunidade internacional. Com o bloqueio praticado por Israel, população da região (cerca da metade é composta por crianças) está sem alimentos e remédios.

O cerco de Gaza, por Israel, começou em 5 de Novembro, um dia depois de Israel ter atacado a Faixa, ataque feito sem a mínima dúvida para pôr fim à trégua estabelecida em Junho entre Israel e o Hamas. Embora os dois lados tenham violado antes o acordo, nunca antes acontecera qualquer violação em tão grande escala. O Hamas respondeu com foguetes, e desde então a violência não diminuiu.

Com o cerco, Israel visa a dois principais objectivos. Um, reforçar a ideia de que os palestinos são problema exclusivamente humanitário, como pedintes, mendigos sem qualquer identidade política e, portanto, sem reivindicações políticas. Segundo, impingir a questão de Gaza, ao Egipto.

Por isso, os israelitas toleram as centenas de túneis que há entre Gaza e o Egipto, pelos quais começou a formar-se um sector comercial informal, embora cada vez mais regulado. A muito grande maioria dos habitantes da Faixa de Gaza vive em condições de miséria, segundo as estatísticas oficiais com 49,1% de desempregados. De facto, os habitantes de Gaza já sabem que está desaparecendo rapidamente, para todos, qualquer possibilidade real de emprego.

Dia 5/11, o governo de Israel fechou todas as vias de entrada e saída de Gaza. Comida, remédios, combustível, peças de reposição para as redes de energia, água e esgoto, adubo, embalagens, telefones, papel, cola, calçados e até copos e xícaras não entram nos territórios ocupados em quantidade suficiente, ou absolutamente nada.

Conforme relatórios da Oxfam, apenas 137 camiões com alimentos entraram em Gaza no mês de Novembro de 2008, em média, 4,6 camiões/dia. Em Outubro de 2008, entraram em média 123 quando em Dezembro de 2005, 564. As duas principais organizações que levam comida a Gaza são a UNRWA, Agência de Ajuda Humanitária da ONU para os Refugiados Palestinos e o Oriente Médio; e a WFP, "Programa Alimento para o Mundo". A UNRWA alimenta aproximadamente 750 mil palestinos em Gaza (cerca de 15 camiões/dia de alimentos). Entre 5/11 e 30/11, só chegaram 23 camiões, cerca de 6% do mínimo indispensável; na semana de 30/11, chegaram 12 camiões, 11% do mínimo indispensável.

Durante três dias, em Novembro, a UNRWA esteve totalmente desabastecida e 20 mil pessoas não receberam a única comida com que contam para matar a fome. Nas palavras de John Ging, director da UNRWA em Gaza, praticamente todos os ajudados pela organização dependem completamente do que recebem, sendo o seu único alimento. Dia 18/12, a UNRWA suspendeu completamente a distribuição de alimentos, dos programas regulares e dos programas de emergência, por causa do bloqueio israelita.

A WFP enfrenta problemas semelhantes; conseguiu enviar apenas 35 camiões, dos 190 previstos para atender as necessidades da Faixa de Gaza até o início de Fevereiro de 2009 (mais seis camiões conseguiram chegar a Gaza, entre 30/11 e 6/12). E não é só, a WFP é obrigada a pagar pelo armazenamento dos alimentos que não podem ser enviados a Gaza. Só em Novembro, pagou 215 mil dólares. Se Israel mantiver o cerco a Gaza, a WFP terá de pagar mais 150 mil dólares pelo armazenamento dos alimentos, no mês de Dezembro, dinheiro que deveria ser usado para auxiliar os palestinos, mas está entrando nos cofres de empresas israelitas de armazenamento.

A maioria das padarias comerciais em Gaza (30, de 47) foi obrigada a fechar as portas por falta de gás de cozinha. As famílias estão usando qualquer tipo de combustível que encontram, para cozinhar. Como a FAO/ONU já informou, o gás é indispensável para manter aquecidos os aviários. A falta de gás e de rações, já levou à morte milhares de galinhas e frangos. Em Abril, conforme a FAO, já praticamente não haverá galinhas e frangos em Gaza e para 70% dos palestinos, carne e ovos de galinha que são sua única fonte de proteína.

Bancos, impedidos por Israel de operar nos territórios ocupados, fecharam as portas dia 4/12. Num deles há um aviso, em que se lê: "Por decisão da Autoridade das Finanças na Palestina, o banco permanecerá fechado hoje, 4/12/2008, 5ª-feira, por falta de numerário. O banco só reabrirá quando voltar a receber moeda."

O Banco Mundial já antecipara que o sistema bancário em Gaza entraria em colapso se as restrições continuassem. Todo o fluxo de dinheiro para os programas foi suspenso, e a UNRWA suspendeu a assistência financeira a outros subprogramas, para os mais necessitados, dia 19/11. Também está paralisada a produção de livros didácticos e cadernos, porque não há papel, tinta de impressão e cola, em Gaza. Com isso, 200 mil estudantes serão afretados, ano que vem, no início das aulas.

Dia 11/12, o ministro da Defesa de Israel, Ehud Barak, enviou 25 milhões de dólares para o sistema bancário na Palestina, depois de um apelo do primeiro-ministro palestiniano, Salaam Fayad; foi a primeira remessa, desde Outubro. Não chegara nem para pagar um mês de salários atrasados dos 77 mil funcionários públicos de Gaza.

Dia 13/11, foi suspensa a operação da única estação de energia eléctrica que opera em Gaza; as turbinas foram desligadas por absoluta falta de diesel industrial. As duas turbinas movidas a bateria pararam e não voltaram a funcionar dez dias depois, quando chegou um único carregamento de combustível. Cerca de 100 peças de reposição, encomendadas para as turbinas, estão há oito meses no porto de Ashdod, em Israel, a espera de que as autoridades da alfândega israelita as liberem. Agora, Israel começou a leiloar as peças não liberadas, porque permanecem há mais de 45 dias no porto. Tudo feito conforme a legislação de Israel.

Durante a semana de 30/11, 394 mil litros de diesel industrial foram disponibilizados para a estação de produção de energia: aproximadamente 18% do mínimo que Israel está legalmente obrigado a fornecer. Foi suficiente apenas para fazer funcionar uma turbina, por dois dias, antes de a estação ser novamente fechada. A Gaza Electricity Distribution Company informou que praticamente toda a Faixa de Gaza ficará sem electricidade por períodos que variarão entre 4 e 12 horas/dia. Em vários momentos, haverá mais de 65 mil pessoas sem electricidade.

Nem mais uma gota de óleo diesel (para geradores e para transporte) foi entregue essa semana (como já acontece desde o início de Novembro); nem de gás de cozinha. Os hospitais em Gaza estão operando, ao que parece, com diesel e gás recebido do Egipto, pelos túneis; ao que se diz, são produtos administrados e taxados pelo Hamas. Mesmo assim, dois hospitais em Gaza estão sem gás de cozinha desde 23/11.

Além dos problemas directamente causados pelo cerco israelita, há os problemas criados pelas divisões políticas entre a Autoridade Palestina na Cisjordânia e a Autoridade do Hamas, em Gaza. Por exemplo, a CMWU, que fornece água para a região costeira de Gaza, que não é controlada pelo Hamas, é financiada pelo Banco Mundial via a Autoridade Palestina para a Água (PWA) em Ramállah; o financiamento destina-se a pagar o combustível para as bombas do sistema de esgotos de Gaza.

Desde Junho, a PWA tem-se recusado a disponibilizar o dinheiro, aparentemente porque entende que o funcionamento dos esgotos beneficiaria o Hamas. Não sei se o Banco Mundial tentou alguma intervenção nesse processo, mas, por hora, a UNRWA está fornecendo o combustível necessário, embora não tenha orçamento para essa finalidade. A CMWU também pediu autorização a Israel para importar 200 toneladas de cloro; até o final de Novembro recebeu apenas 18 toneladas suficientes para o consumo de uma semana de água clorada. Em meados de Dezembro, a cidade de Gaza e o norte da Faixa só tinha água por seis horas, a cada três dias.

Segundo a Organização Mundial de Saúde, as divisões políticas entre Gaza e a Cisjordânia também têm tido sério impacto sobre o abastecimento de remédios em Gaza. O ministério da Saúde da Cisjordânia (MOH) é responsável por comprar e distribuir quase todos os produtos farmacêuticos e material de cirurgia hospitalar usados em Gaza. E todos os stocks estão perigosamente baixos. No mês de Novembro, várias vezes o ministério devolveu carregamentos recebidos por via marítima, por não haver espaço para armazenamento; apesar disso, nada tem sido entregue em Gaza, em quantidades suficientes. Na semana de 30/11, chegou a Gaza um camião com remédios e suprimentos médios, enviado pelo MOH em Ramállah; foi o primeiro, desde o início de Setembro.

Está acontecendo aí, ante nossos olhos, a destruição de toda uma sociedade e nenhum clamor se ouve, além dos avisos da ONU, que são ignorados pela comunidade internacional.

A União Europeia anunciou recentemente que deseja estreitar relações com Israel, pouco depois de as autoridades israelitas terem declarado abertamente que preparam a invasão, em larga escala, da Faixa de Gaza e de terem apertado ainda mais o bloqueio económico, com o apoio, já nada tácito, da Autoridade Palestina em Ramállah, essa, vê-se, está colaborando com Israel, em várias medidas. Dia 19/12, o Hamas deu oficialmente por encerrada a trégua (que Israel declarou que estaria interessado em renovar), porque Israel não suspendeu (nem diminuiu) o bloqueio.

Por quê, como, em que sentido, negar alimento e remédios à população de Gaza ajudaria a proteger os israelitas?

Por quê, como, em que sentido, o sofrimento das crianças de Gaza - mais de 50% da população são crianças! Beneficiaria alguém?

A lei internacional e a decência humana exigem que essas crianças sejam protegidas. Se Gaza cair, a Cisjordânia cairá depois.

FONTE

terça-feira, dezembro 30, 2008

Petição

De uma forma ou de outra, é preciso mostrar aos sionistas e ao mundo, que ainda existe gente que se não se cala e que exige um imediato cessar-fogo.
Assine aqui a petição.

segunda-feira, dezembro 29, 2008

Sionismo é terrorismo

Israel determinou a saída dos jornalistas das áreas adjacentes à fronteira da Faixa de Gaza e declarou «zona militar fechada», no terceiro dia de ofensiva militar contra a região controlada pelo Hamas.

Silêncio, vamos rir


Os Estados Unidos pediram hoje o fim da mais recente vaga de violência no Médio Oriente, apelando ao movimento radical islâmico Hamas para que "pare de lançar 'rockets' contra Israel".
O gato ainda lhe dá alguma coisa de tanto rir.

domingo, dezembro 28, 2008

Sionismo é terrorismo


Aviões e helicópteros de guerra israelitas arrasaram ontem dezenas de edifícios do Hamas em Gaza, matando pelo menos 225 pessoas e fazendo cerca de 700 feridos, o mais sangrento balanço de um só dia de luta no conflito israelo-palestiniano desde a fundação de Israel, em 1948.

O terror Israelita foi sempre um pilar essencial na sustentação da política sionista para alcançar seus objectivos. Desde a criação de Israel como estado o terrorismo sionista foi praticado contra o povo palestino, os outros povos Árabes vizinhos, ou contra qualquer pessoa ou órgão que contrarie estes objectivos injustos e ilegais. Este terrorismo foi sempre sistemático, organizado, estudado de todos os ângulos e cometido a sangue frio pelas organizações terroristas judaicas desde 1948 e pelo próprio estado de Israel após da sua criação.

Na sua actual ofensiva, em represália ao último atentado palestino, que causou a morte de 4 israelitas, o exército sionista comete um novo massacre contra o povo palestiniano. O exército sionista assassina e reprime brutalmente, com total impunidade, utilizando helicópteros e aviões, frente a uma população palestina armada praticamente só com pedras.

A brutalidade dos últimos acontecimentos na faixa de Gaza e a situação actual do povo palestiniano são, como é óbvio, passíveis de ser analisados e criticados neste blogue, que é assumidamente um espaço anti-imperialista e anti-capitalista.

A situação do povo palestiniano piorou enormemente depois da eleição do Hamas para o governo da Autoridade Palestiniana, eleição essa que originou um "castigo colectivo" para o povo palestiniano. Castigo esse que foi perpetrado pelos supostos "defensores da democracia", ou seja, E.U.A e União Europeia, e que consistia na cessação da entrega de ajudas humanitárias essenciais ao povo palestiniano, o que obviamente originou uma situação de pobreza extrema para esse mesmo povo. Pelos vistos, os "paladinos da democracia" rapidamente esquecem os valores democratas. Ou seja, só respeitam os governos "eleitos democraticamente" que lhes interessam. Ou o povo escolhe quem eles querem ou é punido.

Não se deve julgar um povo pelo seu governo, mas eu duvido que isso não aconteça... Os iraquianos não são culpados pelas loucuras de Saddam, assim como os afegãos não eram culpados pelos actos de Bin Laden e os israelitas (e não só os judeus anti-sionismo) não são culpados pelos actos do governo maluco.

sábado, maio 31, 2008

Geminação entre Lisboa e a cidade de Gaza.


Exmos. Srs. Vereadoras e Vereadores da CML

Os abaixo-assinados vêm por este meio propor à Câmara Municipal de Lisboa uma resolução de geminação entre Lisboa e a cidade de Gaza.

A cidade palestiniana de Gaza, de 1,5 milhão de pessoas encerradas entre muros israelitas e egípcios, é vítima de um cerco asfixiante. Em resultado, a qualidade e esperança de vida da população caem drasticamente de dia para dia. Os Palestinianos de Gaza têm vindo a sofrer múltiplas privações e violências, que vão desde a falta de energia e água potável, a destruição de infra-estruturas essenciais como a rede sanitária, a paralisação de hospitais e escolas por penúria de recursos, até assassínios "selectivos" e incursões e bombardeamentos militares que atingem indiscriminadamente crianças, mulheres e homens de todas as idades. O martírio de Gaza demonstra da forma mais cruel o significado dos 60 anos da "Nakba" (catástrofe) sofrida pelo povo palestiniano.

A geminação de Lisboa com Gaza seria um sinal, simbólico, mas de grande valor moral, contra o abuso da força sobre toda uma população civil. Os abaixo-assinados dirigem-se a essa vereação, que manifestou uma apurada sensibilidade sobre a questão dos direitos humanos ao decidir a construção de um memorial aos judeus vítimas do massacre de Lisboa, em 1506. Esse memorial só pode ser entendido como expressão de um conceito universalista dos direitos humanos, e não meramente instrumental, ao serviço das conveniências actuais do Estado de Israel. Os direitos humanos são tão universais para os judeus de 1506 como para os palestinianos de 2008. A nossa responsabilidade para com o presente não é menor, bem pelo contrário, do que a nossa responsabilidade para com o passado.

Os abaixo-assinados solicitam portanto à Câmara Municipal de Lisboa que decida a favor duma geminação entre as cidades de Gaza e de Lisboa.

Assine aqui

sábado, abril 05, 2008

Mate 100 turcos, e descanse...


Lembrei-me, esta semana, daquela velha história de uma mãe judia, separando-se do filho convocado para servir o exército do czar contra os turcos. "Não exija demais de você mesmo", aconselhava ao filho. "Mate um turco, e descanse. Mate outro turco, e descanse outra vez..."
"Mas, mãe", diz o filho, "E se o turco me matar?"
"Matar-te?", grita ela, indignada. "Por quê? Que mal lhe fizeste?!"
Não é piada (e esta não é semana para piadas). Aí está uma lição de psicologia. Lembrei-me dela, ao ler que Ehud Olmert declarou que o que mais o enfureceu foi a explosão de alegria em Gaza, depois do ataque em Jerusalém, no qual foram mortos oito estudantes yeshiva.
Antes disto, na semana passada, o exército de Israel matara 120 palestinianos na Faixa de Gaza, metade dos quais civis, além de dúzias de crianças. Não foi "mate um turco, e descanse". Foi "mate 120 turcos, e descanse". Isto, Olmert não entende.
A GUERRA DOS CINCO DIAS em Gaza (como disse o líder do Hamas) foi mais um curto capítulo da luta entre israelitas e palestinianos. Este monstro sanguinário nunca está satisfeito. Quanto mais come, mais sente fome.
Este capítulo começou com o "assassinato selectivo" de cinco altos militantes, dentro da Faixa de Gaza. A "resposta" foi uma chuva de foguetes e, desta vez, não só sobre Sderot, mas também sobre Ashkelon e Netivot. A "resposta" à "resposta" foi a incursão pelo exército de Israel e a matança.
O objectivo declarado foi, como sempre, fazer parar os foguetes. O meio: matar o maior número possível de palestinianos, para dar-lhes uma lição. A decisão baseou-se num tradicional conceito vigente entre os israelitas: mate civis, mate e mate, até que os líderes caiam. Cem vezes Israel já tentou esta "solução"; cem vezes fracassou.
Como se faltasse algum exemplo da loucura dos que divulgam este conceito, lá estava, na televisão, o ex-general Matan Vilnai, para "declarar" que os palestinianos "trazem a Shoah para eles mesmos".
A palavra Shoah, em hebraico, só significa uma coisa, em todo o mundo, e só uma: é o holocausto dos judeus, pelos nazis. A frase de Vilnai incendiou o mundo árabe e provocou uma onda de choque. Também eu recebi dúzias de telefonemas e mensagens de e-mail, de todo o mundo. Como convencer as pessoas de que, no hebraico coloquial, na fala diária, Shoah significa "apenas" uma catástrofe, um grande desastre, e que o General Vilnai, que já foi candidato a presidente, nunca foi o mais inteligente dos homens?
Há alguns anos, o presidente Bush convocou uma "Cruzada" contra o terrorismo. Não sabia que, para centenas de milhões de árabes, a palavra "cruzada" evoca um dos maiores crimes jamais perpetrados na história humana, o horrendo massacre de muçulmanos (e judeus) pelos primeiros "cruzados", nas vielas de Jerusalém. Um concurso de inteligência, entre Bush e Vilnai, provavelmente, acabava empatado.
VILNAI NÃO ENTENDE o que significa a palavra Shoah para os diferentes dele; e Olmert não entende por que houve júbilo em Gaza depois do ataque à escola yeshiva, em Jerusalém. Sábios como estes dois dirigem o Estado, o governo e o exército. Sábios como estes dois controlam a opinião pública, porque controlam os média. O que há de comum entre todos estes sábios: a mesma insensibilidade, a mesma cegueira, que os impede de ver o que sentem os não-judeus, os não-israelitas. Desta cegueira nasce a incapacidade para entender a psicologia do outro lado; e, depois, tampouco entendem as consequências das suas palavras e actos.
A mesma cegueira explica a incapacidade para entender por que o Hamas se declarou vitorioso na Guerra dos Cinco Dias. Que vitória? Feitas as contas, morreram só dois soldados e um civil israelita, e foram mortos 120 palestinianos, combatentes e civis.
Mas a batalha travou-se entre um dos mais poderosos exércitos do mundo, equipado com o armamento mais moderno que há no planeta, contra umas poucas centenas de combatentes de milícias, com armamento primitivo. A retirada - e este tipo de combate sempre termina em retirada - sempre é uma vitória para o lado mais fraco. Aconteceu na Segunda Guerra do Líbano e aconteceu na Guerra de Gaza.
(Binyamin Netanyahu é autor de uma das "declarações" mais estúpidas da semana; exigiu que o exército de Israel "esqueça os movimentos de atrito e decida o combate". Numa luta como esta, não há como decidir coisa alguma.)
O resultado real deste tipo de operação não se manifesta em números, em quantidades: tantos mortos, tantos feridos, tais e tais prédios destruídos. O resultado, aí, só tem expressão psicológica, resultados que não podem ser medidos e, portanto, são incompreensíveis para cabeças de generais: quanto ódio se acrescentou ao ódio existente, quantos novos homens-bomba surgiram, quantos mais juraram vingança e converteram-se em bombas vivas - como o jovem de Jerusalém que acordou uma manhã, esta semana, arranjou uma arma, andou até a escola Mercaz Harav yeshiva, aquele ninho de onde nascem todas as colónias e "assentamentos", e matou a maior quantidade de israelitas que conseguiu.
Agora, as lideranças políticas e militares de Israel reúnem-se para discutir o que fazer, como "responder". Não tiveram nem terão qualquer ideia nova, porque políticos e generais são incompetentes para gerar ideias novas. Só sabem repetir as ideias de sempre, o que já fizeram centenas de vezes, e fracassaram centenas de vezes e fracassarão sempre.
O PRIMEIRO PASSO para sair deste círculo de loucura é começar a questionar os conceitos e métodos que Israel tem usado nos últimos 60 anos. E recomeçar a pensar, do começo, desde o início.
Isto sempre é muito difícil. E é ainda mais difícil para Israel, porque as lideranças em Israel não têm liberdade para pensar - o pensamento, em Israel, está sempre amarrado ao que pensem os líderes norte-americanos.
Esta semana, foi publicado um documento chocante: o artigo de David Rose na Vanity Fair. Ali é contado como, nos últimos anos, funcionários dos EUA têm ditado cada passo de lideranças palestinianas, nos mínimos detalhes. Embora o artigo não toque nas relações EUA-Israel (uma omissão que, de fato, é surpreendente) sabe-se, mesmo que não se leia, que a acção norte-americana, nos mínimos detalhes, é coordenada com o governo de Israel.
Por que chocante? Em termos gerais, não há novidades, no artigo: (a) os norte-americanos mandaram que Mahmoud Abbas mantivesse as eleições parlamentares, para que Bush aparecesse como aquele que levou a democracia ao Oriente Médio. (b) O Hamas foi eleito - o que não se esperava que acontecesse. (c) Os americanos impuseram um boicote aos palestinianos, para ‘desconstruir' o resultado das eleições. (d) Abbas afastou-se um passo da política que lhe foi ordenada, sob auspícios (e pressão) da Arábia Saudita; e fez um acordo como o Hamas. (e) Os americanos cortaram-lhe as asas e obrigaram Abbas a entregar todos os serviços de segurança a Muhammad Dahlan, escolhido pelos norte-americanos para o papel de homem-forte na Palestina. (f) Os americanos deram armas e dinheiro a Dahlan, treinaram os seus homens e ordenaram que criasse um golpe militar contra o Hamas na Faixa de Gaza. (g) O governo eleito do Hamas abortou o movimento e respondeu, o próprio Hamas, com um contra-golpe armado.
Até aí não há novidades. Tudo isto já era sabido. A novidade é que esta mistura de noticiário, boatos e apostas inteligentes apareça condensada em relatório bem informado, formulado a partir de documentos oficiais dos EUA. É prova da abissal ignorância dos EUA, só comparável à abissal ignorância de Israel, quanto aos processos internos da Palestina.
George Bush, Condoleezza Rice, o neoconservador sionista Elliott Abrams e os generais norte-americanos, que nada sabem sobre coisa alguma, competem com Ehud Olmert, Tzipi Livni, Ehud Barak e com os generais israelitas, que sabem, sobre a Palestina, o que caiba do fundo à ponta dos canhões de seus tanques.
Os norte-americanos, enquanto isto, já destruíram Dahlan porque o expuseram como seu agente, na linha do "é um filho-de-puta, mas é o nosso filho-de-puta". Esta semana, além do mais, Condoleezza detonou um golpe mortal contra Abbas. Ele anunciou, de manhã cedo, que suspendia as negociações (tempo perdido) de paz com Israel - o mínimo que podia fazer, depois das atrocidades que o exército de Israel cometeu em Gaza. Rice, que soube disto quando tomava o pequeno-almoço na estimulante companhia de Livni, imediatamente convocou Abbas e ordenou que desdissesse o que acabava de dizer. Abbas obedeceu e expôs-se, ele mesmo, nu em pêlo, ao seu próprio povo.
A LÓGICA não foi dada ao povo de Israel no Monte Sinai. Mas, sim, foi dada no Monte Olimpo, aos antigos gregos. Apesar desta dificuldade local, tentemos aplicar aqui, alguma lógica.
O que o governo de Israel está a tentar conseguir, em Gaza? Quer derrubar o Hamas (e, marginalmente, também quer que parem os foguetes e morteiros contra Israel).
Israel já tentou obter o que quer mediante um bloqueio total contra a população palestiniana, na esperança de que, assim, a população levantar-se-ia contra o Hamas. O plano falhou. O "plano B" seria reocupar toda a Faixa de Gaza. Mas isto vai custar um alto preço em vidas de soldados, preço mais alto, talvez, do que a opinião pública em Israel esteja disposta a pagar. Além disto, de nada adiantará, porque o Hamas vai reaparecer no momento em que as tropas de Israel se retirarem. (Mao Tse Tung ensinava, como primeira lição na guerra de guerrilhas: "Se o inimigo avança, retrocede. Se o inimigo retrocede, avança.")
O único resultado da Guerra dos Cinco Dias foi o fortalecimento do Hamas e o aumento do apoio que recebe do povo palestino - não só na Faixa de Gaza, mas na Cisjordânia e também em Jerusalém. O Hamas tinha, sim, o que celebrar, naquela festa da vitória. Os foguetes não pararam. E aumentaram a capacidade de fogo e o alcance.
Mas suponhamos que a política de Israel tivesse dado certo e que o Hamas tivesse sido derrotado. E então? Abbas e Dahlan não podem voltar sobre a cabine dos tanques israelitas, como sublocatários da ocupação. Nenhuma empresa de seguros de vida vai aceitá-los como segurados. E, se não voltarem, será o caos, do qual vão emergir forças tão extremistas que, hoje, ainda nem as podemos imaginar.
Conclusão: o Hamas está lá. Não pode ser ignorado. Temos de construir um cessar-fogo com o Hamas. Não a partir de uma oferta ridícula, do tipo "se eles pararem primeiro, nós paramos depois". Cessar-fogo, como o tango, precisa de dois. É preciso haver um acordo prévio e detalhado que inclua a cessação de todas as hostilidades, armadas e outras, em todos os territórios.
Nenhum cessar-fogo será efectivo se não houver negociações, conversações, que têm de começar logo, e que levem a um armistício de longo prazo (a hudna) e à paz. Estas negociações não podem acontecer com a Fatah, e sem o Hamas; nem com o Hamas, e sem a Fatah. Portanto, é preciso construir um governo palestiniano em que se reúnam os dois movimentos. É preciso convocar personalidades que gozam da confiança de todo o povo palestino; Marwan Barghouti, por exemplo.
Não há uma única voz, nem entre as lideranças em Israel nem entre as lideranças nos EUA que se atreva a declará-lo abertamente. Mas esta política é precisamente o avesso, o contrário, da política em curso, pensada por EUA-Israel, e que proíbe até que Abbas converse com o Hamas. Portanto, vamos continuar a ver o que temos visto.
Vamos matar 100 turcos, e descansamos. E, vez ou outra, algum turco vai nos matar, alguns de nós.
Por quê, pelo amor de Deus?! Que mal lhes fez Israel?!
* Uri Avnery,85 anos, é membro fundador do Gush Shalom (Bloco da Paz israelita).

quinta-feira, março 20, 2008

As novas construções israelitas violam claramente as leis internacionais


O porta-voz do Ministério dos Assuntos Exteriores Iraniano condenou energicamente a decisão unilateral do regime ocupacionista israelita, pela construção de novos povoados na Cisjordânia e em Jerusalém.
Esta medida viola claramente as leis internacionais e é um indicador da natureza agressiva e usurpadora deste regime, acrescentou Seyyed Mohammad Ali Hoseini numa nota de imprensa onde adverte para as más consequências que este gesto pode acarretar, considerando que o acentuar da crise e da tenção será inteiramente da responsabilidade do regime sionista e dos USA.
Nesta nota Hoseini recorda os antecedentes de desídia por parte dos agressores em relação aos direitos elementares dos donos originais da Palestina e considerou que as movimentações dos usurpadores sionistas, contradizem as falsas promessas desse regime belicista e são um indicador dos verdadeiros objectivos dos mandatários sionistas; dominar e expandir-se nos territórios ocupados.
O porta-voz terminou com um apelo às instâncias islâmicas e internacionais, para que tomem medidas serias e contundentes face a esta nova acção sionista afim de evitarem atitudes injustas e ousadas por parte de Israel.

segunda-feira, fevereiro 04, 2008

Bloqueio total afecta crianças


Escolas sem aquecimento, sem livros e sem papel devido ao bloqueio total israelita contra os civis da Gaza. ONU avisa que as reservas de bens essenciais estão a diminuir. Temperaturas anormalmente baixas exacerbam problema.

A ONU avisa que bens essenciais estão a ficar cada vez mais escassas devido ao bloqueio, pois as viaturas de transporte não podem entrar na Faixa da Gaza Faixa. A situação humanitária em Gaza, onde vivem cerca de 1,4 milhões de pessoas, é agravada devido ao tempo raramente frio, de acordo com a ONU (UNRWA).

A agência conseguiu fornecer aproximadamente 112.500 litros de combustível a funcionários de Gaza mas esta longe da quantia necessária até para remover em lixo empilhado ao longo das ruas. As escolas da Gaza vão reabrir amanhã depois da pausa do Inverno, mas provavelmente não terão nenhum aquecimento - nem electricidade, de acordo com a UNICEF. Também não terão livros porque Israel não permitiu que a ONU levasse papel para Gaza.

A UNRWA só recebeu até agora 1 por cento dos $237 milhões que procurou em ajuda humanitária urgente.

sábado, janeiro 26, 2008

Holocausto


O terrorismo organizado do estado de Israel aumenta na Faixa de Gaza, depois do contínuo assassinato e de invasões sangrentas, vem o corte de electricidade energia e alimentos, é um guerra de extermínio bem documentada pelos muros do apartheid e apoiado pelo império americano e ignorada pelo ocidente “democrático”.

As câmaras de televisão mostraram cenas de pôr os cabelos em pé, de crianças palestinianas cuja sobrevivência depende de determinadas máquinas médicas que funcionam a electricidade. No norte de Gaza, uma criança paralisada estava entre a vida e a morte e os membros da sua família tentavam rotativamente mantê-la a respirar usando uma bomba manual de respiração.

Em colonatos judeus na cidade de Hebron e nos seus arredores, na Cisjordânia, colonos judeus foram vistos a dançar numa aparente expressão de alegria pela tragédia em Gaza, com alguns deles a gritar em hebreu “morte aos árabes” e “árabes para as câmaras de gás”.

Ainda antes, colonos com armas automáticas atacaram palestinianos e vandalizaram as suas propriedades em Hebron, à vista de soldados israelitas ocupantes que observaram passivamente. Pelo menos 11 palestinianos foram atingidos, a maioria com pequenos cortes e feridas.

Desde o início de 2008, o exército de ocupação israelita assassinou perto de 40 palestinianos e feriu centenas, tendo muitos ficado com deficiências permanentes.

Os crimes perpetrados pelo ocupante fazem tábua rasa das leis internacionais e da Declaração Universal dos Direitos Humanos, tantas vezes exibida mas que parece só servir para alguns.
As elites europeias calam-se perante estes tristes acontecimentos e lavam as mãos como Pilatos. A Europa está refém do sionismo e do imperialismo americano. O Sr. Bush durante a última visita deu luz verde a Israel para o ataque a Europa assiste de bancada.

As condições de vida desumanas na área mais densamente povoada do mundo, e um dos espaços humanos mais pobres no hemisfério norte, incapacitam o povo que lá vive a se conformar com o aprisionamento que Israel lhe impôs desde 1967. Houve períodos relativamente melhores, nos quais o movimento para a Cisjordânia e Israel para trabalhar era permitido, mas esses tempos melhores acabaram. Realidades mais duras tomaram o lugar desde 1987. Algum acesso ao mundo exterior foi permitido enquanto havia colonizadores judeus na Faixa, mas desde que foram retirados esta foi hermeticamente fechada. Ironicamente, a maioria dos israelitas, de acordo com pesquisas recentes, olha para Gaza como um estato palestiniano independente. Os líderes [de Israel], e particularmente o exército vêem-na como uma prisão com a mais perigosa comunidade, a qual tem que ser eliminada de uma forma ou de outra.

As políticas israelitas de limpeza étnica, empregadas com sucesso em 1948 contra metade da população da Palestina e contra centenas de milhares de palestinianos na Cisjordânia continuam bem vivas, estão agora voltadas para a prisão de segurança maxima chamada Faixa de Gaza.

Quando Israel foi absolvido de qualquer responsabilidade ou obrigação de prestar contas pela limpeza étnica de 1948, transformou essa política numa ferramenta legítima para seu programa de trabalhos de segurança nacional. Se a actual escalada e adaptação de políticas genocidas for tolerada pelo mundo, aumentará e será usada de forma ainda mais drástica.

Gaza hoje não é mais que um grande campo de concentração, os judeus não estão a enviar homens, mulheres e crianças para fornos, eles estão a matar os palestinianos com meios muito mais sofisticados, no entanto apesar dos meios os fins são os mesmos. O conto é igual se serviu para por o mundo a seus pés serve agora para arrasar toda uma nação.