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quinta-feira, dezembro 10, 2009

Tribunal de Tábua condena assaltantes de posto de combustível


O colectivo de juízes do Tribunal de Tábua não teve dúvidas ao aplicar penas efectivas de quatro anos e de um ano e seis meses aos dois indivíduos acusados de furto simples e roubo na forma agravada. As penas até poderiam ser mais suaves, eventualmente suspensas, mas não com o historial de ilícitos que os dois indivíduos apresentam, como fez questão de frisar o colectivo no acórdão, ontem lido no Tribunal de Tábua, sem a presença dos arguidos, que foram dispensados da sessão. Estão já, de resto, a cumprir outras penas no Estabelecimento Prisional da Guarda.

Henrique Maia, de 22 anos, vendedor ambulante da zona de Seia, foi condenado a quatro anos de prisão efectiva, pelo crime de roubo, enquanto que António Pinto, de 31 anos, também daquela zona, teve uma pena mais leve, de um ano e seis meses, pelo crime de furto. Em ambos os casos, os diversos ilícitos criminais anteriores «não foram suficientes para desmotivar a prática dos crimes que agora se encontram em apreciação», lê-se no acórdão, que aponta ainda para o facto dos arguidos não terem demonstrado, durante as várias sessões do julgamento, «qualquer sinal de arrependimento», revelando igualmente, «uma personalidade desconforme ao direito e às regras vigentes em sociedade». Por isso, justifica ainda o colectivo, as penas tinham de ser efectivas. O causídico de um dos arguidos considerou mesmo a pena aplicada «ajustada». «Serve de prevenção em geral para que outras pessoas se inibam de cometer crimes da mesma natureza, que causam um certo alarme social», considerou Domingos Mota Vieira.

Bens não recuperados

Henrique Maia encontra-se a cumprir pena no Estabelecimento Prisional da Guarda, tendo já sido acusado e condenado por diversos ilícitos, designadamente vários crimes de roubo e vários vezes apanhado a conduzir sem habilitação legal. No mesmo estabelecimento está também o outro indivíduo, condenado já pelos crimes de violação, roubo e sequestro, furto qualificado, falsidade de testemunho e condução sem carta.

Em apreciação, o Tribunal de Tábua teve o caso ocorrido em 7 de Setembro de 2008, que se concretizou em duas situações ilícitas diferentes. Primeiramente, os vendedores ambulantes, ambos de etnia cigana, apoderaram-se de uma viatura que se encontrava estacionada, com as chaves na ignição, na rotunda do Gato Preto, em S. Romão, Seia, cerca de 40 minutos antes do assalto ao posto de combustível, em Gândara de Espariz, Tábua. No primeiro caso, e para além da viatura furtada, os assaltantes apoderaram-se dos documentos e de 250 euros que o proprietário tinha na viatura. Depois, no posto de combustível, ameaçaram o empregado da loja com uma arma de fogo e fugiram com 1.251,89 euros que se encontravam na caixa, dois cheques no valor de 150 e 60 euros e onze maços de tabaco no valor de 37,50 euros. Rumaram depois em direcção a Coimbra, onde abandonaram a viatura roubada, junto à Estação da CP (Coimbra B), não sem antes protagonizarem um outro incidente, um pequeno acidente com outra viatura no Bairro do Loreto.

À excepção da viatura, nada mais foi recuperado. Agiram, lê-se no acórdão, «de forma livre» com «o propósito concretizado de fazer seus os objectos» que roubaram. Actuaram em co-autoria, muito embora o tribunal não tenha provado o envolvimento de ambos nas duas situações. Na verdade, a António Pinto é atribuído o roubo do veículo em S. Romão, sendo que este se fazia acompanhar de um outro indivíduo que não foi possível identificar; no assalto às bombas de gasolina foi identificado Henrique Maia como sendo o autor do assalto e também aqui se provou a existência de um outro elemento que não foi identificado.

FONTE

quinta-feira, julho 31, 2008

Nacionalistas procuram espaço na Guarda


São sobretudo jovens, de diferentes estratos sociais, que reúnem regularmente em cafés ou nas suas próprias casas. Defendem a nação, o ambiente, o património histórico e cultural e a família como principal célula da sociedade. São contra a droga, o aborto, o "lobby-gay" e as agressões racistas, sejam elas verbais ou físicas. «Pessoas normais», dizem. Há quem os chame extremistas, nazis ou "skins", mas eles assumem-se tão só nacionalistas e andaram pelas ruas da Guarda no último domingo.
Neste momento contam-se seis ou sete membros activos na cidade, mas José Pinto Coelho, presidente do Partido Nacional Renovador (PNR), está animado com as informações de que dispõe. De há dois anos para cá começou a formar-se uma estrutura mais sólida, as pessoas passaram a dar a cara nas acções de rua e está para breve a formalização do núcleo local do PNR. Já é certo que haverá listas pela Guarda nas legislativas de 2009 e está «em aberto» a possibilidade de concorrer também à Câmara da capital do distrito no próximo ano, «apesar de ser difícil», admite o dirigente. Por enquanto, «o objectivo é acolher mais elementos», uma vez que dados recentes do partido indicam a existência de «muitas pessoas dispersas que simpatizam com o PNR em toda esta região». Quem o afirma é "Maria" (nome fictício), uma das militantes na Guarda. Terminou recentemente um curso superior e é uma das hipóteses mais fortes para ser mandatária distrital da lista que vai concorrer às próximas legislativas pelo círculo da Guarda.
Para demonstrar o crescimento do partido na região, Maria apresenta os últimos resultados eleitorais. Em 2005, o PNR colheu 332 votos nas legislativas, mais 91 que nas europeias do ano anterior. A esta subida do número absoluto de votos junta-se o facto do resultado distrital (0,33 por cento dos votos) ter sido o dobro dos escrutínios obtidos em todo o país (0,16 por cento), com especial destaque para a "cidade mais alta", onde o partido conseguiu 62 votos (0,25 por cento dos votos escrutinados). Á semelhança dos dirigentes nacionais, a jovem militante tem encontrado «várias dificuldades», a começar pela falta de apoio financeiro. «As pessoas não conhecem bem o PNR, pois há uma deturpação da nossa imagem e dos nossos ideais», lamenta. Ideais que, segundo Maria, a ajudaram a superar alguns dilemas com que se deparou nos últimos anos. «Tinha dificuldades de integração social e profissional e, sendo o PNR um partido que defende as necessidades dos portugueses, foi aqui que encontrei respostas às minhas dúvidas», recorda.

Interior precisa de investimento, não de «esmolas»

Assim tem acontecido com muitas pessoas: «Encontramos cada vez mais dificuldades no nosso caminho, e qualquer outro jovem poderá precisar de respostas que hoje não lhe são dadas pelo sistema em que vivemos», acrescenta. No interior, os nacionalistas têm-se manifestado pela preservação da Serra da Estrela e pela defesa do comércio tradicional. «Fala-se que quererem vender o Cine-Teatro a chineses e isso é inaceitável. Como é que se vende um dos "ex-libris" da cidade ao comércio chinês?», questiona Pinto Coelho. Na Praça Luís de Camões, o dirigente nacionalista lamenta o cenário que o rodeia: «Não deixa de me doer estarmos no centro histórico desta cidade emblemática e ver estas casas degradadas, ao abandono. Quando uma nação não se preocupa com a sua própria identidade, quando chegamos à principal praça de uma cidade como a Guarda e vemos tantas casas devolutas, pensamos "que dirigentes são estes que deixam cair a alma nacional aos pedaços?" E as pessoas estão a sentir isso», avisa.
Pinto Coelho recorda, em contraponto, os casos de violência recentemente registados na periferia de Lisboa: «Viram-se pretos e ciganos aos tiros nas nossas ruas como se isto fosse o Ruanda. Depois vêm os ciganos reclamar casas. O Governo, impotente, quase que lhes pede desculpas. Isto é intolerável. Estamos nós a pagar os subsídios a estas pessoas que pagam rendas de quatro euros, e depois os portugueses aqui no interior têm dificuldades como o desemprego e o encerramento dos serviços», critica. Para "sarar" algumas das "feridas" da região, como a desertificação, a militante Maria diz que é preciso «renegociar ou negar a Política Agrícola Comum (PAC), voltar a investir na agricultura e no ensino superior, incentivar a instalação de indústria e do sector terciário no interior do país e apostar seriamente na família. Portugal tem de investir no interior. Não é dar esmolas, mas investir», reclama. Um investimento que, para Pinto Coelho, passará por «"injectar sangue novo"» nas zonas mais antigas das cidades: «O interior e as zonas históricas são fundamentais para que se cultive a família, a noção de nação e os valores tradicionais», garante.
Enquanto guardense, Maria apresenta duas propostas concretas: «Poderia haver descontos no metro cúbico de água em função do agregado familiar e incentivos à aquisição de habitação por casais jovens», afirma, desconhecendo que a primeira já está a ser aplicada pelo município. Isto colocando «os portugueses em primeiro lugar», para que não se repita o sucedido em Vila de Rei, onde a autarquia incentivou a imigração de brasileiros: «É perigosíssimo querer estabelecer colonatos no interior. Depois queixem-se se isto ficar como o Kosovo», avisa.

Caso de Rita Vaz ainda na memória dos nacionalistas
Há um ano, a história de Rita Vaz, aluna de Medicina na Covilhã, agitou o meio académico da Universidade da Beira Interior (UBI). Em causa estava o facto da estudante se ter assumido como coordenadora nacional da Juventude Nacionalista, manifestando intenções de se candidatar à Associação Académica. Maria conhece a colega e diz que Rita Vaz, «dado o seu empenho e a sua exposição», acabou hostilizada. «Isto acontece com todos nós», argumenta a guardense, justificando assim o seu anonimato: «Nas acções de rua temos de dar a cara, mas quando falamos com a imprensa temos de salvaguardar a nossa identidade, pois nem sempre as pessoas sabem distinguir as coisas». O presidente do PNR não critica este recolhimento, até porque «há pessoas que têm de pensar na família ou numa carreira e não querem ver o seu futuro comprometido. Isto tem de ser um risco calculado». Por isso, Pinto Coelho acusa alguns docentes da Faculdade de Medicina da UBI de terem encetado uma campanha «contra "aquela miúda nacionalista", como a chamaram. A Rita Vaz sentiu-se e continua a sentir-se muito perseguida na faculdade», denuncia, garantindo que tudo seria diferente se ela fosse da Juventude Socialista ou da Juventude Social-Democrata. «Quando não conseguem silenciar-nos, envolvem-nos numa imensa carga pejorativa. Por exemplo, quando se fala na extrema-esquerda, fala-se no Bloco. Quando falam de nós, somos os "skins", os nazis. É uma luta muito desigual», critica.

Igor de Sousa Costa

quarta-feira, julho 30, 2008

PNR na Guarda


O Presidente do PNR deslocou-se à Guarda este domingo, dia 27 de Julho - no âmbito do programa de deslocações pelo país que o PNR está a levar a cabo – a fim de ter uma sessão de trabalho com dirigentes locais e falar com um órgão de comunicação regional.
O encontro foi um sucesso e mais uma pedra no tocante ao muito que há que fazer no futuro.
Foi dada entrevista conjunta ao Jornal do Interior, a qual será publicada nesta 5ª feira.
A acção de propaganda foi excelente e permitiu novos contactos promissores.
Estão de parabéns os camaradas da Guarda.

quarta-feira, julho 23, 2008

Guarda - Acção de Propaganda


O Presidente do PNR desloca-se à Guarda no próximo domingo, dia 27 de Julho - no âmbito do programa de deslocações pelo país que o PNR está a levar a cabo – a fim de ter uma sessão de trabalho com dirigentes locais e falar com um órgão de comunicação regional.

Acção de rua
Às 16.00 horas terá início em frente à Sé da Guarda uma acção de distribuição de propaganda.
Convidamos os simpatizantes do PNR a comparecer nesta acção e apoiar, assim, o desenvolvimento do seu partido na Guarda.

quinta-feira, abril 03, 2008

Grave atentado patrimonial na Guarda?


Segundo informações fidedignas que correm na cidade da Guarda, a única casa de projecto assinado por Raul Lino corre sérios riscos de vir a ser demolida ou de ruir a curto prazo.
Cumpre-nos, pois terçar armas para que tal não aconteça, exigindo da autarquia urgente actuação no sentido da preservação de um imóvel do maior interesse histórico-cultural. E que se aproveite a oportunidade para lançar mão à classificação de outros edifícios do Centro Histórico que constituem o encanto desta cidade altaneira.
Convido-a(o), pois, a assinar a petição que gizámos nesse sentido, endereçada ao Sr. Presidente da Câmara.

quarta-feira, maio 23, 2007

Uma parelha que se destaca da recua


Esta notícia vem no seguimento da anterior.
Palavras para que quê são ministros “socialistas” e usam pouco a pouca massa cinzenta.

terça-feira, maio 22, 2007

Delphi vai reduzir 500 trabalhadores da fábrica da Guarda


A multinacional de componentes automóvel Delphi anunciou esta sexta-feira a redução de 500 trabalhadores na sua fábrica de cablagens da Guarda, até ao final deste ano.
O capitalismo apátrida continua a usar o nosso país, como forma de aumentar os sues lucros, rumando depois a outras paragens quando já sugou a carne e os ossos dos trabalhadores portugueses.
Os nossos governantes os sindicatos e todos os que se instalaram no poder, lamentam ou protestam contra estes factos, mas nada fazem para os impedir, eles fazem parte do sistema podem aqui e ali não concordar com algum ponto, mas nunca farão nada que ponha em causa aquilo que conquistaram.
Só o nacionalismo se ergue contra os privilégios da fortuna, os impulsos desmedidos de ganho, a ambição de lucro. Aceitando que a propriedade privada e o capital têm ou podem ter uma função positiva, apenas os acha legítimos na medida em que são socialmente úteis, não hesitando em suprimi-los e bani-los quando se mostrem nocivos e pretendam usurpar lugares que lhes não competem.
O nacionalismo tem a preocupação de integrar na comunidade as grandes massas marginalizadas que a economia liberal lançou na miséria. Não pretende que elas se tornem uma casta com regalias especiais, nem que o seu bel-prazer se transforme no critério máximo da verdade ou do erro, da bondade ou maldade. O que deseja, sim, é que através de uma hierarquização correcta, todos tenham possibilidade de participar nas riquezas existentes. Ninguém pode ser submetido ao bem-estar de outrem ou de multidões. Cada um tem o dever indiscutível de se sacrificar pela pátria, nunca, porém, o de ser sacrificado ao Sr. A ou ao Sr. B ou a um limitado conjunto de senhores, a um grupo — o proletariado, por exemplo. A nação está para além de quem quer que seja e não é monopólio de ninguém. Os próprios chefes não passam dos seus primeiros e supremos servidores.
De qualquer modo, se o nacionalismo é, essencialmente, social, ele não esquece que uma pátria não é uma organização de trocas destinada a distribuir benefícios económicos. Estes são um meio e não um fim. O fim é erguer o humano a algo que esteja acima de si, a algo que transcenda e ultrapasse a mediocridade fechada de cada eu, algo, precisamente, de que as nações eram até aqui o veículo temporal.
Diante do materialismo capitalista ou do materialismo comunista, o nacionalismo, profundamente «justicialista» na essência, por isso mesmo, perfilha, sem rebuço, uma concepção do mundo e da vida de nítido e forte cariz espiritualista.