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sexta-feira, janeiro 01, 2010

Diamantes ou sucata?


A reunião parece ter dado resultados. No negócio da sucata ou no dos diamantes, os neocolonialistas do sistema dão cartas.
Mais uma vez se confirma que os que mais criticavam a presença de Portugal em Africa, são os que agora mais exploram nas antigas colónias.
Neste particular aliados ao amigo dos americanos, que a despeito de serem nossos parceiros na NATO, nunca deixaram de apoiar militarmente a UNITA durante a guerra colonial.
Enfim modernices dos tempos que correm onde a hipocrisia é lei.
Lembramos que o pai de um destes melros foi outrora acusado de ser agente da CIA, que tem coragem de pisar a Bandeira Nacional, por trinta dinheiros suja as mãos como espião.
Num país de políticos de sucata, de traidores, desertores, cobardes, corruptos e panilas, já nada nos espanta.

segunda-feira, novembro 16, 2009

Os dirigentes de Angola são criminosos


Apoiados pelos seus governos e financiados com enormes lucros do comércio e do investimento, e ainda excedentes orçamentais, as potências económicas neocoloniais estão a adquirir o controle de vastas extensões de terras férteis de países pobres na África, Ásia e América Latina, através da intermediação de corruptos locais, em regimes de mercado livre, da mesma forma que pilham o petróleo e ou os diamantes.
Aos corruptos locais que à nova ordem Mundial interessa manter no poder, tudo é permitido. Presos políticos, prisões sem culpa formada, são ignoradas por aqueles que na ONU falam de direitos humanos, por aqueles que tanto criticavam a nossa presença em Africa.
Um intrigante processo está a ter lugar no tribunal de Luanda Norte, e é uma mostra do regime que governa este país. poucas são as vozes que se levantam contra este atentado aos direitos humanos, poucos porque não convém irritar os assassinos que se sentam nas cadeiras do poder em Luanda, não vá a fonte secar. Mesmo quando alguém ousa denunciar é rapidamente silenciado, pelos neocolonialistas. Todos estamos lembrados como foi tratado Bob Geldof, sabedor de muito do que se passa em Africa. Ousou dizer umas verdades e foi logo crucificado, pelos neocolonialistas emergentes.
O governo de Angola, deve explicar publicamente como gasta a imensa riqueza gerada pelo petróleo em vez de molestar cidadãos pura e simplesmente por delito de opinião.

domingo, abril 05, 2009

Nem mais um soldado para as colónias dos outros





A transformação da aliança herdada da guerra-fria numa ferramenta policial planetária está em marcha.
Não se trata de uma aliança defensiva ao serviço dos seus membros, mas sim uma nova estrutura militar destinada a assegurar a hegemonia planetária do mundo ocidental e cujo centro ideológico dirigente é a potencia norte americana.
A NATO é com efeito hoje em dia um poderoso instrumento ao serviço do imperialismo sionista norte-americano.
Diluindo a sua retórica numa salada de boas intenções, a luta pela liberdade, os direitos humanos, o desenvolvimento sustentado e também o livre cambismo, os Novos Senhores do Templo afirmam que face a um mundo de ameaças assimétricas e de incertidão, é necessário por em marcha um dispositivo estratégico combinado e integral que inclua capacidades militares e não militares.
Como tal a NATO é a estrutura mais apropriada para constituir o núcleo central de uma futura arquitectura da segurança e que responda aos desafios actuais.
Portugal já foi o mordomo da invasão ao Iraque, colaborou na política de ingerência e limpeza étnica nos Balcãs, tem tropas no Afeganistão e prepara-se agora para reforçar a sua presença militar neste território.
Os mesmos “actores” que condenavam a nossa presença em Africa, preparam-se agora e ao serviço dos seus novos amos para apoiar o neocolonialismo no Afeganistão.

terça-feira, março 10, 2009

De joelhos

Os governantes de deste país e o rebanho que se junta à volta, a cada dia que passa ficam mais pequeninos, mais lacaios, mais cobardes.
Recebem com honras de estado um corrupto e um assassino e ainda tem o descaramento de o elogiar.
Angola é hoje um país de grandes diferenças sociais, onde a esmagadora maioria do povo vive no limiar da pobreza e onde um pequeno grupo de corruptos, sustentados no poder pelo neocolonialismo, vive principescamente.
Mas em nome dos negócios que os boys por lá vão montando e da solidariedade imperialista o governo e a esmagadora maioria dos partidos do sistema tentam atirar-nos areia para os olhos. De fora ficou o BE, partido com o qual discordo em muita coisa e do qual não espero nada. Mas diga-se em abono da verdade foi o único a ter uma atitude minimamente decente.

quinta-feira, dezembro 18, 2008

Filha do Presidente de Angola compra quase 10 por cento do BPI


Isabel dos Santos, filha do Presidente angolano José Eduardo dos Santos, entrou no capital do Banco Português de Investimento (BPI), adquirindo ao Banco Comercial Português a posição de 9,69 por cento que este detinha no grupo liderado por Fernando Ulrich.
A outra realidade é que 70% dos 14 Milhões de cidadãos Angolanos vivem na miséria (com um máximo de 1,7 Dólar ( 1,3 EUROS ) por dia.
Impressionante é vermos como mãos cheias de crianças e adolescentes abandonados sobrevivem diariamente entre a imundice, a destruição, a fome e as doenças.
Próximo, os José Eduardos dos Santos dos MPLÁs e de futuros MPLÁs com outros nomes sugam as riquezas de um país sem mínima consideração pelo seu povo.
Angola é um dos países do mundo com maior taxa de mortalidade infantil - 260 crianças em 1000 não chegam à idade dos 5 anos.

sexta-feira, outubro 31, 2008

Descolonização exemplar


Mais um exemplo do neocolonialismo e das boas relações entre capitalistas e capitalistas de estado, afinal são ambos a face da mesma moeda que se chama exploração do homem pelo homem.
A esquerda comunista detentora do poder em Angola MPLA de braço dado com o grande capital, para continuar a assassinar em Cabinda e aumentar as colossais fortunas que possui, enquanto o povo angolano morre de fome.
A descolonização exemplar continua a matar e a perpetuar a miséria e as desigualdades sociais.
Aqueles que mais criticaram a nossa presença em Africa, são agora os protagonistas, daquilo a que chamamos neocolonialismo, muito mais difícil de mostrar, mas muito mais hediondo porque muitas vezes disfarçado de ajuda internacional.
Finalmente convido todos a passarem neste blogue, palavras para quê, se são os próprios angolanos que o dizem. Felizmente em Angola como na Europa existe alguém que diz basta existe alguém que diz não.

terça-feira, julho 08, 2008

Ai Timor


Xanana Gusmão, segundo documentos do Ministério das Finanças obtidos pela Agência Lusa, assinou uma concessão da importação de 16 mil toneladas de arroz para 2008, no valor de 14,4 milhões de dólares (9,2 milhões de euros), à companhia Três Amigos, de Germano da Silva, vice-presidente do CNRT em regime de exclusividade e à margem de concurso público.
Se juntarmos a este facto a compra de viaturas para membros do parlamento, compreendemos a manifestação estudantil reprimida à boa maneira indonésia.
A muitos Quilómetros de distância e com as notícias distorcidas pelos média, dificilmente compreendemos o que se passa em Timor.
Na certeza porém quem governa é o imperialismo australiano, quem manobra nos bastidores são os seus serviços secretos e como em todas as neocolonias já se encarregaram de por no poder um tiranete, que foi mais uma vez apanhado nas malhas da corrupção. Nesta colónia australiana, como em muitas outras a corrupção e as grandes diferenças sociais são a base de sustentação do sistema.

domingo, abril 27, 2008

Helicópteros militares para o aparhteid passaram em Portugal como material civil


Segundo declarações à Agência Lusa do advogado do português Jorge Pinhol na Bélgica, Mischael Modrikamen, «oficialmente os helicópteros foram vendidos como Super Puma, muito utilizados para operações civis de busca e salvamento», o que não violava o embargo decretado pela ONU à venda de armas à África do Sul.

O estado democrático defensor da igualdade, tão empenhado em combater o racismo e a xenofobia, não se importa de passar por cima de tudo isso se alguma negociata lhe encher os bolsos.
Mais uma vez fica demonstrada a hipocrisia deste sistema.
Muitos defendem que o regime de aparhteid só era apoiado pelo governo sionista de Israel, no entanto e a pouco e pouco vamos tendo conhecimento de outros apoiantes. Nas assembleias, no palco grandes discursos contra o regime que existia na altura na Africa do Sul, pelas costas, cobardemente e a troco do vil metal todo o apoio.
É importante não esquecer aqui o papel do país que reclama para si a hegemonia da liberdade, fraternidade e igualdade, tão solicito em meter na cadeia pessoas que por delito de opinião incomodam a cultura anti-racista francesa, mas como Portugal não hesita em fazer tábua rasa de tudo o que diz defender quando se trata de amealhar mais uns trinta dinheiros.
Mas todos nós sabemos no que deu toda a conversa sobre o colonialismo e o racismo, aqueles que mais condenaram o colonialismo são os que agora e descaradamente, sugam o néctar dos africanos e de Africa, as novas chagas sócias dos tempos que correm; imigração e neocolonialismo.

quarta-feira, abril 09, 2008

Criminalidade imigração capitalismo


Um construtor civil residente em Portunhos, concelho de Cantanhede, foi ontem vítima de uma tentativa de rapto e extorsão. O alerta foi dado, pelas 12H00, segundo informou uma fonte da Guarda Nacional Republica (GNR), adiantando que a mulher da vítima terá ligado para o posto de Ançã, informando que o seu marido estava a ser vítima de uma tentativa de sequestro e extorsão.
Este crime foi perpetrado por um cidadão do leste da Europa.
A notícia ficaria por aqui e não mereceria muitos comentários para além dos costumeiros sobre a falta de segurança existente no nosso país. Para alguns a lei é rápida e sem misericórdia, para outros é lenta e extremamente benevolente.
Mas é tempo de por a mão na ferida já que a alguns falta a coragem para o fazer e a outros não lhes interessa que o assunto seja debatido. Muitos órgãos de informação ocultam quase sempre a nacionalidade dos criminosos, não vá o povo começar a fazer contas de cabeça.
Pensar ou fazer crer que em cada imigrante existe um criminoso é uma ideia tão absurda e estúpida quanto é o facto de não ver que a politica de portas escancaradas, faz com que entrem no nosso país e na Europa no grosso de gente que procura uma melhor vida, um grupo cada vez maior de criminosos que vivem como peixe na água, neste continente com grandes dificuldades em lidar com a criminalidade.
A imigração é uma arma do capital, serve fundamentalmente para os empresários e sobretudo os corruptos obterem mão-de-obra barata e alimentar a fogueira que gera as suas mais valias. O velho argumento de que os imigrantes fazem aquilo que os autócnes não querem fazer, cai por terra pelo simples facto de todos os dias sermos confrontados com notícias de portugueses que rumam aos país vizinho para trabalhar na construção civil, ou do crescente aumento da nossa emigração. O argumento dos empresários desses países é o mesmo. Mas será que pelo mesmo salário os trabalhadores portugueses não ficariam a laborar em Portugal? A resposta é mais que evidente. Da mesma maneira muitos dos imigrantes que chegam ao nosso país, prefeririam ficar no país de origem não fora a exploração neocolonialista que patrocinando os ditadores que estão no poder tudo faz para perpetuar a miséria em que vivem alguns povos por esse mundo fora.
Dizer que o aumento da criminalidade está directamente ligada com o aumento da imigração e com a exploração capitalista é algo que não é saudavelmente aceite pelo sistema. A exploração do homem pelo homem, vai sempre inventar novos processos de se perpetuar, nem que seja a coberto de direitos fundamentais ou do anti-racismo.
No entanto e apesar da censura instituída os factos falam por si.

quarta-feira, fevereiro 20, 2008

Nem mais um soldado para as colónias (deles)


Nem mais um soldado para as colónias! Frase certamente familiar daqueles que testemunharam o 25 de Abril de 1974, é também a razão que nos leva a questionar passados 34 anos (em Abril próximo) porque raios se encontram cerca de um milhar de militares portugueses ainda a operar no estrangeiro, mas desta vez ao serviço de outras potencias coloniais que não o Estado português anterior ao 25 de Abril.

Actualmente, e isso passa ao lado de muitos portugueses, temos militares estacionados no Líbano, no Iraque, no Afeganistão, nas Balcãs (na Bósnia e até no Kosovo), no Sudão, no Congo e, finalmente, em Timor-Leste, todos eles ao serviço de forças coloniais estrangeiras, ou dependentes dos EUA ou da União Europeia, e dificilmente a servir os interesses de Portugal.

Se não queríamos enviar mais nenhum soldado para as “nossas” colónias, porque raios os enviamos actualmente às dezenas e centenas para colonizações e, pior, ocupações de nações soberanas sob tutela de potências imperialistas que, no passado, também combateram os interesses portugueses em África e na Ásia?

Os militares portugueses não têm, nem devem, combater guerras que não são do interesse da nossa nação, o Exército serve para nos proteger de agressões externas e para garantir a segurança da nossa fronteira, pelo menos em teoria uma vez que como mera nação lacaia de Bruxelas actualmente Portugal nem tem direito a fronteira.

Abaixo os interesses colonialistas e imperialistas alheios a Portugal, tragam os nossos rapazes para casa e metam-nos nas fronteiras e a patrulhar as nossas cidades, onde o crime violento dispara alarmantemente, hoje como ontem: nem mais um soldado para as colónias, precisamos deles no solo pátrio!

quarta-feira, fevereiro 13, 2008

Ai TIMOR


A paz parece tardar em poisar na antiga colónia portuguesa. O ouro negro e pelo ouro negro muitas jogadas de bastidores se deram em Timor.
A mãozinha sinistra do imperialismo Australiano, trabalha na sombra para dominar de vez o pequeno mas apetecível território.
Neste ultimo golpe ou golpada muita coisa esta mal contada.
A análise dos factos e da cronologia dos ataques de ontem de manhã, em Díli, revela um dado implacável e perturbante: José Ramos-Horta e Xanana Gusmão estão vivos e Alfredo Reinado está morto porque quase nenhum dos envolvidos actuou dentro do que seria lógico.
O papel principal foi desempenhado por uma sombria figura, o Major Alfredo Reinado, ex-exilado na Austrália e recruta da academia de defesa nacional, que emergiu como o “líder rebelde”.
Portugal cala e consente, chora o sucedido mas não tem força, não encontra força, ou não quer encontrar força para fazer o que seria natural e desejado pela esmagadora maioria dos Timorenses, tomar na suas mãos todo o processo de Timor e correr de vez com os abutres australianos que não olham a meios para sugar o petróleo existente no país.
Governos australianos consecutivos, de coligações partidárias e trabalhistas, apoiaram a tomada do poder por Suharto em 1975 e 1978 em troca do controle sobre o gás e o petróleo do Mar do Timor. A Austrália tornou-se o primeiro país no mundo a reconhecer oficialmente a anexação do Timor Leste pela Indonésia, mesmo depois da queda de Suharto em 1998, o governo de Howard continuou a apoiar as tentativas de Jacarta em resistir às exigências da realização de um referendo no Timor Leste
Camberra só mudou de direcção quando se tornou evidente que Portugal, com o apoio da União Europeia, assegurou o apoio da ONU ao referendo. Isso abriu a real possibilidade de um Timor-leste “independente” que, sob a tutela portuguesa, não reconheceria os direitos australianos sobre o petróleo e o gás sob seu Tratado da Região do Timor com Jacarta. Com a assistência da administração de Clinton em Washington, o governo Howard embarcou em sua maior mobilização militar marítima desde a Guerra do Vietname.
Quando ainda recentemente os soldados australianos ajudam os manifestantes anti Governo a escrever, em inglês, nos pequenos cartazes que ostentam, frases a pedir a demissão do Primeiro-ministro, toda a encenação fica clara.
A verdade e a mentira convivem juntas no país, o casamento é abençoado por Camberra.
Os dias sombrios da ocupação Indonésia voltaram, mas agora o actor principal é outro, disfarçado nessa sinistra figura da ajuda internacional o neocolonialismo suja de sangue os campos de Timor

segunda-feira, dezembro 10, 2007

«Por favor parem de ajudar África!»




No passado dia 06/07/2005, na revista Alemã “Der Spiegel”, sob o título “Pelo amor de Deus, parem de ajudar África!”, um africano, especialista em economia e profundo conhecedor das realidades africanas, James Shikwati, do Quénia, afirma numa entrevista ao jornalista de Hamburgo Thilo Thielke que a ajuda internacional só alimenta a corrupção e impede que a economia se desenvolva, que destrói e acaba com a produção agrícola e industrial e causa desemprego, consequentemente criando mais miséria e mais dependência.
Afirma este africano lúcido que a ajuda ao continente africano é mais prejudicial que benéfica, realçou os efeitos desastrosos da política de desenvolvimento ocidental na África, falou sobre governantes corruptos e a tendência de exagerar por interesse o já de si grave problema da Sida.

Burocracias gigantescas e inoperacionais são financiadas com o dinheiro da ajuda dos países ocidentais. A corrupção e a complacência são promovidas, os africanos aprenderam a ser mendigos, e tornam-se parasitas e dependentes.

Além disso, a ajuda ao desenvolvimento enfraquece os mercados locais em toda a parte e mina o espírito empreendedor que é fundamental em qualquer sociedade dando origem a que os países que receberam mais ajuda ao desenvolvimento também são os que estão actualmente em pior situação.

Por mais absurdo que à primeira vista possa parecer, a ajuda ao desenvolvimento é uma das principais causas dos problemas de África. Se o Ocidente cancelasse esses pagamentos, o povo, os africanos comuns, nem sequer perceberiam. Somente os funcionários públicos e dos programas de ajuda o sentiriam e seriam atingidos. Ao serem obrigados a encontrar sozinhos as soluções para os seus problemas, os africanos têm a possibilidade de recuperar a dignidade perdida e, eventualmente, a de abrir caminhos originais e novas soluções à sua escala e ao seu ritmo para evoluir. Afirma Shikwati: «Quando há uma seca numa região do Quénia, os políticos corruptos pedem imediatamente mais ajudas. O pedido chega ao Programa Mundial de Alimentação da ONU, que é uma agência maciça de “apparatchiks” que estão na situação absurda de, por um lado, dedicarem-se à luta contra a fome, e por outro enfrentar o desemprego onde a fome é eliminada.

É muito natural que eles aceitem de bom grado o pedido de mais uma ajuda, e não é raro que peçam um pouco mais de dinheiro ou alimento do que o governo africano solicitou originalmente. Eles encaminham esse pedido ao seu quartel-general, e em pouco tempo, se a ajuda for alimentar, milhares de toneladas de milho ou outro cereal são embarcadas para a África. Esse milho acaba em determinada altura num porto como por exemplo o de Mombasa. Uma parte do alimento em geral vai directamente para as mãos de políticos corruptos e sem escrúpulos, que em primeira-mão o distribuem na sua própria tribo para manter a lealdade tribal em alta e ajudar sua próxima campanha eleitoral. A outra parte da carga termina no mercado negro, onde o milho é vendido a preços extremamente baixos. Os agricultores locais podem guardar os arados; ninguém consegue concorrer com os preços de mercado ditados por esta concorrência desleal originada pelo programa de alimentação da ONU. E como os agricultores cedem diante dessa pressão e deixam de semear, o Quénia não terá reservas a que recorrer se houver uma seca e fome no próximo ano. É um ciclo simples mas fatal.

Se não existissem as ajudas, os quenianos, seriam obrigados a iniciar relações comerciais com outros Países africanos seus vizinhos, como o Uganda, Tanzânia, Moçambique, etc., para lhes comprar alimentos. Esse tipo de comércio é vital para África pois obrigaria a melhorar as infra-estruturas, enquanto tornaria mais permeáveis as fronteiras nacionais, que, aliás, até foram artificialmente traçadas pelos europeus. Também os obrigaria a legislar a favor da economia de mercado e levaria a acordos internacionais que favorecessem o comércio e a circulação de bens.

A fome não deveria ser um problema na maioria dos países ao sul do Sahara pois nestes países existem vastos recursos naturais como petróleo, ouro, diamantes. Nos países industrializados existe a sensação de que África naufragaria sem a ajuda ao desenvolvimento. Será assim? A África já existia antes das ajudas aparecerem.

Até a sida é um grande negócio, talvez o maior negócio da África. Não há nada capaz de gerar tanto dinheiro de ajudas quanto as fotografias das criancinhas e os números chocantes sobre a sida. Em África esta é em primeiro lugar uma doença política. Milhões de dólares e euros destinados ao combate à sida estão guardados em contas bancárias, nos próprios países e noutras partes do mundo, e não foram gastos naquilo a que se destinavam. Os governantes e políticos ficaram cheios de dinheiro, e continuam a desviar o máximo possível em proveito próprio.

O falecido tirano da República Centro Africana, Jean Bedel Bokassa, resumiu cinicamente tudo isso dizendo: “O governo francês paga por tudo no nosso país. Nós pedimos dinheiro aos franceses, eles mandam, nós recebemos e então gastamos”.

Todos os anos chegam ao Quénia e a outros países rios de dinheiro, alimentos e roupa usada doada por cidadãos Ocidentais que querem ajudar os africanos. Shikwati pergunta: Porquê enviar para África essas montanhas de roupas e agasalhos? Ninguém passa frio no clima africano!

A quase totalidade dela não é entregue ao povo. Em vez disso aparece a preços irrisórios à venda nos chamados mercados Mitumba e por isso os costureiros tradicionais perdem o seu único ganha-pão. Eles estão na mesma situação que os agricultores. Ninguém no mundo de baixos salários de África pode ser eficiente o bastante para acompanhar o ritmo e os preços a que são vendidos os produtos doados. Em 1997 havia 137 mil trabalhadores empregados na indústria têxtil da Nigéria. Em 2003 o número tinha caído para 57 mil. Os resultados são iguais em todas as outras regiões onde o excesso de ajuda e os frágeis mercados africanos entram em colisão.

Quando inquirido sobre se uma retirada neste momento dos programas de ajuda internacionais não iria aumentar a miséria e o desemprego, o economista rematou: África precisa dar os primeiros passos na modernidade por conta própria. Deve haver uma mudança de mentalidade. Têm de parar de se auto-considerar mendigos. Hoje em dia os africanos só se vêem como vítimas, como coitadinhos. Por outro lado, ninguém pode realmente imaginar um africano como um honesto e próspero homem de negócios. Para mudar a situação actual, seria útil que as organizações de ajuda saíssem.

É verdade que, se, ou quando o fizerem, muitos empregos serão imediatamente perdidos. Mas que empregos? Empregos que foram criados artificialmente, para começar, e que distorcem a realidade. Os empregos nas organizações estrangeiras de ajuda são muito bem pagos e como tal muito apreciados, e estas organizações são muito selectivas na escolha dos candidatos. Quando uma organização de ajuda precisa de um motorista, dezenas de pessoas candidatam-se. Como é inaceitável que o motorista só fale a sua língua tribal, o candidato também deve falar inglês,
português, alemão ou francês fluentemente, ser minimamente instruído, bem-educado sobre o ponto de vista ocidental e ter boas maneiras. Então acaba-se com um jovem licenciado africano como motorista a conduzir o carro de um funcionário da ajuda, distribuindo comida europeia e levando, como consequência, os agricultores locais a deixar seu trabalho. É simplesmente surreal! Se se quer realmente combater a pobreza, deveriam parar totalmente a ajuda ao desenvolvimento e dar a África a oportunidade de garantir por si mesma a sua subsistência e sobrevivência.

Actualmente a África é como uma criança que chora imediatamente quando há algo errado a pedir ajuda à Mãe ou ao Pai.

A África tem que erguer-se sobre os próprios pés.»

quarta-feira, novembro 28, 2007

Angola está a operar militarmente no Congo


Angola é hoje uma sombra daquilo que era no tempo colonial.
De um território em vias de desenvolvimento, transformou-se num país dependente do petróleo e dos diamantes, governado por meia dúzia de famílias que vivem na opulência enquanto o povo morre de fome. Aqueles países que tanto criticaram o nosso envolvimento em Africa ainda o “rei não estava morto” já se tinham posto nas ex-colónias. O grande capital apátrida bem pode agradecer a ajuda dos Soares e dos Almeidas.
Feito o acordo de paz entre UNITA e MPLA parecia que a paz ia voltar a Angola, no entanto outra frente de luta se abriu no enclave de Cabinda.
A repressão tem-se abatido sobre o povo desta zona, sem que os organismos internacionais tenham sequer mexido uma palha para o impedir. Quem manda na ONU não lhe interessa que o assunto seja discutido, não vá Luanda não gostar e acabar-se assim a mama do petróleo e dos diamantes.
Agora, testemunhas garantem que 274 militares da Forças Armadas de Angola (FAA) «fortemente equipados» violaram a fronteira de Massabi e estão operar no território da República do Congo (Brazzaville). Angola ainda não reconheceu oficialmente a operação e o Congo tarda a manifestar-se. Ou estamos perante uma invasão de um pais soberano ou o Congo é cúmplice nesta incursão que visa seguramente perseguir elementos dos movimentos de libertação de Cabinda.
O exército do MPLA é responsável pela chacina de centenas de cabindenses, tudo leva a crer que agora com a colaboração do governo do Congo e o desinteresse táctico dos países ocidentais.
A cimeira Europa Africa que agora se aproxima vai decerto passar ao longe deste problema, mas não vai deixar de criticar Mugabe. Aos amigalhaços do mundialismo tudo é permitido os outros ou entram na linha ou levam com toda a artilharia em cima.