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terça-feira, julho 22, 2008

6 razões contra o acordo ortográfico


A ortografia não é mera convenção, mas o corpo da língua na sua expressão escrita. O debate sobre o acordo irrompe numa época de crise, consoante nota uma petição on line posta a circular por um grupo de personalidades, em que o uso oral e escrito do português se degradou profundamente, ferindo a nossa identidade multissecular e o riquíssimo legado civilizacional e histórico que recebemos e nos cumpre transmitir aos vindouros. O acordo é mau, não resolve os problemas existentes e traz ao palco outros que ainda não conhecíamos.
Se o português é falado em paragens tão longínquas, contrário às regras seria que não tivesse diversas variantes. Há casos em que a diversidade de pronúncia geralmente seguida no Brasil ou em Portugal determina ou admite um registo ortográfico distinto. Marquem-se, portanto, as preferências de cada um dos falares, mas não se adopte nunca o processo de impor ou ceder grafias, por mero intuito de solucionar enganosamente problemas advindos de diferenças inevitáveis.
1. A língua não é assunto para legisladores. Um idioma não se impõe por decreto. Infelizmente, andamos nisto há cem anos. Fernando Pessoa, por exemplo, marimbou-se de alto para a reforma ortográfica de 1911 e continuou a grafar como havia aprendido. Sobre a reforma republicana, escreveu: «Além do impatriotismo, foi o acto imoral e impolítico».
O Inglês é a língua franca do mundo inteiro, mas nenhum Parlamento pretendeu até hoje "unir" e "harmonizar" as ortografias do Reino Unido e dos Estados Unidos, que são diferentes.
2. O acordo é uma reforma falha de bom senso, com inúmeros erros, imprecisões e ambiguidades.
3. Em lugar de garantir a "unidade" linguística, o acordo admite grafias facultativas.
4. O acordo, ao eliminar consoantes chamadas mudas, tende a acelerar o processo de consonantização da nossa fala. Já haviam sido eliminadas em 1945 as letras consonânticas "c" e "p" das sequências interiores "cc", "cç" e "pt", nos casos em que são invariavelmente mudas nas pronúncias portuguesa e brasileira. Mas algumas consoantes tidas por mudas neste acordo, na verdade não o são, visto que se lêem ou têm valor etimológico indispensável à boa compreensão das palavras.
5. A diferença entre o português de Portugal e o do Brasil é menos ortográfica do que lexical. Para além das naturais variações de pronúncia, prosódia e morfossintaxe. Há autocarro, em Portugal, e ônibus, no Brasil; comboio e trem; eléctrico e bonde; boleia e carona; talho e açougue; pequeno-almoço e café da manhã; casa de banho e banheiro; relvado e gramado; guarda-redes e goleiro; matraquilhos e pimbolim; telemóvel e celular; e um larguíssimo etc.
6. O acordo provocará a inutilização de milhões de livros das bibliotecas, e obrigará as famílias a suportar custos elevados em novos dicionários e livros escolares.
Bruno Oliveira Santos | Presidente da Mesa da Convenção

sexta-feira, novembro 30, 2007

Ser nacionalista é odiar os outros, ser patriota é amar o seu país


Esta frase é topo de página dos reaccionários do PND.
Certamente é um recado para os nacionalistas que o tentaram tomar de assalto, e mais uma prova que foi uma aposta errada.
Outra coisa não seria de esperar de um partido lacaio do capital.
Porque patriota até um comunista pode ser.
Ser nacionalista exige que para alem do identitário tenhamos que ser sociais. Isto é não basta defender a terra a cultura o povo etc., temos de compreender esse povo, temos de lutar pela justiça social, pela submissão do capital ao trabalho, rumo ao socialismo.
Existe simplesmente, não pode ser contestado o facto o socialismo é parte integrante do credo Nacionalista. Tentar separar a própria essência da esfera social, a partir do conceito de nação, é estar a ignorar o facto de que é fundamental as pessoas compreenderem realmente a própria nação.
Sem pessoas não pode haver nação, e sem uma nação não pode haver povo. Por outro lado, é bem certo que temos absolutamente nada em comum com a intelectualmente falida legião da Esquerda moderna, mas também, não devemos fazer qualquer aliança aos da direita. Muitos dos chamados Nacionalistas são tentados a se descreverem como sendo do centro direita, ou mesmo como sendo mesmo de extrema-direita, mas deve ser declarado como uma verdade absoluta Nacionalismo que não tem nada que ver com o Direita. Para simplificar, a ala direita não é mais "nacionalista" do que o seu homólogo da Esquerda. Ambos comunismo e capitalismo são duas cabeças da mesma besta.
Em vez de ser uma folha dos livros existentes, ou tentativa para formar uma espécie de ridícula ideologia centrista, os nacionalistas devem rejeitar totalmente o meio ou as duas extremidades do sistema na sua totalidade. Nós nacionalistas, opomo-nos de igual modo aos reaccionários e aos vermelhos, porque somos verdadeiramente Social Nacionalistas.

segunda-feira, novembro 26, 2007

Monteiro foi avisado pelo SIS sobre entrada da extrema-direita


Sobre esta noticia importa reflectir um pouco.
Já aqui escrevi e noutros lugares, que esta aventura de tomar um partido de assalto só poderia dar em duas coisas, ou os nacionalistas eram engolidos pelo sistema ou eram expulsos. Não estava a fazer prognósticos estava só, a voltar a traz no tempo, mais precisamente à década de 80 onde se passou um episódio similar, na altura o Cine Teatro chamava-se CDS. A nossa luta deve ser travada dentro das nossas organizações e qualquer união com vermelhos ou capital resultara sempre em proveito da besta capitalista que estes dois sistemas representam.
Agora a juntar-se ao episodio temos o SIS , aquela organização “secreta” que nem cheira os terroristas que livremente fazem Portugal de refugio e fonte de financiamento, mas mal vê um pacto cidadão a levantar o braço para chamar um amigo, já o começa a investigar como perigosos agitador nazi fascista, noutros tempos também alguns nacionalistas figuravam nas listas da PIDE com a mesma nomenclatura.
Não é de estranhar que isto aconteça O PND é um partido do sistema, como tal apoiado pelas organizações do sistema.
Agora a pergunta fica no ar. Não pode um cidadão mudar de ideias. Quantos são aqueles que neste país já mudaram de partido? Será que também constam das listas do SIS? Será que esta organização mudou para Serviço Interactivo de Sondagens ou prognósticos só no final do jogo?
Até no mundo animal a tradição já não é o que era. As águias estão a transformar-se em bufos.