
Conforme anunciado, foi marcado para hoje um encontro de nacionalistas organizado pelo PNR no Algarve, estando previsto um concerto musical, debates, e o natural convívio. Não se anunciaram workshops de desobediência civil, não se programaram ataques a campos de milho, nem se organizaram manifestações de cara tapada e com cocktails molotof. É um encontro político, em ambiente saudável e pacífico, como têm sido todos os eventos organizados pelo PNR.
Apesar disso, logo de manhã foi montada uma enorme operação policial com o intuito de reprimir os participantes e tentar evitar o seu acesso ao evento, com diversas operações STOP em todos as estradas e caminhos em direcção ao recinto, em que se fazem buscas e revistas à procura de "material nacionalista". A mesma pergunta foi invariavelmente feita a todos os que caíram nas malhas da perseguição: "você é nacionalista?"
Estão presentes alguns orgãos de comunicação social nas imediações mas apenas uma das televisões mostrou intenção de relatar o sucedido, em termos menos próprios diga-se, deixando no ar uma ameaça: ou as autoridades faziam os possíveis por cancelar o evento ou, às 20h, seria noticiado que "a Câmara Municipal de Portimão deu apoio a neo-nazis"!
Os organizadores do encontro já garantiram que o evento se realizará na mesma e referem que vários agentes da polícia política afirmaram estar a ser alvo de "uma enorme pressão de Lisboa", ficando no entanto por esclarecer a quem se estariam a referir, e se essa pressão seria política ou... política.
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