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quarta-feira, novembro 03, 2010

Uma prenda envenenada



A área de influência do HDFF (que serve mais de 130 mil habitantes), abrange todo o concelho da Figueira da Foz, os concelhos de Montemor-o-Velho, Soure e parcialmente Cantanhede, Mira e Pombal, com as Urgências a registarem mais de 75 mil utentes, sendo a média diária de 379, enquanto as segundas-feiras são o dia de maior movimento, com 437 utentes, e as sextas-feiras o de menor movimento com 252 utentes.
A administração deste hospital deu ontem a conhecer as novas instalações do Serviço de Consultas Externas e Urgências que vão abrir na próxima semana, respectivamente, a 8 e 9 de Novembro.
Congratulamo-nos com este facto uma vez que permitirá melhorar a qualidade da saúde, ficamos no entanto desiludidos, pois tudo levava a crer que seria anunciada a reabertura do Bloco de Partos. Reconhecemos o valor das obras mas enquanto nascerem crianças na estrada que liga a Figueira da Foz a Coimbra mostraremos a nossa indignação, porque paralelamente a estas obras impunha-se o anúncio da reabertura do bloco de partos. Os cuidados de saúde melhoraram na Figueira da Foz, mas continuam e continuarão a ser deficitários enquanto o governo e o sistema por motivos meramente economicistas, mantiver um serviço tão necessário fechado. Um dia e infelizmente os bombeiros vão ser confrontados com um parto difícil nalguma curva da estrada, esperemos que na altura não sejam eles e mis uma vez os bodes expiatórios.

sexta-feira, outubro 22, 2010

Nascer na estrada



Foi às 19h38, ao quilómetro 32 da A14, entre Cantanhede e Coimbra. O terceiro filho de uma senhora, residente em Lares, na Figueira da Foz, não deu tempo que a ambulância fizesse o caminho que a separava da Maternidade Daniel de Matos, em Coimbra. Com pressa em nascer, a menina, terceira filha da mulher, de 46 anos, obrigou os bombeiros a pararem a viatura e a assumirem o papel de obstetras e parteiros, ontem ao final da tarde. Uma tarefa assumida por Carlos Sotero e António Paiva, dois «bombeiros com mais de 20 anos de experiência», de acordo com o comandante dos Voluntários da Figueira da Foz, que também não foi a primeira vez que se viram na contingência de efectuar um parto. Depois do nascimento, e com a mãe e a criança «devidamente estabilizadas», os dois bombeiros retomaram caminho, em direcção à Maternidade Daniel de Matos. «Mãe e bebé estavam bem», garantiu ainda João Moreira.
De acordo com o comandante, este foi o segundo parto verificado em Outubro, uma vez que o mês começou com mais um nascimento a bordo, logo no dia 1. Contas feitas, de acordo com João Moreira, desde o encerramento da Maternidade da Figueira da Foz, em Novembro de 2006, «este é o 17.º nascimento na A14», entre Figueira e Coimbra, a bordo de uma ambulância dos bombeiros. Com formação em socorrismo, este é um desafio que até ao momento não tem “assustado” os bombeiros, que têm respondido prontamente a todas as solicitações. Todavia, João Moreira não deixa de lembrar que «há casos complicados e, muitas vezes, mesmo nas maternidades, com obstetras ao serviço, as coisas não correm bem». «Felizmente», sublinha, até agora, isso ainda não se verificou, pois «todas as situações têm corrido bem», remata o comandante dos Voluntários da Figueira da Foz.
Concordamos com o Comandante dos Bombeiros este governo e este sistema andam a brincar com a ávida de parturientes e dos recém-nascidos.
O Bloco de Partos do Hospital da Figueira da Foz já devia te sido reaberto. Infelizmente este governo quer poupar sem se preocupar com a nossa vida e a nossa saúde, a oposição tão incapaz quanto governo, só esteve contra o encerramento enquanto este foi mediatizado.

FONTE

sábado, outubro 09, 2010

A Saúde é um direito não é um negócio


O Movimento de Utentes do Centro de Saúde de Tábua, que saiu à rua e ergueu, em frente ao Centro de Saúde, o Monumento à Hipocrisia.
Apoiamos a luta do povo de Tábua no seu protesto. As razões invocadas para a manutenção do serviço SAP aberto 24 horas, são mais que justas. No entanto este governo por razões meramente economicistas faz tábua rasa de todos os argumentos.

sábado, outubro 02, 2010

Reabertura imediata do Bloco de Partos do Hospital da Figueira da Foz



Dois bombeiros voluntários da Figueira da Foz participaram, ontem de manhã, no parto de uma bebé quando conduziam uma grávida com cerca de 30 anos para a Maternidade Bissaya Barreto.
Hugo Neves e Verónica Marques haviam sido chamados a Buarcos para um serviço de emergência. Quando já se encontravam em Coimbra, tiveram de parar e assegurar os trabalhos de parto. Entretanto, foi chamada ao local uma equipa médica, que concluiu o parto. A mãe e a filha estão bem de saúde.
Recorde-se que desde que a Maternidade do Hospital Distrital da Figueira encerrou, em 2005, nasceram oito crianças figueirenses em ambulâncias, a caminho de Coimbra. A maioria nasceu na auto-estrada Em 2005, nasceram duas; em 2007, três; em 2008, duas; em 2010, uma.
Com o fecho do Bloco de Partos o governo prometeu melhores condições. Elas estão à vista Felizmente até agora não houveram problemas de saúde.
Lembramos também que os partidos da oposição, agora com maioria parlamentar esqueceram completamente que estavam contra o encerramento desta unidade.
Os políticos do sistema esquecem rapidamente, mas os nacionalistas não. Ninguém cala a nossa voz. Não vamos deixar cair no esquecimento a justa luta do povo da Figueira da Foz.

quinta-feira, setembro 23, 2010

Desculpas esfarrapadas



Desta vez, os trabalhos de preparação do Orçamento de Estado para 2011 serviram de desculpa para o governo mais uma vez não se fazer representar na Assembleia Geraldo Metro Mondego.
É desta forma que o PS e o seu governo tratam Coimbra, Miranda do Corvo, Lousã e o Distrito. Estamos a pagar caro o facto de um dia nos termos oposto à co-incineração, amenina querida do Sr. Pinto de Sousa.
É bem patente o desinvestimento Distrito e os encerramentos cirúrgicos. Desde pequenas unidades de saúde ao encerramento selvagem das urgências no Hospital de Cantanhede ou do Bloco de Partos do Hospital da Figueira da foz que para além de diminuírem a qualidade dos cuidados de saúde em muitos pontos do Distrito causam o caos no hospitais de Coimbra. Falemos também na linha de Comboio que liga a Pampilhosa à Figueira encerrada para remodelações já amais de dois anos e onde nem um estudo ainda foi feito.
Para Coimbra o governo envia poluição e pretendia com o apoio da Câmara (PSD) de Coimbra cortar a Mata do Choupal a meio provavelmente para dar inicio à destruição da mata tão cobiçada pelos especuladores imobiliários.
Lembramos também a atitude hipócrita da Oposição com assento parlamentar no que toca aos particulares que elencamos, se nalguma altura se manifestou foi por puro interesse partidário, por folclore mediático na caça ao voto, uma vez que ainda não agendou discussões ou fez alguma proposta no sentido de inverter alguma destas perniciosas situações.
Os nacionalistas porque fizeram sua a causa do povo vão criar mecanismos no sentido de que alguns destes assuntos pendentes e altamente prejudiciais para o Distrito sejam pelo menos discutidos na AR.
A breve trecho daremos conta da estratégia para relançar a discussão e provavelmente obrigarmos a que algumas medidas sejam tomadas.

quinta-feira, setembro 16, 2010

Duas ministras para aula sobre Serviço Nacional de Saúde



Ana Jorge, ministra da Saúde, é médica pediatra e trabalhou durante anos na área da saúde escolar. Isabel Alçada é professora de Português e História, autora dos famosos livros “Uma aventura”. Ontem, no papel de governantes, deram uma aula na EB 2,3 de Taveiro Coimbra sobre o Serviço Nacional de Saúde (SNS), que completava precisamente 31 anos de existência.
Foram certamente ensinar como se encerram serviços de saúde públicos para que aos amigos dos privados tenham a vida facilitada, como se aumentam taxas moderadoras, listas de espera, mas sobretudo como se pode dar um tacho a alguns boys.

quinta-feira, agosto 26, 2010

Utentes temem “destruição” de Unidade de Tumores Ósseos


Doentes sublinham que a resposta dos HUC é única no país e estão contra a diminuição do número de camas
A administração dos Hospitais da Universidade de Coimbra decidiu, no âmbito da reorganização de espaços em curso, transferir a Unidade de Tumores Ósseos do serviço de Ortopedia dos antigos pavilhões de Celas para o bloco central do hospital. Sabendo do projecto e da diminuição de camas que lhe está associada, os doentes protestaram, lembrando que aquela é a resposta de última linha para doentes oncológicos de todo o país e que as mais de 30 camas que tinha até agora estavam frequentemente lotadas. Na terça-feira, uma doente queixou-se mesmo à Liga Portuguesa Contra o Cancro (LPCC) e fez chegar as suas preocupações aos grupos parlamentares.
«Há pessoas que já estão a ser encaminhadas para unidades distritais, quando a Unidade de Tumores Ósseos dos HUC é que tem os profissionais, o conhecimento e a experiência para os tratar», diz a utente Maria Helena Dias, autora da mensagem de apelo à LPCC. «Assisti à dor de uma mãe que foi avisada que o seu filho possivelmente iria ser reencaminhado para a Guarda, de onde viera», acrescenta.
«Sendo uma referência na comunidade médica é impossível pensar, seja a que título for, num encerramento desta unidade», escreve a doente, a quem foi diagnosticado um tumor ósseo no início de 2008 e que chegou estar a internada mais de 170 dias na unidade dos HUC. Para Maria Helena Dias, esta «não é uma mera transferência, mas a destruição de uma unidade exemplar» do ponto de vista técnico e humano e o prenúncio do «seu encerramento».
De acordo com a utente, pela Unidade de Tumores Ósseos têm passado doentes de todo o país, do norte a sul e das ilhas. No bloco central dos HUC, a unidade manterá a equipa e os recursos – com a vantagem de estar mais perto de outros meios de diagnóstico e terapêutica do hospital – mas terá, como já confirmou o Conselho de Administração, apenas 18 camas.

Preocupações da LPCC
O presidente da Liga Portuguesa Contra o Cancro, Carlos Oliveira, tomou há cerca de três semanas uma posição oficial sobre este assunto. O responsável nacional diz ter enviado um ofício à ministra da Saúde logo após a publicação das primeiras notícias do encerramento da unidade (dia 30 de Julho, no Diário de Coimbra). «Tomei uma posição não como médico oncologista ou ex-funcionário do hospital, mas como presidente da Liga que tem como objectivo pugnar para que os doentes tenham o tratamento correcto desde o diagnóstico à reabilitação», declarou.
No entender do responsável, a preocupação dos doentes é legítima. «É uma unidade única e de grande prestígio, com uma capacidade de internamento reduzida deixará de ser uma referência nacional», refere, explicando que doentes de outras regiões do país poderão deixar de ter ali espaço para serem acolhidos.
Carlos Oliveira refere que esta foi «a primeira unidade a ser criada». «Tem uma equipa multidisciplinar, onde trabalham médicos de diversas áreas, acumulou saber, experiência e prestígio que fazem com que colegas de todo o país enviem para ali os seus doentes».

Tumores raros
Referindo que «existem tumores ósseos primitivos [primitivos porque existem outros cancros com metástases nos ossos] raros, com 100 a 150 casos registados por ano no país», o médico sublinha a importância da concentração de recursos especializados. «A diminuição da capacidade de internamento - importante para doentes que não possam ser tratados em hospital de dia - vai pôr em causa a qualidade do tratamento das pessoas que não possam ser tratadas na Unidade de Tumores Ósseos». Encaminhadas para outros hospitais, «de uma forma geral, não serão tão bem tratados», admite.
Recorde-se que, até ao final de Setembro, a Unidade de Tumores Ósseos deverá estar a funcionar no 9.0 piso do edifício principal dos HUC, ocupando uma ala desocupada pela Ginecologia. Fernando Regateiro sublinha que as instalações físicas não eram as melhores no pavilhão de Celas e lembra que todas as áreas de Ortopedia serão progressivamente transferidas para o bloco central.

“Os doentes que precisem
serão sempre atendidos”
O presidente do Conselho de Administração dos HUC nega que estejam a ser recusados doentes na Unidade de Tumores Ósseos, onde, aliás, tudo está a funcionar como antes. «A mudança de instalações só deve acontecer em meados de Setembro e não vai afectar a capacidade assistencial. A nossa única motivação é a qualidade, com melhores condições hoteleiras para os doentes e com a maior proximidade de meios complementares de diagnóstico e terapêuticas que existem no edifício central», reiterou ontem ao Diário de Coimbra.
O responsável considera que o número de camas previstas, somado à capacidade dos hospitais de dia, será suficiente para responder aos doentes que procuram os HUC para tratar tumores ósseos e que não tenham respostas de qualidade idêntica em hospitais de proximidade. «Todos os doentes que precisem dos HUC serão aqui tratados. Mas quando há benefício para o doente em ser tratado noutro local, mais perto da sua residência, explicamos isso mesmo, seja um caso de tumores ósseos seja de outra patologia qualquer», salvaguarda.
Fernando Regateiro repara que a unidade se tem diferenciado nalguns tipos de tumores, como o osteosarcoma, e adianta que será solicitado à tutela a concentração da resposta nacional nos HUC. «Deviam ser aqui concentrados os casos de osteosarcoma para que todos pudessem beneficiar da nossa experiência e conhecimento», admite. Já noutros tipos de tumores ou em fases menos graves da doença, o atendimento pode ser feito por equipas de outros hospitais. «É uma questão de boas práticas em saúde e de responsabilidade», defende.

Sabendo que quem dirige os HUC, quando foi Director Distrital de Saúde fechou várias unidades ou limitou os seus horários unicamente por razões economicistas não tendo em conta os reais interesses das populações, não nos admira que só para poupar uns cobres e continuar nas boas graças do governo cometa um acto tão lesa saúde. Afinal esta gente para além de ser incapaz é manifestamente capaz de tudo.

FONTE

terça-feira, agosto 24, 2010

Os hipócritas do costume



Andam para ai algumas personalidades ligadas ao PS todas enxofradas com o PSD.
Acusam o líder do PSD de ser um instrumento ao serviço do lóbi dos interesses privados da saúde, uma vez que nas recentes intenções de revisão constitucional» avançadas pelo PSD, se propõe o abandono dos princípios da universalidade e abandono da tendencial gratuitidade do sistema.
O PSD anuncia o fim do SNS que o PS tem vindo a matar aos poucos.
Através da Constituição ou pelo encerramento de unidades de saúde, aumento de taxas e demais atentados ao SNS, PS e PSD servem o lóbi dos interesses privados.
A hipocrisia do sistema vai-se revelando, neste teatrinho bacoco com que vão enganado ou tentando enganar o povo.

terça-feira, agosto 03, 2010

TÁBUA – POPULAÇÃO MANIFESTA-SE CONTRA FECHO NOCTURNO DO SAP


A decisão de proceder ao encerramento do SAP durante a noite em Tábua foi tomada pela Administração Regional de Saúde do Centro (ARSC) na semana passada, no âmbito da reforma dos Cuidados de Saúde Primários. Um desfecho que, se “arrastou” durante os últimos anos, uma vez que o encerramento nocturno foi há muito apontado e entra hoje em vigor.
A população saiu à rua para protestar contra esta decisão economicista. Se é Portugal a saúde esta cada vez mais doente, nalguns pontos do nosso país está em coma.
O Distrito de Coimbra tem sido palco de um constante fecho total ou parcial de serviços da saúde, o que acarreta prejuízos para as populações e transforma num autêntico pandemónio as urgências e serviços que ainda vão estando abertos.
Nos dias de hoje Coimbra é praticamente a única resposta para os casos graves e os menos graves e até uma simples dor de cabeça. As urgências são um caos com longas horas de espera, um autêntico pandemónio a que o sistema chama melhoria na saúde.
A população de tábua merece todo o nosso apoio, pois a saúde é um direito e não um negócio.

quarta-feira, junho 23, 2010

Um Metro chamado desejo


As obras do Metro podem estar em risco. Na semana passada, o secretário de Estado dos Transportes terá pedido ao administrador da sociedade Metro Mondego (MM) que estudasse cenários alternativos ao sistema actual e à calendarização apresentada pelo Governo. Na base de tudo isto estão as negociações que envolvem o Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC).
O pior dos cenários que estará a ser estudado. Prevendo-se mesmo a paragem e suspensão das obras em curso no Ramal da Lousã, o que provocará o atraso de vários anos na reposição do serviço de transporte público/ferroviário no ramal ou “mesmo a sua morte”.
Os governos do Sr. Pinto de Sousa sempre trataram o distrito de Coimbra abaixo de cão.
Começaram por nos impingir o perigo público que é a co-incineração, encerraram estabelecimentos de saúde, provocando o caos nos hospitais de Coimbra e Figueira os únicos que ainda não encerraram, projectaram uma estrada que iria ser o princípio da destruição do Choupal e por fim depois de sucessivos adiamentos da obra do Metro, dão o dito por não dito e aproveitam a onda para quem sabe encerrar o Ramal da Lousã seguindo as pisadas do nefasto encerramento da Ramal, Coimbra, Pampilhosa, Figueira.
Os partidos da oposição muito tenuemente e sobretudo através dos autarcas lá vão protestante, mas tendo sempre o cuidado de aplacar a febre mas não eliminar a doença.
Uma onda de protestos deve sair à rua contra o governo e contra este sistema, que só tem olhos para as obras faraónicas que beneficiam Lisboa e não se preocupa com o interior cada vez mais desertificado, onde não faz nem deixa chegar o progresso.

quarta-feira, maio 26, 2010

A saúde é um direito não é um negócio


O governo prepara-se para dar mais algumas machadadas no já moribundo Serviço Nacional de Saúde.
Por enquanto ainda só vai mandando recados, ora através de Ministra e Secretários de Estado ora recorrendo a alguns boys de má memória.
Com efeito vão-mos falando de custos de falência do sistema, não nos dizem que o maior problema que o SNS enfrenta é a promiscuidade público privado, que determina que profissionais de saúde, trabalhando simultaneamente no público e no privado a fazer o mesmo, concorram entre si, levando à subutilização dos recursos pagos com dinheiros públicos ( são milhares de profissionais de saúde que não cumprem horários, são equipamentos extremamente caros que não utilizados ou que são subutilizados por falta de profissionais qualificados, são profissionais de saúde que encaminham os seus doentes para os seus consultórios ou para as empresas para quem trabalham também, ou então que fazem o inverso encaminhando os seus doentes privados para os hospitais onde também trabalham e passando à frente de todos os que estão inscritos, etc., etc.). Chegou –se ao ponto da própria lei permitir o exercício da clínica privada nos próprios hospitais públicos: efectivamente o artº 32, do Decreto-Lei 73/90 estabelece o seguinte:- “Exercício de actividade privada no hospital….(1) Os chefes de serviço e os directores de departamento e de serviço em regime de dedicação exclusiva poderão ser autorizados a atender doentes privados em instalações do respectivo estabelecimento e fora do horário de serviço; (2) A mesma possibilidade é concedida, independentemente da categoria, a médicos de dedicação exclusiva que integrem centros de responsabilidade”.. É a legalização da promiscuidade que domina actualmente o Serviço Nacional de Saúde e que determina em grande parte a má e deficiente utilização dos seus recursos com consequências extremamente para população, de que são exemplos comprovativos as listas de espera,, as dificuldades em marcar uma consulta, falta de médicos de família, etc..
Para já não falarmos dos aumentos escandalosos atribuídos aos administradores dos 34 hospitais que foram empresarializados, que passaram a ganhar mensalmente “entre 6415 e os 5021 euros (entre 1290 contos e 1042 contos), acrescidos ainda de 30% para despesas de representação, ou seja, ganharão duas ou três vezes o que ganham os actuais gestores públicos.
Concluindo os cortes devem ser efectuados na gestão e nunca recorrendo ao aumento das taxas moderadoras nem ao fecho nefasto de mais unidades de saúde. Com efeito o encerramento indiscriminado de urgências, maternidades e outros serviços, só veio aumentar o número de horas de espera, prejudicou a qualidade do atendimento, aumentou o absentismo no trabalho e fez crescer os gastos com ambulâncias, combustíveis etc.
Estaremos atentos a estas politicas economicistas que parecem encontrar admiradores noutros partidos do sistema e que a breve trecho pretendem privatizar a saúde, isto é fechar hospitais públicos para abrir privados, fechar maternidades para abrir clínicas de aborto, encerrar urgências para comprar mais ambulâncias.

terça-feira, maio 18, 2010

Paralamentar



O novo Hospital Pediátrico de Coimbra ainda não tem data para a inauguração, mas já foi visitado pelos deputados da Comissão Parlamentar de Saúde, que o consideram “demasiadamente grande”.
Para esta gente devidamente dimensionado, só os TGVs os Aeroportos, Os Job,s, as negociatas e as avenças.

domingo, abril 11, 2010

As bandeiras espanholas



Que vergonha a conduta do Governo de José Sócrates!
Encerrou serviços de saúde, maternidades, escolas.
Cavaco Silva ou não tem conhecimento ou então não tem condições para ver a miséria que se vive em Portugal.
Eu acredito que Cavaco Silva está feliz.
Tem razões para isso! Os filhos estão criados. Ele tem as reformas que quer.
Mas e o Povo?
Sim o povo que passa fome, que não tem emprego. O povo que vê encerrar serviços de saúde por razões economicistas e para que se abram serviços privados na zona.
Estou inteiramente solidário com o povo de Valença e com a sua justa luta por uma melhor saúde.
Fosse Valença mais perto e estaria entre os muitos que protestaram a exemplo do que tenho feito em muitos locais próximos da minha área de residência.

No entanto levantar uma bandeira estrangeira no território de um país soberano como o nosso, é coisa demasiado feia e triste, para se utilizar como arma de luta política, por mais correcta que seja a reivindicação dos «protestantes».
Sabemos que a ideia nasceu na cabeça de algum iberista convicto, quem sabe bem pago pela administração espanhola, que já sonha com os lucros de uma eventual utilização dos seus centros de saúde. Lembrem-se que neste particular não vão existir taxas moderadoras.
O patriotismo é todos os dias espezinhado pela camarilha que detêm o poder. Os manuais que servem para educar os nossos filhos arrastam pela lama o conceito de Pátria.
Como tal torna-se fácil transformar um protesto justo numa forma de submissão ao vizinho do lado. Afinal para muito traidor, tudo é valido ou tudo è aproveitável.
O povo de Valença não deve virar-se para Espanha, ávida do lucro que a utilização do Tuy pode trazer. A luta deve ser contra o sistema, que não pensa na saúde do povo, que não hesita a coloca-lo nos braços dos espanhóis com já fez no caso da maternidade de Elvas.
Fecham-se serviços de saúde públicos para abrir privados ou para encher os cofres de um outro país. O grande capital não tem Pátria e o sistema é seu lacaio.
Guardem as bandeira espanholas quiçá compradas nalguma loja chinesa e continuem os protestos de rua. Expulsem da liderança os miguèis de Vasconcelos, porque Portugal é dos portugueses e mais nada.
Que a imagem daqueles portugueses que deram a vida para que Portugal fosse um país soberano, guie a luta do povo de Valença e de todos nós.

quinta-feira, abril 08, 2010

Porreiro pá!


Os dois profissionais da extensão de saúde de Maiorca estão de baixa e não se sabe quando poderão regressar ao trabalho.

Quem necessita de cuidados de saúde tem recorrer aos serviços vizinhos.
É esta a qualidade na saúde que os xuxialistas prometeram.
Falta de médicos, falta de enfermeiros, falta de urgências e muita lista de espera.

sexta-feira, abril 02, 2010

Saúde abrilina



O sistema está mesmo apostado em destruir o serviço nacional de saúde. Esperávamos que ele fosse melhorado para bem de todos nós, mas a constante aposta ou a submissão aos privados, vai destruindo o já débil “edifício” do SNS.
Já não bastava o fecho de urgências
Ao extenso rol de faltas vieram agora juntar-se as macas. Faltam macas, faltam médicos, faltam enfermeiros, faltam unidades de saúde, faltam urgências, FALTA MANDAR TODA ESTA GENTE DAR UM VOLTA A BEM DA NOSSA SAÚDE.

quarta-feira, março 31, 2010

Mais benefícios da saúde à moda do sistema



Já não bastavam as horas intermináveis de espera nas urgências, os bebés a nascerem na estrada, os transtornos por não ter assistência perto de casa, junta-se agora ao rol os desastres com ambulâncias.
O encerramento de unidades de saúde, tão contestado pelas populações, só pode dar mais do mesmo.
Só PS e PSD não são capazes de ver, porque estão apostados em fechar serviços públicos para os amigos poderem abrir unidades de saúde privadas.

quarta-feira, março 17, 2010

MONTEMOR - Manhã de reclamações no Centro de Saúde


O sistema de saúde que o sistema nos vai impingindo, falha constantemente, valendo aos utententes os hospitais centrais, mas sempre com longas horas de espera nas urgencias.
O Centro de Saude de Montemor não foge à regra, atarsos nas consultas, longas filas de espera e consultas abertas sem médico.
Revoltados vários utentes apresentaram reclamações no Centro e tieram que riumar a Coimbra para serem finalmente vistos por um médico.
Os politicos do sistema e os que os apoiam financeira e politicamente usam as clinicas de luxo à custa de subsisdios e planos de saúde pagos por todos nós, o povo é tratado tarde e a más horas e cada ez mais desumanamente.
A saúde em Portugal está muito pouco saudável. Um sistema nacional de Saúde caótico, o pesadelo das listas de espera, a falta de médicos, entre tantos outros, são problemas que prejudicam gravemente os portugueses. No nosso país prefere-se remediar a prevenir, com os custos incomportáveis que essa política acarreta para as finanças públicas.
È urgente definir uma estratégia de longo prazo para o sector da saúde. O país não pode viver ao sabor de querelas partidárias e de políticas de curto prazo que um partido implementa numa legislatura, para depois serem alteradas na legislatura seguinte por outro partido que chegou ao poder.
Estas políticas de «dente de serra» têm custado muito caro ao país, constituindo um desperdício de recursos inaceitável.
Por outro lado é preciso comparar a procura de serviços de saúde pelos cidadãos com a capacidade instalada (Infra-estruturas hospitalares e força de recursos humanos).
O Partido Nacional Renovador está convicto de que a existência crónica de listas de espera, que é absolutamente reprovável e inaceitável, em qualquer país civilizado, resulta do desequilíbrio entre a procura e a oferta destes serviços por parte do Estado e da falta de eficiência e de eficácia destes serviços públicos.
Também muito importante a aposta numa cultura de prevenção das doenças, através de campanhas de sensibilização adequadas, generalizadas a todos os cidadãos.

terça-feira, março 02, 2010

Saúde de sucata


O Centro de Saúde de Miranda do Corvo tem estado na ordem do dia das preocupações do povo de Miranda do Corvo. É que desde a reorganização do sistema de saúde a nível nacional, que levou ao fecho de algumas urgências e outras valências, os mirandenses viram-se privados das urgências permanentes no Centro de Saúde no município e esperam até agora que lhes sejam “dadas” as especialidades prometidas há cerca de dois anos e que ainda não foram implementadas.
Na altura de encerramento das urgências prometeram [o Governo] que criariam consultas especializadas. Seria uma forma de compensarem um pouco o encerramento das urgências e prometeram que iam criar essas consultas, começando imediatamente pela oftalmologia.
O fecho das urgências permanentes do Centro de Saúde de Miranda, somado à falta de médicos na extensão de saúde de Semide tem obrigado a que os mesmos profissionais que assistem os utentes do centro de saúde tenham de desdobrar horários para poderem atender os de Semide.
«O Centro de Saúde de Semide neste momento está sem médicos. São os médicos de Miranda que, para além de resolverem a situação de Miranda, vão, com algum destacamento, a Semide.
Mais promessas xuxialistas que ficaram por cumprir, mais saúde de sucata, produto de um governo de sucata inserido num sistema de sucata.

quarta-feira, fevereiro 17, 2010

TÁBUA - Utentes vão fazer vigília contra fecho das urgências


Movimento de Utentes do Centro de Saúde de Tábua promove sexta-feira, às 18h00, uma vigília em frente a estes serviços contra o encerramento das urgências durante o período nocturno.
O Movimento de Utentes do Centro de Saúde de Tábua considera que se «acumulam sinais de que o Governo se prepara para fazer uma nova tentativa para encerrar as urgências durante a noite» naquele Centro de Saúde e recorda que em concelhos vizinhos, como é o caso de Santa Comba Dão, isso já aconteceu.
Aquele Movimento de Utentes entende que é «inaceitável que todos os doentes urgentes se tenham de deslocar até Arganil, com risco de após esta deslocação terem, por sua vez, de se dirigirem a Coimbra». «O encerramento das urgências durante a noite afectará toda a população, particularmente os mais idosos e desfavorecidos com dificuldades de deslocação», alerta.
O Movimento de Utentes do Centro de Saúde de Tábua elucida que vão «todos ter de pagar 8,40 euros se nos dirigirmos à urgência básica de Arganil, onde não existem serviços de especialidade, nem lugares para estacionar, nem acessos em condições».
Recorda também que em 2006 a «luta da população de Tábua conseguiu travar o encerramento» das urgências.
Mais uma vez a visão economicista da saúde se faz sentir. Este governo não aprende. Os hospitais centrais estão a abarrotar, as urgências são um caos, mas insistem na mesma tecla.
A saúde é um direito e não um negócio, pelo que apoiamos a justa luta do povo de Tábua

domingo, janeiro 17, 2010

A saúde não é um negócio


Enquanto o Centro de Saúde de Oliveira do Hospital vai contar com um reforço de dois dos novos médicos oriundos de Cuba. A Ordem dos Médicos e a ANEM argumentam que não faltam médicos e sim organização.
No meio disto tudo sentimos que nos faltam médicos que nos faltam unidades de saúde e que falta muita organização e que governo, sistema e muitos lobbys organizados pretendem manter a actual estado da saúde em Portugal, por interesses corporativos e economicistas.
As listas de espera intermináveis, as longas horas passadas nas urgências, as dias sem fim á espera de uma consulta, os quilómetros percorridos para ir a um hospital, mostram que a saúde em Portugal está doente.
È urgente definir uma estratégia de longo prazo para o sector da saúde. O país não pode viver ao sabor de querelas partidárias e de políticas de curto prazo que um partido implementa numa legislatura, para depois serem alteradas na legislatura seguinte por outro partido que chegou ao poder.
Estas políticas de «dente de serra» têm custado muito caro ao país, constituindo um desperdício de recursos inaceitável.
È preciso decidir, definitivamente, que modelo se Sistema Nacional de Saúde pretendemos para Portugal.
O PNR entende que o modelo escolhido deve ser o que apresentar melhor rentabilidade, maior eficácia e maior economia de recursos para o Estado. Isto passa por um estudo comparativo exaustivo dos três modelos tendo em conta a experiência já testada dos modelos público e dos Hospitais SA, que o último Governo implementou.
Por outro lado é preciso comparar a procura de serviços de saúde pelos cidadãos com a capacidade instalada (Infra-estruturas hospitalares e força de recursos humanos).
O Partido Nacional Renovador está convicto de que a existência crónica de listas de espera, que é absolutamente reprovável e inaceitável, em qualquer país civilizado, resulta do desequilíbrio entre a procura e a oferta destes serviços por parte do Estado e da falta de eficiência e de eficácia destes serviços públicos.
Também muito importante a aposta numa cultura de prevenção das doenças, através de campanhas de sensibilização adequadas, generalizadas a todos os cidadãos, para além do aumento da oferta de médicos portugueses, com a criação de mais duas faculdades de medicina.
O PNR propõe-se:
• Implementar uma cultura de prevenção das doenças
• Decidir, em definitivo, sobre o modelo de Serviço Nacional de Saúde, mais adequado para o país.
• Aumentar a capacidade de oferta de serviços de saúde, formando mais médicos e aumentando a rede hospitalar.
• Ajustar a procura à oferta deste tipo de serviços e desta forma acabar com as listas de espera
• Rentabilizar os serviços de saúde
• Fomentar a utilização de medicamentos genéricos
• Manter uma taxa moderadora igual para todos os cidadãos, na utilização do serviço público.