Mostrar mensagens com a etiqueta Timor. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Timor. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, julho 08, 2008

Ai Timor


Xanana Gusmão, segundo documentos do Ministério das Finanças obtidos pela Agência Lusa, assinou uma concessão da importação de 16 mil toneladas de arroz para 2008, no valor de 14,4 milhões de dólares (9,2 milhões de euros), à companhia Três Amigos, de Germano da Silva, vice-presidente do CNRT em regime de exclusividade e à margem de concurso público.
Se juntarmos a este facto a compra de viaturas para membros do parlamento, compreendemos a manifestação estudantil reprimida à boa maneira indonésia.
A muitos Quilómetros de distância e com as notícias distorcidas pelos média, dificilmente compreendemos o que se passa em Timor.
Na certeza porém quem governa é o imperialismo australiano, quem manobra nos bastidores são os seus serviços secretos e como em todas as neocolonias já se encarregaram de por no poder um tiranete, que foi mais uma vez apanhado nas malhas da corrupção. Nesta colónia australiana, como em muitas outras a corrupção e as grandes diferenças sociais são a base de sustentação do sistema.

quarta-feira, fevereiro 13, 2008

Ai TIMOR


A paz parece tardar em poisar na antiga colónia portuguesa. O ouro negro e pelo ouro negro muitas jogadas de bastidores se deram em Timor.
A mãozinha sinistra do imperialismo Australiano, trabalha na sombra para dominar de vez o pequeno mas apetecível território.
Neste ultimo golpe ou golpada muita coisa esta mal contada.
A análise dos factos e da cronologia dos ataques de ontem de manhã, em Díli, revela um dado implacável e perturbante: José Ramos-Horta e Xanana Gusmão estão vivos e Alfredo Reinado está morto porque quase nenhum dos envolvidos actuou dentro do que seria lógico.
O papel principal foi desempenhado por uma sombria figura, o Major Alfredo Reinado, ex-exilado na Austrália e recruta da academia de defesa nacional, que emergiu como o “líder rebelde”.
Portugal cala e consente, chora o sucedido mas não tem força, não encontra força, ou não quer encontrar força para fazer o que seria natural e desejado pela esmagadora maioria dos Timorenses, tomar na suas mãos todo o processo de Timor e correr de vez com os abutres australianos que não olham a meios para sugar o petróleo existente no país.
Governos australianos consecutivos, de coligações partidárias e trabalhistas, apoiaram a tomada do poder por Suharto em 1975 e 1978 em troca do controle sobre o gás e o petróleo do Mar do Timor. A Austrália tornou-se o primeiro país no mundo a reconhecer oficialmente a anexação do Timor Leste pela Indonésia, mesmo depois da queda de Suharto em 1998, o governo de Howard continuou a apoiar as tentativas de Jacarta em resistir às exigências da realização de um referendo no Timor Leste
Camberra só mudou de direcção quando se tornou evidente que Portugal, com o apoio da União Europeia, assegurou o apoio da ONU ao referendo. Isso abriu a real possibilidade de um Timor-leste “independente” que, sob a tutela portuguesa, não reconheceria os direitos australianos sobre o petróleo e o gás sob seu Tratado da Região do Timor com Jacarta. Com a assistência da administração de Clinton em Washington, o governo Howard embarcou em sua maior mobilização militar marítima desde a Guerra do Vietname.
Quando ainda recentemente os soldados australianos ajudam os manifestantes anti Governo a escrever, em inglês, nos pequenos cartazes que ostentam, frases a pedir a demissão do Primeiro-ministro, toda a encenação fica clara.
A verdade e a mentira convivem juntas no país, o casamento é abençoado por Camberra.
Os dias sombrios da ocupação Indonésia voltaram, mas agora o actor principal é outro, disfarçado nessa sinistra figura da ajuda internacional o neocolonialismo suja de sangue os campos de Timor