sexta-feira, agosto 11, 2006

BIG BROTHER?


PJ adquire equipamento para «escutar» conversas na Net.
Sabendo todos nós, as dificuldades financeiras porque esta força policial está a passar, não podemos deixar de questionar a compra, uma vez que sabemos bem, qual vai ser o destino de grande parte das escutas.

Co-incineração


A exemplo do que tinha já acontecido no Outão, o Ministro do Ambiente vai dispensar o Estudo de Impacte Ambiental para a co-incineração na Cimpor, às portas de Coimbra. Porque, invoca o Ministério, já foi efectuado em 1998.
Tal argumentação foi de imediato criticada pela Quercus, que acusou o ministro de estar mal informado do ponto de vista técnico e legal. E, recordou a associação ambientalista, «há vários meses» que o Ministério do Ambiente tem conhecimento do interesse de duas empresas, uma alemã e outra brasileira, em comprar os óleos portugueses para os regenerar.
Esta decisão governamental é errada e precipitada, para além de constituir uma ilegalidade, é um erro político criminoso.
A população de Souselas ajudada pelo resto do Distrito saberá dar a devida resposta ao governo xuxialista.

quinta-feira, agosto 10, 2006

O idiota da semana



Presidente Bush garante que os EUA estão «em guerra com os fascistas islâmicos»

Criminalidade violenta

Criminalidade violenta aumentou 10,5% no primeiro semestre de 2006.
A maquina de propaganda xuxialista, bem tenta fazer-nos crer, que o país esta a mudar para melhor. Mas contra factos não há argumentos.
Mais fogos, mais criminalidade mais miséria, mais insegurança, mais droga, menos cultura e educação, menos “saúde”.

Ajudar o povo do Líbano

Os apelos de:
Sociedade de São Vicente de Paulo
Caritas
Catholic Relief Services

Pilhado no Sexo dos Anjos

Polícia Judiciária investiga Escola Vasco da Gama



Policia Judiciaria investiga empresário e ex-deputado do PS.
Mas se eu quisesse ser mauzinho e seguir o exemplo dos jornalistas do sistema o titulo seria.
“ Partido Socialista investigado pela Policia Judiciária”

Consulado em Londres: Trabalhadores iniciam greve

Os trabalhadores do Consulado de Portugal em Londres iniciam hoje uma greve sem duração definida devido a alegadas «irregularidades com ordenados, IRS e segurança social».
A falta de descontos para a segurança social e para o IRS por parte da entidade patronal (Estado português) e a inexistência de recibos de ordenado são algumas das queixas dos trabalhadores contratados a termo certo.
O exemplo deve vir de cima. Este governo, este sistema não são exemplos para ninguém.

quarta-feira, agosto 09, 2006

Incêndios provocados pela «indústria do fogo»

Para que «não se reduza o número de meios de combate», diz responsável florestal galego.
Atenção responsáveis florestais portugueses, não façam afirmações deste género, correm o risco de serem reformados compulsivamente.

Avião cargueiro israelita fez escala na base das Lajes


O governo português tem sido pressionado por vários sectores da opinião pública, para se pronunciar sobre o conflito entre israelitas e libaneses.
Eu sempre suspeitei que o executivo xuxixalista estaria do lado que o imperialismo americano pretendesse e ordenasse.
As dúvidas estão desfeitas, uma vez que bastou o governo terrorista israelita pedir e logo obedientemente, foi autorizada a utilização da base das Lajes por um avião com material bélico “não ofensivo”.
Recomendo ao Sr. Ministro dos Negócios Estrangeiros, que solicite ao governo israelita o obséquio de pintar nas munições a seguinte frase “ de Portugal com amor” de preferência em rosa choque pois é certamente a cor preferida, do desgoverno.
Esta decisão não merece certamente a aprovação do povo português e coloca o Sr. Sócrates e companhia na lista dos que tem as mãos sujas de sangue.

Incêndios

Para não fugir à regra o flagelo dos incêndios não para de aumentar.
Apesar das promessas deste governo (mais uma) nada mudou em relação ao ano passado. As críticas já se fazem ouvir, sendo o executivo xuxialista acusado de descurar as missões de vigilância no combate aos fogos florestais, ao ter reduzido as missões de patrulhamento do Exército, ao contrário do que aconteceu no ano passado. Houve também críticas à descoordenação florestal por falta de um “comando político único”, disperso pelos ministérios do Ambiente e da Agricultura, assim como à falta de uma política de prevenção para a floresta.
Nesta série macabra parece que não passamos do mesmo episódio, mudando apenas os actores.

terça-feira, agosto 08, 2006

segunda-feira, agosto 07, 2006

Fundão:Semana Cultural das Terras do Xisto começou


Artesãos e espectáculos juntos.

Tabaco impede trabalho



A Comissão Europeia (CE) considerou ontem que uma empresa que se recuse a contratar uma pessoa unicamente por ser fumadora não está a violar a legislação europeia contra a discriminação no trabalho.
Os reis da “tolerância” das politicas “anti descriminação” estão sempre a dar uma no cravo e outra na ferradura, se estivessem com os pés quietos nada disto acontecia.

Hiroshima







Hiroshima lembrou ontem o 61º aniversário do bombardeio da cidade por uma bomba atómica,
Na cerimónia foram acrescentados 5.350 novos nomes ao número de vítimas da bomba atómica. A explosão da bomba de urânio lançada pelos Estados Unidos sobre Hiroshima causou a morte de 140.000 pessoas no momento da explosão e nos meses seguintes.
Não podemos deixar esquecer esta data, uma vez que a “besta” que lançou a bomba, quer hoje ser o polícia do mundo.

O GRANDE CAPITAL NÃO TEM PÁTRIA

Em entrevista à SIC Notícias, o empresário madeirense Joe Berardo disse que vai continuar a reforçar a sua posição accionista na Portugal Telecom (PT).
Sobre a eventual criação de um núcleo nacional de bloqueio à OPA, Joe Berardo referiu, contudo, que «o dinheiro já não tem pátria».
O capitalismo investe no estrangeiro com o único fim de pagar salários inferiores. É nesse aspecto que o capitalismo de puro proveito é frequentemente incívico e antinacional.
Estas práticas são contrárias aos interesses nacionais, por um lado, e permitem a chantagem em relação à mão-de-obra assalariada, por outro.
Os próprios interesses financeiros exercem simultaneamente a chantagem e a corrupção em relação aos governos europeus, sob a ameaça de lock-out ou de «transferências de indústria».
Os grandes «trusts» mundiais deverão ser combatidos por duas razões peremptórias: a primeira, pela prática que consiste em expatriar indústrias de interesse estratégico; a segunda, pelo processo de comprimir os salários argumentando que, eles são mais baixos nos países subdesenvolvidos, travando assim toda a expansão social.
O salário deve ser subtraído ao comércio de mão-de-obra. Devemos , pois, lutar, contra a comercialização do trabalho e retirá-lo das mãos da especulação.
Só assim os salários poderão encontrar um valor humano, independente da especulação e da chantagem.

Concentração "Paz no Líbano" dia 16 de Agosto


Deu hoje entrada no Governo Civil de Lisboa um requerimento destinado a anunciar uma concentração pela paz no Líbano às 18.30 do dia 16 de Agosto, junto à Embaixada de Israel, na rua António Enes.
Este conflito já provocou mais de 800 mortos e quase um milhão de desalojados. Todos aqueles que se sentirem solidários com o povo Libanês são bem vindos.

Incêndios: Sábado bateu recorde de fogos


“Homem prevenido vale por dois.”
Não parece ser este o lema do sistema, que gasta rios de dinheiro no combate aos incêndios, e deixa que uma das nossas riquezas desapareça a pouco e pouco.

sábado, agosto 05, 2006

GÓIS – Encontro de concertinas na Serra da Mata

Dezenas de tocadores de concertina juntam-se hoje em Cadafaz numa grande festa à qual se juntam a guitarra e o harmónio.

WHAT REALLY HAPPENED

Os dois soldados israelitas foram capturados no Líbano.

Cemitério da Varziela assaltado e vandalizado

Vivemos numa sociedade onde os valores estão a desaparecer.
A educação deficiente, os meios de comunicação, o exemplo das chefias, vão deitando por terra a identidade nacional, o respeito, o culto dos valores.
Por outro lado o sistema em que vivemos cria um sentimento de impunidade, que facilita a escalada da criminalidade.
É da mesma espécie humana que saem os delinquentes ou os heróis. Meio, circunstâncias, fazem com que tal jovem milite num movimento revolucionário ou seja um vadio.
Entre o gosto do sacrifício e a cobardia vemos duas vias que partem do mesmo cruzamento. O homem contém em si as melhores virtudes e os mais baixos instintos. A arte de dirigir condiz em favorecer umas e conter outras.
A maior parte dos homens não tem um comportamento pessoal, mas uma atitude estereotipada. «Vícios» e «virtudes» são, nas massas, valores gregários. Importa, pois, que o escol dirigente apresente valores positivos. Esse é o segredo das sociedades sólidas.
As melhores instituições legais, as estruturas de um Estado, nada podem se não forem apoiadas, reforçadas pela existência de uma moral, de um estilo de vida, de uma disciplina de sociedade. A abundância de leis, na partidocracia decadente, demonstra que só a coerção consegue manter esse edifício podre.
Nunca se poderá concluir definitivamente a propósito do homem, pelo optimismo ou pelo pessimismo. Mas é possível influenciar a sua conduta quer pela moral do comportamento quer por leis restritivas, correctivas ou repressivas. Nenhum caso é desesperado e em menos de uma geração é possível transformar os nossos jovens associais em cidadãos activos e os progressistas cansados em combatentes.
O homem deve ser controlado nomeadamente através de regras morais. Exemplos vivos de virtude e de carácter devem ser-lhe propostos. Não podemos ser rigorosos para a juventude por ela ser cobarde, se a sociedade derivada da partidocracia lhe dá o exemplo da inércia, da facilidade, das reivindicações e da irresponsabilidade.
Os chefes revolucionários deverão, pois — desde o início — apresentar um estilo de vida novo, de um comportamento inteiramente diferente do dos fantoches que manipulam os nossos regimes decadentes.

Fonte

sexta-feira, agosto 04, 2006

Co-incineração: Governo dispensa Outão de estudo ambiental

Enquanto mais de metade dos portugueses está de férias o Ministro do Ambiente num golpe palaciano a que este governo já nos habituou, resolveu dispensar a cimenteira do Outão, do estudo de impacto ambiental, faltando a uma promessa do executivo e contrariando a lei.
Vivemos hoje num estado autoritário, direi mesmo policial, onde o poder legisla a seu belo prazer, beneficiando sempre o grande capital em prejuízo do povo.
Este governo sustentado pela publicidade, está a levar-nos para o abismo.
Uma nova religião foi criada o xuxialismo, celebrada no altar das inutilidades, não pode ser contestada, e é fundamentalista.
Fonte

Autarca rejeita cemitério nuclear


De Espanha nem bons ventos nem …

quinta-feira, agosto 03, 2006

25 de Abril Sempre

Pilhado ao camisa negra, um texto do saudoso Manuel Maria Múrias, que fala sobre presos políticos.
O texto prima pela “actualidade”, uma vez que estando a censura à muito instituída, fruto do casamento perfeito entre o grande capital proprietário dos órgãos de informação e os jornalistas de esquerda que neles trabalham e como o afastamento por motivos políticos à muito usual no nosso país, perdeu agora completamente a vergonha, com o saneamento dos dois dirigentes sindicais da policia, não tarda (ou já começou) voltamos aos presos políticos, “estalinamente” disfarçados da capa de criminosos de delito comum.

Já não sei quem foi que disse:
- Quando ouço gritar: — Viva a Liberdade — volto-me logo a contar os presos...
Em Portugal, nestes últimos vinte meses tem sido rigorosamente assim: — temos passado a vida a contar os prisioneiros, por entre o estrondear dos vivas à liberdade...
No dia 26 de Abril de 1974, para reacender a luz da liberdade e da democracia escurecida pela longa noite do fascismo saíram da cadeia 150 pessoas — e entraram 2.000. Seis meses tornados, no 28 de Setembro, para assegurar melhor a liberdade e a democracia prenderam-se mais duas ou três centenas. Por volta do 11 de Março, o glorioso M.F.A., sempre no saudável intento de defender a liberdade e a democracia endemicamente periclitantes encarcerou outras tantas centenas de homens, até aí libérrimos. Um semestre passado, no 25 de Novembro, de novo para garantir a liberdade e a democracia agredidas violentamente pelas quadrilhas contra-revolucionárias, democraticidas e liberticidas que, até aí, as tinham defendido, detiveram-se cuidadosamente novos rores de gente. Fundadora das grandes penitenciárias e dos campos de concentração (os primeiros instituiram-nos os ingleses na guerra dos boers) a democracia clássica alimenta e vivifica com carinhos extremos uma já velha tradição carcereira...
Em Portugal, por junto e contado, o horroroso fascismo, em quase meio século de existência, nunca foi tão longe. O Marquês de Pombal revelou-se-nos muito mais modesto; miguelistas e liberais, em relação aos nossos dias, portaram-se com parcimónia; os velhos republicanos românticos, embora democratíssimos, não se podem comparar. A história de Portugal não regista em tempo algum tão grande fervor prisional; batemos agora todos os nossos antigos níveis de repressão policial. Nunca fomos tão livres — com tantos presos. O Pina Manique ao pé do ex-general Otelo é um anjinho com asas de tarlatana; o Teles Jordão ao lado do comandente Xavier é um néné de nanar.
Eu dormia a bom levar quando, pelas 5,30 horas da manhã de 28 de Setembro de 1974, os intelectuais do COPCON me foram buscar a minha casa em S. João do Estoril. Naquela triste e leda madrugada, empunhando uma lindíssimo mandado de captura e as respectivas espingardas-metralhadoras, um grupinho de militares comboiado pelo polícia de giro, fez-me levantar da cama e, de sopetão, meteu-me num carro paisano e conduziu-me para o então RAL 1. Os meus captores simpaticíssimos (um deles está agora em Custóias...) anunciaram a minha estarrecida mulher que a operação da qual participavam se desenvolvia à escala nacional e que naquela noite, por todo o país, iriam malhar com os ossos na cadeia muitos bispos e padres, muitos militares e civis, suspeitos, como eu, de pertencerem a uma associação de malfeitores.
Metido no carro particular, sabendo que vários civis (militantes do P.C. mascarados de militares) tinham andado pelas redondezas a prender presumíveis adversários políticos, passou-me pela cabeça que me iam dar um tiro. Rezei o Acto de Contrição, e aconcheguei-me tranquilo a passar o terço pelos dedos. O automóvel seguiu Marginal fora, caminho de Lisboa; foi várias vezes interceptado por eficientes barreirinhas populares e rapidamente chegou a Sacavém. O dia despontava divertidíssimo. No ex-RAL 1 enfiaram-me numa enfermaria superlotada; antes, porém, alguém bem avisado foi dizendo, ao meu passar, de forma acintosamente audível, que eu era para limpar... Percebi na altura que não morreria nem de medo — nem de parto. O limpador em potência (soube-o depois pelas fotos dos jornais) era o Major eleito Diniz de Almeida...
Do RAL 1, onde permaneci umas horas a dormitar, embalaram-me numa ramona para o Reduto Norte do Forte de Caxias onde, logo no átrio, fui soezmente insultado por um anãozinho disfarçado de oficial de marinha. Durante sete longos meses habitei a prisão sinistra. Pelo 11 de Março, para acomodar novos hóspedes, passaram-me para Peniche, a ver o mar. De Peniche, após poucas semanas enlouquecedoras, devolveram-me a Caxias, para um isolamento terapêutico. De Caxias, para atender à explosão demográfica da população prisional portuguesa, pespegaram comigo na Penitenciária onde vegetei porcamente de 25 de Maio a 3 de Dezembro de 1975. Neste dia, passado ao foro civil pelo qual ansiava, fui ouvido na Polícia Judiciária por um juiz formalíssimo, legalíssimo e educadíssimo e posto em liberdade pelas onze e meia da noite. Tinham passado 14 meses e cinco dias. Louvado seja Deus!
Enquanto estive preso perdi (concerteza por descuido meu...) amigos de trinta anos; achei muitos outros das melhores pessoas possíveis a encontrar: — pides, legionários, comunistas, marxistas-leninistas, socialistas, anarquistas, luaristas, monárquicos, republicanos, pobretanas, oficiais do exército e da armada — criminosos de delito comum. Diverti-me e sofri horrores. Joguei desabaladamente o bridge — a vingança dos estúpidos. Aprendi a cozinhar. Fui interrogado cerca de dez vezes. Deram-me encontrões. Apontaram-me pistolas. Uns garotelhos quaisquer ameaçaram-me com horrendas sevícias. Ri-me por dentro e por fora com tudo o que se passava: — se a liberdade e a democracia eram aquilo, eram exactamente o que eu imaginara em muitos anos de compassada meditação política.
Admirei gulosamente durante meses alguns raros espécimes de antropóides. Vi morrer homens por incúria, indiferença e covardia. Observei como pouco a pouco uma pessoa se degrada psiquicamente até parecer um bicho. Eu próprio, a certa altura, possesso de neurose prisional, me rebolei pelo chão a gritar enraivecido, tomado de desespero. Tive inefáveis momentos de paz e tranquilidade. Em escuras noites de insónia e terror, voltei-me todo para mim e encontrei-me com Deus, vislumbrando ao longe reservas imensas de Fé, Esperança e Caridade.
Fiz greves de fome. Encarei a morte nos olhos espavoridos de quem me julgou a morrer. Amei apaixonadamente a vida, a minha mulher e os meus filhos. Li pachorrentamente Marcel Proust, inconmensurável teia de intrigas, merdices e gulodices que a pederastia institucionalizada consagrou universalmente. Readmirei Proudhon, Bakunine, Kropotkine e Max Stirner. Respassei o olho por cima de Marx. Chorei impotente a destruição da Pátria. Desprezei. Revoltei-me. Envergonhei-me desta minha biológica condição de português rectangularizado. Em pesadelos torvos o cortejo dos mortos deixados assassinar em África e na Oceânia, angolanos e moçambicanos, presos comigo pelo único crime de quererem ser portugueses. Orgulhei-me deles. Os meus carcereiros deram-me tempo para reformular com pausa muitas ideias políticas.
Não perdi um dia. Mais — ganhei todos os que vivi. Não me acho derrotado: — vou continuar.
***
Diz-se para aí que só a verdade é revolucionária. A frase é bonita. Se não for só uma blague dos políticos, sempre me atreverei a dizê-la. Já agora estou velho para começar a mentir; suficientemente jovem ainda, porém, para distinguir uma revolução duma substituição — e dizê-lo.
No pensamento político português pouco especulado e comentado, a primeira missão do poder é fazer justiça. E fazer justiça é, no melhor pensamento político português, defender o fraco do forte, distribuir equitativamente a riqueza, recriando-a e aumentando-a, garantir as liberdades, não abusar do poder, nem da autoridade, julgar insensatamente. De Garcia de Resende ao Padre António Vieira, passando por João de Barros e por Bernardes, a teoria do poder político em Portugal resume-se em fazer justiça. Daí que se não possa fazer política — sem fazer justiça. O que se passa neste momento em Portugal, nesse transcendente plano, deve ser considerado como uma infâmia que nos emporcalha a todos, portugueses, livres e presos.
Não quero falar, por agora, dos perseguidos, dos exilados, dos desalojados, dos espoliados, dos desempregados, dos arruinados — de tantos milhões de portugueses que o deixaram de ser por simples decisão do poder político. Não. Quero limitar-me aos presos, aos meus camaradas de tantos meses, vítimas inocentes do ódio demo-comunista que nos sufoca ainda. Quero referir-me só a esses porque talvez sofrendo menos que a maioria acompanhei doloridamente o seu espantoso calvário. Não queria esquecer nenhum: — tenho-os todos na alma. Homens de quase oitenta anos com a genica e a coragem de jovenzitos de vinte; sempre impecáveis, sempre sorridentes, com a dignidade de quem não deve nem teme. Rapazelhos de dezasseis e dezassete anos a comportarem-se com a maturidade e a força de quem já sofreu muito. Lembro-os a todos: — milhares de lições de coragem.
Às vezes, durante este longo ano, esparramado no meu catre de Caxias ou na minha cela da Penitenciária entretido a contar percevejos (tive a subida honra de oferecer um ao Vice-Presidente da Cruz Vermelha Internacional que, amavelmente, me visitou pour rien...) — a minha situação parecia-me completamente irreal. Ainda estou para saber porque fui preso — e naqueles momentos, embora a curiosidade me não matasse, o sentir-me personagem de Kafka dava-me um certo gozo intelectual. Depois, mirando os meus companheiros (um pide, um arquitecto, um lubrificador de ascensores, um contínuo, um electricista, um tenente-coronel, dois estudantes, um banheiro, tantas e tantas centenas...) sentia agudamente o que sofriam. E revoltava-me. E perguntava. Como é possível?
Como é possível estarmos nós aqui — e o país a ruir lá fora? Como é possível, estando eu preso aqui com mais duas mil pessoas — haver um Ministro da Justiça com o desplante de declarar que, em Portugal, não há presos políticos? Como é possível?
***
Nos primeiros tempos do meu sequestro estive cuidadosamente separado dos pides. Depois, à medida que se reenchiam as prisões com novas vítimas de novas inventonas, foram-me ajuntando com os antigos funcionários da D.G.S. Em Caxias, em Peniche e na Penitenciária (eu fiz o tour quase completo das prisões portuguesas) convivi com a maioria — desde o director-geral até aos agentes de 3.ª, com poucos meses de fileiras e muitos meses de prisão. E convivi com os chamados informadores, colaboradores e com os utilizadores — milhares de homens.
Durante a longa noite dava-me pouco com o pessoal da António Maria Cardoso. Não calhava: conhecia dois ou três (dos quais aliás era e sou amigo) e não conhecia mais ninguém. Portuguezinho valente de certa telha anarquista — nunca fui grande apreciador de polícias; foram necessários catorze meses de prisão para valorizar no meu espírito a vantagem de haver profissionais do desgostoso ofício: — o contacto quase diário com os meus carcereiros e inquiridores, os mais reles amadores do género, licenciados em Direito com banca em Lisboa, uns sádicos, outros estúpidos, quase todos analfabetos, levaram-me às saudades de quantos cívicos fardados ou à paisana, públicos e secretos, povoam, para vergonha nossa, este mundo de Cristo. Quando, trocado por um recibo à porta da Penitenciária, me vi entregue nas mãos de um agente da Judiciária, — quase pulei de contente: caíra nas mãos da estrita lei na pessoa daquele senhor bem educado, vestido de cinzento, exactamente igual aos pides, que, por mais de um ano, tinham sido os meus companheiros de angústia, admiráveis de coragem, bom senso e determinação, antigos soldados d`África, a maior parte deles, camaradas de armas dos próprios carcereiros.
Embora seja amigo de muitos dos pides presos, se alguns cometeram crimes — não posso, porque não devo, ser solidário com eles. Exijo, todavia, o conhecimento provado das suas ilicitudes. Até lá, como todo os portugueses de boa fé, reservo-me o direito, não só de continuar a considerá-los como gente honrada, mas a duvidar também das acusações que lhes são imputadas. Sei o que aconteceu comigo: estive catorze meses sequestrado sem culpa formada. Os pides e os outros (informadores, colaboradores, e utilizadores) que se mantêm nessa absurda e vergonhosa situação vão ser julgados à luz duma lei celerada — só por serem pides, o que é, juridicamente, a maior infâmia da História do Direito que já consagrou bem muitas outras infâmias menores. Esta é da inspiração do dr. Álvaro Cunhal, licenciado em Direito, como nem podia deixar de ser — e infamou quem a publicou.
Os pides têm de ser julgados pelos crimes que acaso cometeram — como têm de ser julgados os responsáveis pela minha prisão injustificada, como têm de ser julgados os responsáveis do COPCON, culpados de tantas e tão tremendas arbitrariedades; como têm de ser julgados os comandos da P.M. que, em cárcere privado, têm dezenas de pessoas presas, que torturou, vexou e traumatizou psiquicamente para o resto da vida.
Não se trata de fazer política; trata-se de fazer Justiça — e, segundo andam pr`aí a dizer, nós vivemos num Estado de Direito, numa Democracia onde são respeitados os Direitos do Homem — como o não foram em quarenta e oito anos de ominosa ditadura que (provada, provadamente) nunca fez nada de parecido, no plano jurídico, com o que, em vinte meses, já conseguiram fazer algumas das mais responsáveis notabilidades da Revolução dos Cravos...
Afirma-se: a P.I.D.E. teve anos e anos centenas de pessoas encarceradas sem culpa formada! Exijo que se prove. Tenho esse direito — porque eu estive catorze meses e cinco dias encarcerado sem auto de culpa e alguns milhares de homens e mulheres continuam detidos sem saber porquê. Diz-se: — a P.I.D.E. torturava os presos políticos! Exijo que se prove, tenho esse direito — porque fui ameaçado e insultado, sofri o isolamento, vi morrer homens, vi outros endoidecer e sei dos que foram espancados, inutilizados e torturados pela gentalha do COPCON, da 5.ª Divisão, da Comissão de Extinção P.I.D.E.-D.G.S. e da P.M. Se a democracia não é um funil — eu tenho um direito de exigir justiça para os PIDES presos — e justiça para o major Otelo de Carvalho que ameaçou fuzilar-nos a todos no Campo Pequeno, açulando contra nós multidões assassinas; e para os vários Presidentes da Comissão de Extinção da P.I.D.E.-D.G.S. que, da velha António Maria Cardoso, se entretiveram, durante meses e meses, a prender quem lhes apetecia e à simples ordem ou pedido do P.C., e da LUAR, e das B.R. e de quantos bufos jornalísticos escrevinham protérvias nas colunas dos jornais.
Não, não se trata de fazer política. Trata-se de fazer Justiça — porque sem a fazer a Revolução perde-se e desonra-se, desonrando quantos nela participaram! Distribuir equitativamente a riqueza, dar de comer a quem tem fome, fazer progredir o país, garantir as liberdades — é fazer Justiça. Tudo isso, porém, esvazia-se da própria substância ética se continuarem as prisões cheias de inocentes, se se mantiver a juridicidade duma lei celerada que condena pessoas não pelas suas acções, mas pelas situações jurídicas em que se achavam antes da lei ter sido publicada. Tudo isso é desonrante sem se começar por julgar isentamente, sem se começar a acusar com provas.
Nunca descemos tão baixo no conceito internacional: dantes éramos odiados e, sob muitos aspectos, temidos; hoje somos desprezados e troçados. A honra de estar preso às ordens dos patifes que me prenderam e por ser considerado seu adversário — esvanecia-se e transformava-se em vergonha quando, por via da minha prisão, lia o que lá fora se escrevia sobre Portugal. Nem uma só vez me congratulei com o ressuscitar dos velhos epítetos com que os estrangeiros nos mimoseavam antes de 1926. Ver de novo conjugado o verbo Portugalizar — fez-me chorar de raiva e de opróbio; ver considerar o nosso exército l`armée des lâches, fez-me vibrar de indignação, sabendo que era mentira, conhecendo tantos e tantos heróis... Tive tempo para pensar: nem agora me felicito por estar cá fora e ver lá dentro a maioria dos responsáveis pela minha prisão... Saí da cadeia — sem ponta de ódio — graças a Deus! Exijo, porém justiça — e a liberdade para quem está preso inocente.
Julguem-se os pides todos. Deixem-nos defenderem-se. esclareçam o povo. Enquanto em relação aos presos se não fizer justiça — não será possível fazer política, até porque, sem confiança, a política se transforma num jogo de ódios, sem nexo, destruidor e aniquilante. Porque se espera? De que se tem medo? A quem pesa a consciência? Quem receia falar dos PIDES?
O Governo do Sr. Pinheiro de Azevedo prometeu solenemente resolver o problema dos presos políticos em Portugal. O governo do Sr. Pinheiro de Azevedo desonra-se se não cumprir a sua promessa — e a promessa começará a cumprir-se quando for derrogada a lei celerada que, sem julgamento, condena funcionários públicos pelo simples facto de serem funcionários públicos. Então poderá começar a governar o Sr. Pinheiro de Azevedo. Até lá o VI Governo é um decalque do V — apenas com um Primeiro Ministro menos esbracejante e menos estúpido!

MANUEL MARIA MÚRIAS
(In Resistência, págs. 3/4/5/6/7,15.12.1975)

Droga, loucura, morte


A nossa polícia deitou a mão a mais um traficante de droga. O local de venda era nos festivais e raves onde já era uma referência e onde o consumo também o é.
Grande parte do que produzia e cultivava, era aprendido através de livros sobretudo oriundos dos “países muito baixos”. A Holanda tristemente celebre pelos seus avanços “democráticos”, serve também,e até patrocina o crescimento da podridão noutros países.
O criminoso cuja identidade não foi revelada, era praticante de surf, modalidade que infelizmente nos últimos anos esta relacionada com o consumo de drogas.
Perigoso polígono, este, droga, surf, festivais, raves.

LEBANON UNDER ATTACK


Mais uma pagina que nos fala do país dos plátanos e dos crimes de guerra perpetrados pelo imperialismo sionista.

quarta-feira, agosto 02, 2006

CORRUPÇÃO?

A dúvida esta instalada. Negociatas envolvendo altos dignitários do sistema são denunciadas na blogoesfera coimbrã.
+ CORREIO DA TCN
CERTOMA E VADECA "SEMPRE " RIVAIS ...
As melhores instituições legais, as estruturas de um Estado, nada podem se não forem apoiadas, reforçadas pela existência de uma moral, de um estilo de vida, de uma disciplina de sociedade. A abundância de leis, na partidocracia decadente, demonstra que só a coerção consegue manter esse edifício podre.
Nunca se poderá concluir definitivamente a propósito do homem, pelo optimismo ou pelo pessimismo. Mas é possível influenciar a sua conduta quer pela moral do comportamento quer por leis restritivas, correctivas ou repressivas. Nenhum caso é desesperado e em menos de uma geração é possível transformar os nossos jovens associais em cidadãos activos e os progressistas cansados em combatentes.
O homem deve ser controlado nomeadamente através de regras morais. Exemplos vivos de virtude e de carácter devem ser-lhe propostos. Não podemos ser rigorosos para a juventude por ela ser cobarde, se a sociedade derivada da partidocracia lhe dá o exemplo da inércia, da facilidade, das reivindicações e da irresponsabilidade.
Os chefes revolucionários deverão, pois — desde o início — apresentar um estilo de vida novo, de um comportamento inteiramente diferente do dos fantoches que manipulam os nossos regimes decadentes.

A “pacificadora”


A secretária de Estado norte-americana, Condoleezza Rice, disse esta madrugada que acredita que haverá um cessar-fogo no Líbano «em questão de dias e não semanas».
Também eu acredito, com o que já foi destruído é uma questão de dias destruir o que resta.

Miranda do Corvo Empresa em risco de fechar

Mais uma empresa do Distrito com grandes dificuldades económicas está em risco de fechar.
A têxtil Top Corvo, localizada em Miranda do Corvo, vai deixar no desemprego 40 trabalhadores.
No entanto trabalho não falta na empresa e não fora a usura do costume, os postos de trabalho e a produção poderiam ser salvos.

terça-feira, agosto 01, 2006

Blogs encerrados por motivos políticos

A obra de poetisa tibetana está censurada na China.

Continua o massacre

Beirute - A ofensiva israelita no Líbano já causou a morte a mais de 800 pessoas e provocou cerca de 3.200 feridos, divulgou esta terça-feira a Comissão de Socorros do Governo libanês, citada pela agência France Press (AFP).
«Ao vigésimo primeiro dia da ofensiva israelita, o ministério da Saúde registou 828 mortos e mais de 3.200 feridos», declarou à AFP um porta-voz da comissão.
O número deverá no entanto subir, uma vez que o «balanço não tem em conta as pessoas que ainda continuam sob os escombros», dizendo respeito apenas a «corpos identificados», acrescentou a fonte.
As autoridades registaram ainda cerca 900 mil pessoas deslocadas, tendo abandonado o país, desde o início do conflito, a 12 de Julho, cerca de 220 mil.

REUMATOLOGIA - Utentes manifestam-se frente ao hospital de Seia

Vamos continuar a falar de saúde. Pois este governo esta a dar cabo dela.
A visão economicista da administração xuxialista em relação à saúde, está a causar mal estar por todo o país.
A ditadura imposta pelo Eng. Sócrates não respeita os mais necessitados, e os doentes.
O socialismo sempre esteve guardado na gaveta, só é mostrado em altura de eleições e rapidamente guardado não vá o povo lembra-se dele.

“Pensávamos que o Estado era uma pessoa de bem”

O hospital da Santa Casa da Misericórdia da Mealhada abre dia 12, totalmente requalificado. Porém, a denúncia de um protocolo entre o Ministério da Saúde e ARSC com a instituição pode levar ao encerramento logo a seguir. Provedor e director clínico estão indignados.
Depois de encerrar vários Sap´s. o responsável pela saúde em Coimbra mete os pés pelas mãos no que toca ao hospital da Mealhada.
O governo central se tivesse ainda algum pingo de vergonha devia demitir imediatamente este Sr. que tem conduzido a saúde em Coimbra, com um total desrespeito pelas pessoas instituições e acordos.
Enquanto os medíocres estiverem à frente dos desígnios da nação, nem com os milagres do Sr. Silva lá vamos.

segunda-feira, julho 31, 2006

O Sexo dos Anjos

Está de parabéns Manuel Azinhal pelo terceiro aniversário do
O Sexo dos Anjos.

Partidocracia

O Centro de Saúde de Arganil entrou ontem em funcionamento, um ano e meio depois de ter sido inaugurado, em vésperas de eleições.
O sistema fez uma “inauguração de paredes”, perfeitamente "eleitoralista".

Pombal – Cavaco diz que não é com milagres que o país avança

Presente nas cerimónias das Festas do Bodo, que decorrem até hoje, o chefe de Estado apelou “às nossas próprias forças” para tornar Portugal competitivo.
Cavaco Silva evocou a lenda de N.ª Sr.ª de Jerusalém, que está na origem das Festas do Bodo de Pombal, para dizer que actualmente, em Portugal, “não podemos esperar um novo milagre do Bodo”, considerando que “os desafios que enfrentamos têm de ser ultrapassados com as nossas próprias forças”.
Nem vai lá com Cavacos, Sócrates e outros políticos do sistema.
Os regimes partidocráticos só conseguiram perdurar, na medida em que o mecanismo foi falseado, isto é, em que artifícios escondidos asseguravam o funcionamento. No momento em que a partidocracia é real e sinceramente consequente com os seus princípios, corre para a anarquia. Esta última hipótese é sustentada pelos neomarxistas que reclamam em altos gritos uma «democracia» total, isto é, a perfeita anarquia de que contam ser os únicos senhores.
Uma longa prática do partidocratismo conduz ao desgaste de uma nação. O partidocratismo baseia todo o seu estilo apenas na astúcia, e esta é inoperante se não se apoiar na força.
O partidocratismo ignorou os ensinamentos da História, e a sua febril agitação conduziu-o a perder contacto com as realidades. Em virtude de desenvolver, hipertrofiar as suas qualidades de astúcia, de negociação, e de associar estas práticas a crenças falsamente humanitárias, debilita-se e corre para a sua própria perda.
O uso prolongado deste sistema conduz a uma selecção falsa. As elites deste sistema têm eminentes qualidades de velhacaria mas, por não conservarem as da virilidade, de nada servem. O sistema torna-se um fim em si próprio, a função apaga a missão.
O partidocratismo na fase à qual assistimos neste momento, está fora da nação. É a guarda pretoriana dos partidos.
As qualidades exigidas para a profissão de politiqueiro partidocrático — e, como tal, as exigidas para o recrutamento de equipas de renovação — constituem as próprias condições da morte do sistema. Todo o jogo político do sistema é uma competição de demagogia. A longo prazo este estilo de combate deve levar todos os que o praticam à exclusão de toda a forma de luta. A selecção final saída desta competição é tóxica.
O partidocratismo teve um segundo sopro de vida quando aceitou no seu jogo o comunismo e quando pensou poder vencê-lo pelo desgaste, pelo cansaço, pela manha, pela corrupção. Este foi corrompido pelas delícias da vida, como o socialismo o foi pela vida burguesa. Mas o parlamentarismo quis limitar-se a opor a astúcia ao marxismo, que associa esta à força, daí o seu ressurgimento sob novas fórmulas.
Nenhuma reforma do partidocratismo é possível, está condenado a desaparecer por causa das suas práticas de falsa selecção. Hoje, na Europa, os homens que reúnem as qualidades da força e da inteligência, quer dizer, as da virtude no sentido tradicional do termo estão fora da classe dirigente, o que é sinal de próximas alterações.

Verba do Sobral Cid usada para apoiar Académica

A Inspecção-Geral de Saúde detectou irregularidades na gestão de verbas por parte dos administradores do Hospital Sobral Cid.
As melhores instituições legais, as estruturas de um Estado, nada podem se não forem apoiadas, reforçadas pela existência de uma moral, de um estilo de vida, de uma disciplina de sociedade. A abundância de leis, na partidocracia decadente, demonstra que só a coerção consegue manter esse edifício podre.

sexta-feira, julho 28, 2006

quinta-feira, julho 27, 2006

Co-incineração

O secretário de Estado do Ambiente, Humberto Rosa, afirmou quarta-feira em Setúbal que o «debate político a favor da co-incineração está ganho» e que a oposição já não tem argumentos nem capacidade inventiva para travar o processo, noticia a agência Lusa.
O debate político pode estar ganho, mas o povo saberá ganhar nas ruas o que os partidos do sistema cozinharam.

Grupo Recreativo Mirandense

O grupo comemora hoje a suas bodas de diamante.
A actividade principal do grupo é a Banda Filarmónica, que vive, actualmente, um dos momentos altos da sua história, com uma orquestra pujante e jovem, uma escola de música muito participada e um entusiasmo militante ímpar.
Para mais uma associação que luta para promover a cultura no nosso pais , os nossos votos sinceros de parabéns e que contém por muitos anos.

Mais uma fábrica a fechar

Encerra no final do mês a Fábrica das Alcatifas da Lousã Carvalhos L.da, que foi uma das empresas mais sólidas do país no sector têxtil. Chegou a empregar 250 pessoas e a produzir 8.000 metros quadrados de alcatifa por dia. O negócio foi decaindo e actualmente apenas 30 funcionários asseguram a produção.
A falta de protecção á nossa industria, a concorrência de produtos vindos de países onde os factores de produção tornam os produtos mais baratos, muitas vezes através do recurso a mão-de-obra escrava ou infantil, vão a pouco e pouco diminuindo o tecido empresarial em Portugal. O caminho está aberto ás grandes multinacionais apátridas.
As promessas de Abril vão a pouco e pouco caindo, os ricos estão cada vez mais ricos, os pobres e mesmo a classe média sobrevivem, os políticos do sistema como hiena s e abutres participam do festim.
Da garganta sai-me um grito de revolta. Eu estou disposto a lutar pela minha liberdade.
«Dizer liberdade é dizer força, poder, potência sobre alguém ou sobre alguma coisa. Se prolongarmos esta ideia, ainda vaga de uma potência até ao seu ponto de aplicação social ou pessoal, que encontramos nós? (…): é uma autoridade…
Quando a doutrina liberal põe em oposição liberdade e autoridade, ela opõe termos que não representam senão uma só e a mesma coisa, em dois estados da sua produção.»
«Que é, pois, uma liberdade? Um poder. Aquele que nada pode, de modo algum é livre. (…)
CHARLES MAURRAS

A liberdade é um estado conquistado, uma condição garantida pela força. Tudo o que existe na natureza é livre, na medida em que se faz respeitar.
A liberdade é tudo quanto há de mais ameaçado na ordem da natureza. Tudo o que cerca uma liberdade tem interesse em contestá-la ou em suprimi-la. Pode-se e deve-se mesmo afirmar que é mais correcto falar em liberdades do que em liberdade, no singular.
Os homens, as nações, são livres, na medida em que são capazes, pela sua força, de fazer valer e respeitar esse estado.
O caminho da liberdade passa pelo do poder. A liberdade dos fracos é uma ingenuidade para utilização demagógica e eleitoral: Os fracos nunca foram livres e nunca o serão. Só existe a liberdade para os fortes.
O que quer ser livre deve ser poderoso. Cada uma das nossas liberdades foi adquirida após numerosos combates sangrentos e cada uma delas só será mantida, na medida em que pudermos fazer demonstração de força susceptível de desencorajar os que quiserem privar-nos dela. Sabemos como estas liberdades estão perpetuamente ameaçadas. Quer como indivíduo, quer como nação, sabemos que a fonte da liberdade é o poder.
Se quisermos conservar a primeira devemos cultivar a segunda. São inseparáveis.

quarta-feira, julho 26, 2006

Câmara festeira

A Orquestra Clássica do Centro (OCC) e o Departamento de Cultura da Câmara de Coimbra promovem, amanhã, no Teatro da Cerca de S. Bernardo, um concerto de homenagem a Carlos Encarnação, o presidente do Município.
Não haja duvida, os políticos do sistema tem todos a mania das grandezas. O povo continua a pagar estas homenagens encomendadas, sim porque a crise é só para alguns.

Câmara caloteira



Três anos após a inauguração da sede da delegação da Figueira da Foz da Cruz Vermelha Portuguesa (CVP), a Câmara Municipal local ainda não saldou uma alegada dívida de "cerca de 90 mil euros" à instituição.

Danos colaterais

Quatro observadores das Nações Unidas morreram esta terça-feira à noite no bombardeamento aéreo israelita do seu posto em khiam, no Sul do Líbano, revelaram os serviços de segurança libaneses e o embaixador norte-americano na ONU, John Bolton, escreve a agência Lusa.
Dano colaterais porque não são israelitas, caso contrário seria terrorismo, racismo, holocausto, ou inquisição.

terça-feira, julho 25, 2006

BLOCO CENTRAL & Cª

O encerramento, no distrito de Coimbra, de 38 empresas nos últimos quatro anos, seis delas já em 2006, com o consequente desaparecimento de 5650 postos de trabalho, fez aumentar para cerca de 17 mil o número de desempregados inscritos nos centros de emprego, sendo a grande parte mulheres (mais de 9500).
Estes números foram conseguidos com a “ajuda” do Bloco Central e demais associados.
Os portugueses precisam perceber o logro, a campanha da venda da banha de cobra, muito bem montada. Falar em socialismo e depois atacar o povo.
A nação socialista interessa-se pelos que produzem. Defendo a sua hegemonia na vida económico-política do Estado. Se há uma classe vertical particularmente interessante é a dos trabalhadores. Amanhã, o comando estará nas suas mãos.
Na República Social dos Trabalhadores não haverá que falar de «direito ao trabalho» mas sim de «obrigação de trabalho».
A classe média e a burguesia oferecem-nos espécimes interessantes, cheios de iniciativa, duros no trabalho, criadores, desde o operário até ao chefe de empresa.
Esta espécie de homens constitui a classe dos produtores e criadores de trabalho e de riqueza. Outra faceta desta burguesia são os especuladores, borguistas, parasitas, tudo isso é a sua parte desonesta.
Leis sobre trabalho obrigatório deveriam ser aplicadas sem hesitação. Os filhos ociosos e inúteis desta burguesia apodrecida trocarão o seu carro de «sport» pela pá e as discotecas pelo campo de trabalho, que fará deles homens.
Portanto, dividido a burguesia em elementos positivos e negativos e evito a generalização estéril e injusta, que consistiria em aprovar ou condenar em bloco uma das actuais classes sociais.
A classe operária também tem os seus inúteis e contém — em potência —, no seu seio, exploradores pelo menos tão ávidos como alguns dos que conhecemos hoje. Apresenta igualmente os seus elementos socialmente pouco positivos, como o desempregado crónico, o burocrata, com o seu clero politiqueiro. A luta contra o parasitismo constituir uma tarefa importante entre as que o socialismo que defendo tem por fim.
Sou partidário da livre iniciativa e da economia livre, na medida em que a liberdade não é desordem e desregramento. Além disso, os imperativos estratégicos devem ter prioridade sobre a livre concorrência.

CRISE ! QUE CRISE?

Manuel Alegre com reforma milionária
Mais de três mil euros mensais por poucos meses de trabalho na RDP. Vice-presidente da AR garante que não se lembrava que tinha direito à reforma e diz que vai receber «um terço» enquanto for deputado.

segunda-feira, julho 24, 2006

O CHUCHALISTA

Não são carne, nem peixe, os chuchalistas,
São vírus parasita do sistema
Que tem no compadrio único lema
E se propaga célere nas listas

São mestres do disfarce e vigaristas,
De todas as campanhas são o tema,
Poluem um partido, entram no esquema,
Conhecem do poder todas as pistas.

Exímio defensor do capital,
Tem um perfil e pose democrata
Quando prega o amor ao social.

Ó chuchalista fino e de gravata,
Pra pregares aos pobres a moral,
Precisas de ter mesmo muita lata!

Pilhado aqui

MAIS UM


Mais um blogue para a coluna da direita. Feito por amigo que a meu lado travou algumas lutas importantes, na defesa da identidade nacional.
A blogoesfera com ele diz esta a ter este condão; o de juntar velhos amigos, que o tempo a e distancia haviam separado.
Visitem pois A VOZ PORTALEGRENSE

SIMPLEX

Enquanto os políticos do sistema e o grande capital continuam de barriga cheia.
O desgoverno continua a cortar nos orçamentos, sem pensar nos prejuízos que causa ao povo e ao país.
É censurável o modo como o ordenamento da oferta educativa está a ser feito. Em causa está, na Universidade de Coimbra, o não financiamento pelo Estado dos cursos de Engenharia Geográfica, Geologia e Engenharia de Materiais. Pede-se «um olhar racional» sobre o sistema e «definições políticas, que às vezes são difíceis e caras», para assegurar a manutenção de cursos imprescindíveis ao desenvolvimento do país.

sábado, julho 22, 2006

Abastecimentos duvidosos nos carros da Câmara

Andará muita gente no gamanço? Não! Tudo tem uma explicação, são todos uns santinhos (de pau oco).

Governo aposentou compulsivamente dois dirigentes sindicais da polícia

Como já tenho denunciado, este regime implantado a seguir ao 25 de Abril, usa as mesmas armas que o sistema deposto, e que tanto critica.
Agora numa perseguição politica aposentou compulsivamente dois dirigentes sindicais.
Sabemos bem com a verdade dói, sabemos que os defensores das “amplas liberdades” (as deles, que as nossas vão de mal a pior), vendo que o tacho está para findar vão lançar mãos de todas as tábuas de salvação para poderem continuar a viver às custas do povo.
Agora foi um saneamento à boa maneira estalinista, vão seguir-se prisões politicas, que a tortura essa à muito está institucionalizada, sobretudo cada vez que um representante do sistema nos aparece na televisão.
Os lacaios do sistema, aqueles que sobrecarregam o povo com impostos e mais impostos, e que nada fazem ao grande capital, antes pelo contrário andam com ele de mãos dadas, sabem que o fim está próximo.
O caminho da liberdade passa pelo do poder. A liberdade dos fracos é uma ingenuidade para utilização demagógica e eleitoral: Os fracos nunca foram livres e nunca o serão. Só existe a liberdade para os fortes.
O que quer ser livre deve ser poderoso. Cada uma das nossas liberdades foi adquirida após numerosos combates sangrentos e cada uma delas só será mantida, na medida em que pudermos fazer demonstração de força susceptível de desencorajar os que quiserem privar-nos dela. Sabemos como estas liberdades estão perpetuamente ameaçadas. Quer como indivíduo, quer como nação, sabemos que a fonte da liberdade é o poder.
Se quisermos conservar a primeira devemos cultivar a segunda. São inseparáveis.

quinta-feira, julho 20, 2006

Hoje é dia de Santo Elias

A ler no blogue " O Sexo dos Anjos"

Aprovadas salas de chuto

O Plano Nacional contra a Droga e as Toxicodependências até 2012 prevê, como medida de salvaguarda da saúde pública e redução de riscos, a criação de ‘Salas de Injecção Assistida’, conhecidas como ‘salas de chuto’ – onde os toxicodependentes podem injectar-se em segurança e com apoio de pessoal médico.
Quando um cobarde não consegue vencer um inimigo, normalmente foge ou juntasse a ele.
Os nossos políticos do sistema têm perante o flagelo da toxicodependência, uma atitude de cobardes. Em vez de começarem o combate ao consumo e ao tráfico, Fogem do verdadeiro combate, ou avançam com medidas que acabam por “facilitar” a vida a criminosos e consumidores.

quarta-feira, julho 19, 2006

Confusão no Bota Abaixo


O sistema continua a querer integrar, quem não pretende e nada faz para tal.

PAÍSES (Muito) BAIXOS

Um tribunal de Haia chumbou, ontem, um requerimento que pretendia que a Justiça holandesa proibisse um grupo criado por três pedófilos de fundarem um partido político. "A liberdade de expressão, incluindo a liberdade de se criar um partido político, é visto como a base de uma sociedade democrática", afirmou o juiz HFM Hofhuis num acórdão citado pela Associated Press e onde diz que o PNVD, iniciais que traduzem Amor Fraternal, Liberdade e Diversidade, "não cometeu nenhum crime".

Aquele partido, criado por três pedófilos assumidos, defende a legalização de relações sexuais entre adultos e crianças com mais de 12 anos; a idade mínima legal de consentimento de relações sexuais de crianças e de adultos varia conforme os países, sendo que na Holanda e na maioria dos países da União Europeia é de 16 anos (14 no Canadá).

O anúncio da criação do PNVD gerou uma onda de revolta, ao ponto de o advogado dos contestatários, Anke Wijn, afirmar que os pedófilos estão a abusar da tolerância holandesa.

Com a decisão do tribunal, o PNVD pode apresentar-se às eleições legislativas de 22 de Novembro. Mas não deverão obter os 60 mil votos necessários para terem um deputado no Parlamento.

FONTE

terça-feira, julho 18, 2006

Quem parte e ....

O Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) de Coimbra está a ponderar a abertura de um inquérito na sequência da notícia do “Campeão” (edição de 22 de Junho) de que Luís Vilar se escusou a prestar esclarecimentos sobre uma versão que lhe imputa o presumível uso de uma viatura da RTC em trabalho partidário.
Ao contrário do que declarou José Manuel Alves, a viatura facultada a Luís Vilar não é para uso pessoal.
A Lei 4/85 indica os servidores do Estado que desfrutam de veículos para uso pessoal e desse elenco não constam autarcas nem, por maioria de razão, membros das comissões executivas das regiões de turismo.
“A questão [do eventual uso de uma viatura da RTC em serviço partidário] há-de ser colocada”, disse José Manuel, ao “Campeão”, poucos dias antes de falecer.
O Código Penal prevê que incorre na prática do crime de peculato de uso “o funcionário que fizer uso (...), para fins alheios àqueles a que se destinem, de veículos (...) que lhe forem entregues, estiverem na sua posse ou lhe forem acessíveis em razão das suas funções”. O ilícito é punível com pena de prisão até um ano ou com pena de multa até 120 dias.
FONTE

Falar de barriga cheia

«Não há dúvidas de que a situação económica está a melhorar», disse esta segunda-feira o governador do Banco de Portugal, Vítor Constâncio, na Comissão Parlamentar de Orçamento e Finanças.
Para si sim Sr. governador; para si e para mais uns quantos bem instalados nas cadeiras do poder.

Folk Cantanhede

Durante oito dias o Grupo Cancioneiro de Cantanhede proporcionou aos habitantes de todo o concelho o conhecimento de novas culturas mundiais através do festival internacional Folk Cantanhede. A gala de encerramento juntou mais de 5000 pessoas.
O que a organização não disse, mas nós sabemos é que os participantes do festival puseram a cabeça em água a muita gente de Cantanhede. Barulho até ás tantas da manhã sem respeito nenhum pelo descanso das pessoas, muito álcool e alguma droga à mistura. Lixo por todos os lugares onde pernoitaram. O culminar desta visita foi protagonizada pelos “jovens” da Serra Leoa, que se apropriaram de roupas e objectos da delegação mexicana.
Cada vez mais nos deparamos com situações como esta tudo muito lindo, mas o lixo é varrido para debaixo do tapete.

segunda-feira, julho 17, 2006

Save the lebanese civilians



Há uma petição em linha, que pede a adesão e a divulgação: Save the lebanese civilians

Pedofilia e SIStema preconceituoso

A ler no Pena e Espada

OLHA OLHA

Primeiro Ministro, roçando a traição
Mais uma vez veio ao-de-cima a polémica sobre a construção do TGV e do
aeroporto da Ota.
Os portugueses, esses, continuarão fiéis a Portugal.

de Brites de Almeida / Beja - Alentejo

O Presidente da República, avisou e disse que o tema deve ser debatido porque o investimento é demasiado alto, demasiado grande e pode terdemasiadas consequências, para que se tome a decisão de investir milharesde milhões em obras que não vão ter retorno. Sócrates, em jeito deresposta, e com a sua já tradicional sobranceria, avisou que não havia nadaa discutir.
As palavras do primeiro ministro, roçando a traição, serviram também para confirmar a visão provinciana que José Sócrates tem de Portugal, comoprovíncia da Ibéria, ou melhor dizendo, para chamar os bois pelos nomes, da Espanha.
Qualquer imbecil, entende que numa rede de caminho de ferro de alta velocidade, a viabilidade está limitada pela possibilidade de concorrência entre o avião e o comboio. É evidente que mesmo a 300Km/h, um comboio demora três vezes mais que um avião para se deslocar de Lisboa a Paris.Além disso, para cumprir com os desígnios imperiais da Espanha, qualquer TGV português terá ainda por cima que se desviar centenas de Quilómetros,na direcção da capital imperial (Madrid) para poder depois seguir o seudestino em direcção a Paris.O TGV português entre Lisboa e Madrid, é um investimento inútil, patético,que lembra a construção da auto-estrada Lisboa-Madrid que ainda hoje está às moscas e que foi inaugurada e construída antes de se construir a auto-estrada para o Algarve. A ligação à capital imperial em Madrid, parece que está acima da ligação entre Lisboa e Faro.É o mesmo tipo de gente, que construiu uma auto-estrada entre Lisboa e a fronteira, com destino a Madrid, esquecendo quem trabalha e as empresas portuguesas que precisam de uma estrada para a Europa, como é o IP-5 ou oIP-4, as quais foram sacrificadas em nome do iberismo criminoso de políticos de vistas curtas residentes em Lisboa e rendidos e deslumbrados com las luces madrilenas, de onde ainda esperam que venham subsídios ou
empregos em empresas espanholas como as Iberdrolas da vida.
Já cometemos no caso das auto-estradas o erro de construir na direcção de Madrid, quando os portugueses não querem ir para Madrid e continuam a nãopassar por Madrid para ir e vir da Europa. Os nossos imigrantes continuaram a utilizar as estradas que ligam ao IP-4 e ao IP-5 e nunca passaram por Madrid. Porque razão nos querem obrigar a passar por Madrid à força?
A construção do Aeroporto de Lisboa na Ota, estará tão longe da cidade propriamente dita, que ficará mais simples ir de Lisboa a Madrid de TGV do
que de avião. Se o aeroporto fosse construído em Rio Frio, a maior proximidade de Lisboa,inevitavelmente vai fazer com que Lisboa-Madrid de comboio seja mais lento
que Lisboa-Madrid de avião. Além disto, a linha Madrid-Lisboa só é economicamente viável se os espanhóis garantirem que chega a Lisboa, porque se o TGV espanhol parar em Badajoz, será um fracasso comercial de todo o tamanho, porque não há trafego na paupérrima Extremadura espanhola,sustentada com o dinheiro dos subsídios das autonomias ricas do norte para justificar o TGV.
Os espanhóis defendem os interesses deles, e para o fazer pressionam o governo português, com os seus tradicionais protestos de amizade eterna e boa vizinhança, que a Espanha nunca cumpriu e sempre traiu e violou de forma absolutamente vergonhosa. A Espanha não cumpre tratados. Não cumpre o Estado Espanhol, como não cumprem as empresas espanholas. É uma característica castelhana que ficou de séculos e séculos. O Zé portuguesito - como o iletrado Mario Lino, que sob o efeito de um pifo monumental que apanhou na Galiza até afirmou que Portugal e Espanha partilham uma língua comum - fica todo derretido quando o espanhol,adulador, fingido, vil manipulador e mentiroso lhe faz rasgados elogios.Mario Lino e Sócrates, não passam de patetas rendidos aos bons modos e às boas maneiras dissimuladas da diplomacia espanhola, que é fonte de todos os salamaleques enquanto precisa do sim português, mas que como mostra a História, mesmo já depois da adesão à União Europeia, viola acordos, não cumpre as regaras e age de forma traiçoeira quando Portugal deixa de ser
necessário.
Será que os herdeiros daqueles que acreditaram no passado que com o tempo Portugal havia de se integrar no império castelhano, que hoje conhecemos como Espanha, continuam a achar que com o tempo, os portugueses se vão habituar a ser parte desse império construído em cima do sangue, do ódio e da xenofobia mais criminosa e pútrida de que há memória na Europa?
De Espanha, nem bom vento nem bom casamento. De Castela, só virá ódio,morte e engano. Quem nos quer ligar ao país que mais fez para nos tentar destruir primeiro como nação e depois para destruir a nossa imagem como país independente, está a decidir de que lado da barricada está.
Os portugueses, esses, continuarão fiéis a Portugal.

Brites de Almeida, Beja

Recebido via mail

domingo, julho 16, 2006

Imigração Arma do capital

Os ponta de lança do grande capital. Os que dizem “defensores das amplas liberdades”, vão promover mais uma conferência para auxiliar os empresários corruptos, para fornecerem mão-de-obra ao capitalismo selvagem e para colaborar na globalização.
O ramalhete de celebridades é extenso, e conta com a fina flor, dos racistas pela positiva.
Não devemos “odiar” o imigrante, pois ele também é vítima da exploração capitalista.
Devemos combater sem tréguas a imigração descontrolada, os seus promotores: o grande patronato e os seus sabujos da classe politica e dos lobbies negreiros pró-imigração.

Fonte

Qual o futuro de Portugal?


O Clube Literário do Porto, em parceria com a Ladina Associação Cultural, acolheu o lançamento do livro «Viva a República, Viva o Rei – Cartas Inéditas de Agostinho da Silva», de Teresa Sabugosa. A apresentação de Paulo Samuel contou com a presença de D. Duarte de Bragança.

sexta-feira, julho 14, 2006

ONDA DE SOLIDARIEDADE COM A COSTA DE LAVOS

Advogado apresenta acção contra testes de co-icineração

Um advogado coimbrão vai entregar, hoje, no Tribunal Administrativo de Coimbra, uma acção de intimação, visando impedir a realização dos testes de co-incineração, anunciados para este Verão, em Souselas (Coimbra) e no Outão (Setúbal).
Castanheira Barros explica que aquele documento é uma «acção com carácter urgente que procura obter uma decisão rápida do tribunal».

Segundo ele, neste caso, trata-se de «uma acção de grande complexidade técnico-científica e jurídica, tendo sido necessário obter diversos pareceres e ter acesso a vários relatórios científicos».

Referindo as razões que o levam a opor-se aos testes, Castanheira Barros defende que eles «implicam perigo para a saúde pública e meio ambiente, com danos irreversíveis».

Isto porque, das operações de co-incineração, «resulta a produção de dioxinas, furanos e outras substâncias altamente cancerígenas, cujo efeito subsiste entre dez a trinta anos».

Há, além disso, o perigo resultante da incorporação de resíduos perigosos no próprio cimento.

«É um assunto que diz respeito a todos os portugueses e não apenas aqueles que vivem próximo das cimenteiras. Querem condenar-nos a viver no meio de quatro paredes, impregnadas de lixo tóxico», salienta Castanheira Barros.

Em 2001, o advogado moveu também uma acção contra o despacho do então ministro do Ambiente, José Sócrates, que determinou a opção pela incineração em Souselas e Outão, de que resultou um acórdão do Supremo Tribunal Admnistrativo que considerou revogado o despacho do então ministro Sócrates.

Castanheira Barros tem também um site onde luta contra a co-incineração.

A acção de intimação será entregue às 13:30 de sexta-feira, no Tribunal Administrativo de Coimbra.

terça-feira, julho 11, 2006

CRISE! QUE CRISE?


Lucros dos bancos aumentaram 30% em 2005

Penacova, Poiares e Condeixa fecham no próximo sábado

A Administração Regional de Saúde do Centro (ARSC) anunciou ontem que os Serviços de Atendimento Permanente (SAP) de Condeixa-a-Nova, Penacova e Poiares cessam a sua actividade no próximo sábado.
Esta medida que tem sido contestada por quase toda gente, par além de impopular revela-se de uma falta de bom senso.
Os hospitais de Coimbra já bastante carregados vão rebentar pelas costuras, muitas vezes para tratar uma simples dor de cabeça.
As ambulâncias vão fazer mais viagens kms., sendo que vai ser preciso ter mais pessoal de piquete e mais viaturas disponíveis.
Por último, mas sem duvida o ponto mais importante, os mais desfavorecidos, vão ser altamente prejudicados, uma vez que a viatura de socorro não faz a viagem de retorno, nem pode transportar um acompanhante.
A ARSC, na pessoa do seu responsável, é uma correia de transmissão das políticas deste desgoverno, não teve em conta diversos factores, fechou os olhos e cortou a direito.
Esperemos que as populações lesadas, saibam dar a resposta politica a esta gentinha.

segunda-feira, julho 10, 2006

Patrioteirismo

Manuela Salvador Cunha
Estamos a viver numa bolsa de histeria eufórica e o causador deste estado é o futebol. De repente acordamos para o facto de que somos portugueses, a bandeira nacional recobre as janelas, as varandas, as portas; as senhoras ostentam lencinhos com as cores nacionais, usam saias feitas da nossa bandeira, não sei se brincos com o escudo português – isso não vi, mas quem sabe… –Também vi cães cuja coleira era uma bandeirinha enrolada à medida do pescoço e vi, na televisão, um burro cuja albarda era a bandeira nacional. Não é que não goste de burros. Até têm um olhar meigo e podem ser muito prestáveis. Mas não há dúvida que culturalmente este simpático animal não está propriamente muito bem cotado.
Perante tal exuberância nacionalista recordei o que me havia explicado, aqui há uns anos, um simpático sueco quando lhe mostrei a minha estranheza por muitas casas ostentarem um mastro onde era hasteada a bandeira sempre que um acontecimento mais ou menos importante marcava o dia. “Sabe, nós cá temos muito orgulho na nossa bandeira. E também muito respeito. Imagine que ela nunca pode tocar no chão.“ “Às vezes pode ser complicado…” contrapuz. “Mesmo nos casos difíceis. Olhe, aqui há algum tempo participei num festival de paraquedismo. O primeiro homem a saltar trazia a bandeira sueca desfraldada. Era evidente que desta vez ela teria, inevitavelmente, de tocar no chão no momento da aterrissagem. Pois bem, enganei-me”. “Como assim?” estranhei eu, curioso. ”Muito fácil. Quando o paraquedista se aproximou do chão, um homem, que já esperava no local, correu ao lado dele durante uns metros e quando a bandeira ficou ao alcance das suas mãos agarrou–a pela ponta que vinha solta e assim, quando o paraquedista pousou no chão, a bandeira flutuava no ar sustentada pelas mãos dos dois homens.”
Um espanto, não é? Um exagero, opinarão alguns. Talvez, direi eu. Mas entre isso e a nossa bandeira no lombo do burro ou no pescoço do cão, não tenho dúvidas para que lado pende a minha opção.
Esta crónica poderia ficar por aqui. Se calhar era o que eu devia fazer. Ficar-me pelo anedótico da questão e deixar no ar um sorrisinho brincalhão.
Mas a tentação de comentar esta bolsa de nacionalismo é mais forte do que eu. Não tenho nada contra o futebol e até confesso que a minha corda patriótica vibrou com as nossas vitórias futobolísticas. Mas um nacionalismo que chega ao rubro por causa do futebol e amornece logo de seguida, um patriotismo que vibra tão intensamente com as proezas no relvado e adormece com as grandes causas nacionais, um nacionalismo que grita que somos os maiores diante das proezas do estádio e se lamenta que afinal somos uns coitados sem auto-estima, quando o nosso nacionalismo está na ponta do pé em vez de ser um modo de estar que nos impulsione para a frente, quando o nosso patriotismo não passa de uma manifestação de histeria colectiva, então, pobre Portugal! Continuaremos a ser o irmão pobre da Europa, com elevados níveis de insucesso escolar, com poucos incentivos válidos para o desenvolvimento tecnológico e intelectual, sem capacidade de resposta para os grandes desafios deste tempo, construtores de estádios, mas sem capacidade de construir hospitais e outras estruturas fundamentais. Continuaremos a ser um povo culturalmente medíocre e ignorante.
O poeta Fernando Pessoa acaba a sua obra “Mensagem” com este verso lapidar:
“ É a hora!”

Parafraseando o poeta, eu diria que está na hora de aproveitar este renascer do patriotismo que avassalou o país para o relançar para as grandes causas nacionais. E então sim, o futebol terá prestado um grande serviço à nação.

Professora do Ensino Secundário
Escreve no JANEIRO, semanalmente, às segundas-feiras

Mundial 2006

Os jornalistas desportivos são também fiéis seguidores das políticas do sistema.
O politicamente correcto esta para esta gentinha como o pão para a boca.
Sobretudo quando o jogador usa muito a cabeça.

Bobadela propõe reencontro com a história

A nossa história foi “afastada” e muitas vezes “insultada” pelos políticos do sistema, os subsídios não faltam para actividades que nada têm a ver com a nossa cultura e que por vezes até “ ajudam” a aniquilar o pouco que já resta.
A salvaguarda do nosso património histórico é feita à custa de muito empenho das populações, sendo que resultados só são obtidos após anos e anos de luta e protestos junto dos organismos da tutela
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domingo, julho 09, 2006

Cinco chilenos e um português morreram cercados pelo fogo na Guarda

Os incêndios florestais fizeram as primeiras vítimas mortais deste ano. Cinco técnicos florestais chilenos e um bombeiro português morreram no fogo que lavra em Famalicão, no concelho da Guarda. O presumível autor do incêndio já foi deito pela GNR.
A confirmar-se, o autor do incêndio devia ter uma severa pena. Infelizmente sabemos como o sistema funciona e que a culpa morre quase sempre solteira.

Ainda há quem lute para que a nossa cultura não morra

Juventude do Casal do Cimeiro

Flores do Monte realizou XXVI Festival de Folclore

sexta-feira, julho 07, 2006

Medicina no Porto com menos vagas

Todos os dias somos confrontados com a falta de médicos. O sistema ainda não conseguiu resolver o problema, isto é ainda não foi capaz de criar condições para aumentar o número de vagas. A avaliar por esta notícia as coisas vão de mal a pior. Depois não querem que se diga que este desgoverno xuxialista nos anda a “tratar da saúde”.

Sabores tradicionais e artesãos animam Lousã

Foi inaugurada, no Parque Municipal de Exposições do concelho, a 12.ª edição do Festival de Gastronomia da Serra da Lousã, uma mostra que pretende, sobretudo, aguçar o apetite aos lousanenses mas também atrair à Lousã os forasteiros apreciadores dos bons sabores da cozinha tradicional.
FONTE

PAGAS E NÃO BUFAS?

Dentro em breve os contribuintes que apresentem uma reclamação junto das Finanças vão perder, automaticamente, o direito ao sigilo bancário. A medida está consagrada na proposta de lei ontem aprovada em Conselho de Ministros com vista à flexibilização do segredo bancário no âmbito do combate à fraude e à evasão fiscal.

quinta-feira, julho 06, 2006

COMUNICADO – FALTA DE BOM SENSO OU A TENDÊNCIA PARA O LÁPIS AZUL?

1.Vimos agora quebrar um período de silêncio boquiaberto pelo que se tem passado no nosso Parlamento, a propósito da “golpada” democrática sobre as questões da PMA.

2.Entregues as cerca de 80 mil assinaturas recolhidas durante 3 meses que configuram a Petição de Referendo, o PAR iniciou o seu processo de admissibilidade. Enviou-a para a Comissão de Saúde, que duvidosa, a remeteu para a Comissão de Assuntos Constitucionais, vindo esta a pronunciar-se pela não admissibilidade! Depois a Comissão da Saúde pôs aspas no parecer da primeira Comissão.

3.E pronto! Os nossos deputados ao fim de 2 semanas de estudo, deitaram a primeira iniciativa de referendo de iniciativa popular para o lixo e com ela 80 mil assinaturas.

4.O relator, Vitalino Canas, enumera para tal várias razões, a que parece chamar incumprimento de requisitos legais. O requisito que se esquece, começamos por dizer, é o bom senso a todos os seres humanos, deputados ou não.

5.Vitalino Canas refere a falta de clareza e precisão das perguntas elaboradas. Deve-se ter esquecido da pergunta que fez por ocasião do projecto de referendo ao Tratado Constitucional Europeu (chumbada pelo STJ para quem não se lembra).

6.Logo depois, surge a questão da interrupção do processo legislativo, que parece suscitar dúvidas a todos os que sobre ela se pronunciaram. Tendo a Petição sido entregue às 9h00 na AR, os deputados procederam à votação final global no Plenário da mesma tarde.

7.O que está em causa é a interpretação de um preceito que consubstancia a oportunidade da entrada da petição antes da aprovação definitiva do diploma? Não, o que está em causa é a falta de bom senso, senão vejamos: todos os deputados tiveram conhecimento da entrada da petição no Parlamento. Todos os deputados conheciam a lei de fio a pavio, alegando que deveria ter sido cumprida. Mas a soberba maioria parlamentar considera que os prazos legais são objecto de cumprimento rígido. Já o mesmo não se passa quanto às mais de 217 mil assinaturas da Petição Mais vida Mais Família, entregues em 2004, que apenas esta semana foram apreciadas!!!

8.De facto, o que está em causa é uma trapalhada da autoria dos deputados sobre prazos e requisitos, desdenhando pura e simplesmente a vontade do povo. O mesmo povo que legitima as suas funções em eleições democráticas. Pelos vistos, a iniciativa popular, Vitalino Canas denomina “sistema de coordenação entre (…) mecanismos [de democracia directa e representativa]”, é apenas instrumento de conveniência dos deputados.

9.Agora, Jaime Gama vem tentar corrigir a mão dos deputados do “lápis azul”, introduzindo alguma decência neste processo absurdo e desrespeitoso. Ainda bem.

10.Finalmente apelamos a todos os intervenientes para que não tenham medo de um verdadeiro debate público sobre PMA. Só assim será possível alcançar uma Lei com amplo consenso nacional e tecnicamente ajustada à realidade científica do Sec XXI.

Juntos Pela Vida Associação
5 Julho 2006

quarta-feira, julho 05, 2006

Um Olhar Pelo Concelho


FRANCISCO ANTUNES

Bom dia!...
Eu sou o Rio Alva, e hoje queria conversar convosco, coisa que há muito tempo tenho andado a pensar.
Podem aturar-me?...
…É que muitos de vós passam por mim, olham, mas verdadeiramente não me conhecem.
Sou muito, muito antigo, sou do tempo da criação do mundo, mas não sou velho…lá isso não!
O meu ilustre biógrafo, o Professor Doutor Luciano Lourenço, diz que a minha nascença deve ser a da Ribeira da Fervença ou no Corgo das Mós, lá para cima, para as bandas do Vale do Rossim; a dúvida resulta de, nuns anos é determinado lagoacho que me dá mais água, noutros anos são lagoachos situados mais acima, mas tudo se passa a cerca de 1650 metros de altitude. O meu compadre, o rio Alvôco, é mais velho que eu e nasce mais alto, a 1950 metros de altitude.
A minha mãe é a Serra da Estrela e o meu pai é…o Inverno, que todos os anos "cobre" a minha mãe!
Sabem?... Há milhões de anos, eu corria para o leito do Cobral, pois na Senhora do Desterro, inflectia para Poente e lá ia eu pelo Purgatório (bairro de S. Romão) abaixo. Nesse tempo era a ribeira da Caniça, que vem da Lagoa Comprida, que acalentava o meu leito. Então, veio um gigantesco "tremedoiro" e abriu-se aquela fenda que desce quase a pique, da Senhora do Desterro até Vila Cova À Coelheira. Se o Cobral é rio, a mim o deve, e em memória desse tempo ainda dou água com fartura para os lindos campos da Samassa.
…O meu nome? Olhem…, curiosamente, nada tem a ver com a palavra "alvus" (branco, transparente), mas sim, de "alveus" – alvéolo – estreito.
Embora cheio de rugas (os montes das minhas margens) e com manchas na pele (serranias negras devastadas pelos incêndios) que tanto sofrimento me dão, sempre tive notável vigor e frescura de memória.
Lembro-me com nostalgia…dos povos que habitaram as minhas margens e em mim se recuperavam das durezas da vida. Assisti às gravuras rupestres da Vide, conheci os Adoradores da Lua, na Serra do Açor, recordo-me dos Iberos, dos Pésuros – uns "tipos" que nunca se lavavam –, lembro-me da dignidade dos Celtas, da ocupação Romana, dos povos Germânicos: Formarigo, Gondufo, Sandomil…são palavras dessa gente!
Dei água aos Mouros durante cerca de quatrocentos anos e recordo bem os exercícios do Almansor, a atravessarem-me, a caminho da destruição de Santiago de Compostela!!! Depois vieram os Leoneses à conquista de Seia, depois os cristãos, que me deram um certo descanso. Bem o merecia, não acham?...
Mas agora, anda por aí uma "tropa fandanga" que me dá cabo da saúde: os incendiários. Queimaram-me a pele, tenho sérias dificuldades em respirar, a erosão turva-me as águas, entope-me os rins e quem mais sofre são os campos do Baixo Mondego…".
"Por aqui passou a minha avó" e as cheias deitam tudo abaixo… e ainda não vos falei da maldita praga de gafanhotos, perdão, da praga dos vândalos das motas…abrem ravinas nos estradões e quando chove, são mais regos a arrastar terra, ruídos, óleos, gazes, borracha, amianto…é um louvar a Deus…
Lembro-vos que um litro de óleo pode poluir um milhão de litros de água! E os esgotos de tanta, tanta gente que habita nas minhas margens!!!
Vocês, homens, muito mal me tratam!!!
Dizia Einstein que no Universo há duas coisas que são imensas, que não se podem medir: o infinito…e a estupidez humana!!!
E lembrar-me que eu vos matava a fome e o frio, fazia girar centos de moinhos, azenhas, noras, lagares de azeite, pisões… em Alvoco da Serra, Loriga, Valezim. S. Romão, Vila Cova, trepidavam dezenas de teares. Centrais eléctricas eram sete…que riqueza! Presenteava-vos com toneladas de saborosos peixes: trutas, barbos, bogas, ruivacas, enguias…onde havia melhor??? Agora até as "sanguessugas" acabaram…
Frutas, legumes, linho, trigo, milho, viçosas pastagens, tudo…tudo isto eu dava aos homens. Ouro, prata, estanho… os sacanas dos romanos esgadanharam-me as entranhas, tudo levaram… nas minhas margens havia fartura de caça grossa, que o diga a memória do senhor dom Pedro Primeiro: ursos, cervos, javalis, lobos, cabras… que riqueza, Santo Deus!!!
Nas minhas margens refugiaram-se ladrões e homiziados, liberais e miguelistas, monárquicos e republicanos, democráticos e salazaristas… desde muito cedo inspirei trovadores e poetas, homens de letras e pintores: Fernão Rodrigues Redondo, o trovador de Arganil, Gil Vicente conhecia-me, o senhor Braz Garcia era meu padrinho, Jaime Cortesão, Vasco de Campos, Nunes Pereira, Ribeiro de Vasconcelos, Roque Gameiro, José Contente, Fernandes Nogueira, Nogueira Gonçalves…até o Torga me visitava. Tanta, tanta gente ilustre se refrescava nas minhas margens e vocês, homens, a dar-me cabo da saúde, tentaram capar-me (salvo seja) para me tirarem o vigor com barragens e açudes; nas Fronhas até me desviaram a "via" para a Aguieira, da Lagoa até Vila Cova entubaram-me as goelas, nem sequer vejo a luz do dia. Para cúmulo…até "maricas" vieram fazer ninho nas minhas terras!
Não sou vingativo, mas tenho que vos dar sinais do meu desgosto. Peguem na circunspecta Enciclopédia Luso Brasileira, letra T e vejam "tesão" = rede de apanhar trutas usada no Rio Alva. Zás, acabei com a rede. As belas castinceiras que davam boa verga para cestaria…traz, acabei com elas. Eu que tanto gostava de ouvir as raparigas a cantar nas regas, na sacha do milho, tal qual Vasco de Campos cantou há 70 anos:
Oh camponesas formosas
Do Rio Alva tão lindo
Há a frescura das rosas
Em vossos lábios sorrindo!...
Hoje, meus amigos, nem camponesas, nem rosas, nem…flor de laranjeira…
Olhem, antigamente, uma mulher tinha 8, 10 (e mais) filhos; hoje, uma mulher tem: um vírgula quatro filhos… valha-nos a Senhora do Cabeço… chegaremos ao tempo em que os homens não sabem fazer filhos…fazem vírgulas!!!
Vivo triste e magoado, mas ainda me restam forças para vos oferecer esta sublime quadra de Nunes Pereira – "Ode ao moinho":
Bate-me a água nas penas
Que tenho no coração
A água bate-me e foge…
As penas nunca se vão!...
Sempre vosso amigo,

Rio Alva

Fogo em Cantanhede


Um incêndio que deflagrou ontem no concelho de Cantanhede, consumindo uma área de pinhal
Pouco a pouco dissimuladamente, escondido atrás do mundial o flagelo dos incêndios volta a assolar o nosso país.
Certamente não vamos ter fogos como nos outros anos, até porque já pouco resta para arder. No entanto a filosofia de combate,centrasse mais nos meios disponíveis do que na prevenção, o que a meu ver é um erro, que tem custado caro ás populações e ao país.

segunda-feira, julho 03, 2006

Pediátrico a passos de bebé

O novo projecto de estruturas recebeu o aval do LNEC, pelo que já não existe qualquer impedimento técnico que justifique atrasos ou paragem da obra de construção do novo Hospital Pediátrico de Coimbra. Aguardam-se ordens e estudam-se fórmulas financeiras.
Avançou-se com 9% da obra, quando deveria estar cumprido 30% do trabalho. A água que brotava na Quinta das Sete Fontes foi uma desculpa para um ano de atrasos e um aumento significativo de trabalhos a mais e custos a pagar por erros e omissões.
Temo que agora vá começar a “brotar água" de Lisboa. O desgoverno tem mostrado uma total falta de interesse em investir no Distrito, e no particular da saúde com o representante do governo no Distrito a ser uma mera correia de transmissão dos erros deste executivo, mais aumentam as minhas dúvidas.
FONTE