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segunda-feira, abril 13, 2009

Petição pela Reparação do Órgão de Tubos do Mosteiro de Lorvão


A Freguesia de Lorvão – Concelho de Penacova, orgulha-se do seu imponente Mosteiro, cujas origens remontam ao Séc. VI. Trata-se de um Monumento Nacional, assim classificado desde 1910.
O Mosteiro de Lorvão foi, ao longo da sua longa história, um reduto espiritual e o depositário de um vasto património artístico e cultural, de características únicas no panorama Nacional, inspirador, aliás, de uma singular maneira de viver das comunidades que se foram desenvolvendo fora da cerca monástica, e que aí têm o seu núcleo identitário.
De todo o conjunto patrimonial, a par da harmoniosa Igreja, da belíssima grade do coro e do magnífico cadeiral, emerge o grandioso órgão de tubos, cujo restauro é uma das maiores aspirações dos habitantes da nossa Freguesia e Concelho.

De facto, desde 1992, ano em que foi adjudicado o seu restauro ao organeiro conimbricense Sr. António Simões e levados de Lorvão grande parte dos seus componentes, muitas têm sido as situações impeditivas de que o restauro do órgão se concretize.
O maior obstáculo surgiu com uma Acção Judicial que opôs o referido organeiro ao Estado, Acção que correu os seus trâmites nos Tribunais durante uns escandalosos 14 anos, tendo culminado, em 2006, com um acórdão do Supremo Tribunal de Justiça que deu provimento às razões invocadas pelo então IPPAR.
Terminado que foi o processo judicial, foram muitas as diligências levadas a cabo pela Junta de Freguesia de Lorvão, pela Câmara Municipal de Penacova e pela Associação Pró - Defesa do Mosteiro de Lorvão, para que tão valioso património artístico e cultural do nosso país fosse finalmente recuperado e colocado no seu local de origem, a fim de que a nossa comunidade e todos quantos nos visitam, nacionais e estrangeiros, o pudessem admirar.
É com grande tristeza que constatamos, que nada foi feito. O Estado, através do Ministério da Cultura, parece ter ignorado a importância para o país, e em especial para esta Freguesia, deste elemento exuberante da nossa herança cultural colectiva (trata-se do único órgão de duas fachadas da Península Ibérica). Não compreendemos como, volvidos quase 16 anos, o nosso Mosteiro, símbolo maior da nossa identidade, continua despido de um dos seus mais ricos elementos!

Assim, os abaixo signatários da presente petição, vêm exigir, em nome da preservação do património cultural nacional, o rápido restauro do órgão do Mosteiro de Lorvão.

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domingo, fevereiro 01, 2009

Órgão do mosteiro de Lorvão


Pelo que nos é dado a ler neste blogue o órgão do Mosteiro do Lorvão está envolto em polémica. Notamos por em todo este enredo, os traços habituais de um governo que continua a ser noticia pelas piores razões.

segunda-feira, dezembro 10, 2007

Esgotos no rio


Os esgotos da vila do Lorvão estão a desaguar, sem tratamento, numa ribeira afluente do Mondego. E é deste rio, em Coimbra, que é captada água destinada a milhares de consumidores. Mas a Águas do Mondego garante que não há riscos para a saúde pública. Na ribeira, a água corre límpida até ao exacto ponto onde um tubo descarrega águas residuais, dejectos humanos e restos de alimentos.
A poluição das águas é um tipo de poluição causado pelo lançamento de esgotos residenciais ou industriais não tratados em cursos de água (rios, lagos ou mares) ou ainda pelo lançamento de fertilizantes agrícolas, em quantidade demasiada alta que o corpo da água não pode absorver naturalmente. A poluição altera as características da água enquanto a contaminação pode afectar a saúde do consumidor da água. Assim uma água pode estar poluída sem estar contaminada. Quando a quantidade de lixo é maior do que a quantidade de depuração da água, dizemos que a água está poluída.
A solução que deve ser tomada a fim de evitar esses transtornos é tratar o esgoto produzido antes de lançá-lo nos rios ou mares, diminuindo assim a matéria orgânica, as substâncias tóxicas e os agentes patogénicos.
Infelizmente o sistema assina protocolos e acordos, mas na prática, tarda em ter unidades de tratamento em quantidade e qualidade suficientes.