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sábado, junho 20, 2009

A voz do povo é a voz de Deus


Do Freeport à câmara de Reguengos, passando pelas Câmaras de Setúbal e de Salvaterra de Magos. É caso para reformular o ditado popular, “No hospital e na cadeia todos lá temos uma telha, para “ Nos tachos e na corrupção todos os políticos do sistema lá estão”. Sim porque na cadeia estão eles isentos de ter telhas eles e todos os criminosos que todos os dias aterrorizam o nosso país. Para despenalizar o crime de colarinho branco o sistema teve de fazer cedências noutros crimes tendo o novo código resultado num brinde para toda a criminalidade. No caso Freeeport, como nas F25, como no caso Casa Pia, só alguns bodes expiatórios vão ser condenados, os poderosos vão ficar de fora como é habitual neste país.
O PNR tem alertado para toda esta onde de criminalidade de corrupção e para a sua impunidade. Dizemos alto o que o povo pensa baixinho, pois a repressão cada vez mais se faz sentir, sobre os que têm a coragem de dizer as verdades. Hoje as policias politicas do sistema, os comissários políticos bem colocados nos centros de decisão, exercem uma forte fiscalização sobre pessoas e empresas pelo que dizer a verdade, pode significar a perca de emprego ou negocia para quem ousou abrir a boca. Argumentarão os defensores da partidocracia que no tempo da outra senhora era igual e nós dizemos que para melhor está bem, está para pior já basta assim. Os erros que se cometiam no passado não foram corrigidos antes pelo contrario e nalguns situação até pioraram, se acrescentarmos que nalguns aspectos a nossa vida até sofreu um grande retrocesso, chegaremos rapidamente à triste conclusão que o sistema apesar de muito prometer na esmagadora maioria dos casos não nos trouxe melhorias, antes pelo contrário.

quinta-feira, fevereiro 26, 2009

Para memoria futura

Paula Lourenço, advogada de Manuel Pedro e de Charles Smith, dois dos arguidos do processo Freeport, é amiga de José Sócrates e do seu pai, o arquitecto Fernando Pinto de Sousa. Além disso, a advogada, que defendeu José Braga Gonçalves no caso da Universidade Moderna, é também a defensora de Carlos Santos Silva, um empresário muito conhecido da Cova da Beira, também amigo de longa data de José Sócrates.
Carlos Santos Silva era proprietário da empresa Conegil, que participou no consórcio vencedor da construção e exploração de uma Estação de Tratamento de Resíduos Sólidos promovido pela Associação de Municípios da região. Este concurso deu origem a um processo que está agora à espera da marcação da data de julgamento na Boa-Hora. Um dos arguidos é Horácio Luís de Carvalho, proprietário da empresa HCL, que adquiriu uma parte do capital da empresa de Carlos Santos Silva , mas que o manteve à frente da Conegil.
Outro dos arguidos é António José Morais, também amigo de José Sócrates e professor de quatro das cinco cadeiras feitas pelo primeiro-ministro na Universidade Independente. António Morais está acusado dos crimes de corrupção passiva para a prática de acto ilícito e de branqueamento de capitais. Horácio Luís de Carvalho é acusado de crimes de corrupção activa e branqueamento de capitais.
Paula Lourenço é ainda a advogada da empresa J. Sá Couto, que está a produzir os célebres computadores 'Magalhães' para os alunos portugueses.