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sábado, abril 14, 2012

Dia 1º de Maio | PNR em Setúbal



O PNR escolheu a cidade de Setúbal para celebrar este ano o 1º de Maio, data esta, que não pode nem deve ser sectária, mas antes Nacional, já que abrange e potencia quer o factor capital, quer o factor trabalho, indissociáveis por natureza.

Os Nacionalistas não fazendo distinções entre os diversos agentes do trabalho e da produção nacional – todos eles imprescindíveis – valorizam ambos como um todo e repudiam a luta de classes, que fragiliza a sociedade e enfraquece a Nação.

Por isso celebramos nesta data o “Dia do Trabalho Nacional” – bem tão escasso nestes tempos – e com ele a justiça social, já que são prioridades nacionalistas.

Assim, pelas 16:00 horas, em Setúbal, com concentração na Av. Luísa Todi, em frente à “Clínica Moderna”, realiza-se um desfile comemorativo do “Dia do Trabalho Nacional”, terminando com breves palavras alusivas à celebração por parte do dirigente do PNR-Setúbal e do Presidente do PNR.

Contamos com a presença de todos aqueles que, repudiando as políticas de destruição nacional que se têm vindo a praticar, esperam na solução Nacionalista para Portugal e desejam ver um PNR mais forte.

quinta-feira, setembro 29, 2011

Co-incineração - Manifestação em Coimbra "contra decisões judiciais"



Contrariamente ao esperado a manifestação teve muito pouca participação. As causas podem ser certamente encontradas num certo baixar dos braços numa luta longa e dura, numa certa desinformação sobre esta questão e no abandono do barco por parte dos partidos políticos do sistema que tendo já retirado os dividendos políticos, tendo já feito o folclore mediático do costume abandonam agora a causa.
Os nacionalistas disseram presente e não vai deixar de lutar, juntamente com as Associações de Cidadãos e com os grupos ambientalistas para por fim a uma das birrinhas politicas do Sr. Sócrates.
Nós somos contra a co-incineração e contra a incineração de resíduos industrias perigosos (RIP).
De acordo com os actuais conhecimentos científicos, a emissão de dioxinas, furanos, metais pesados, partículas e outros compostos tóxicos, mesmo em quantidades mínimas, constituem factores de risco muito importantes.
Esta perigosidade deve-se à «elevada toxicidade, à tendência bio-acumulativa e à dificuldade e/ou impossibilidade de biodegradação natural» dos produtos libertados. As doenças susceptíveis de surgir devido à libertação dos produtos nocivos vão desde o cancro às perturbações comportamentais, passando pela infertilidade e agravamento de situações patológicas já existentes na comunidade.
Um quadro tanto mais negro quanto se está a lidar com entidades com bem poucas preocupações ambientais, a Secil e a Cimpor não têm sido empresas idónias e respeitadoras das populações e da defesa do meio ambiente.
Esta insistência na co-incineração inviabiliza regeneração e reciclagem de resíduos, e não estimula as indústrias a reduzirem a produção de RIP's, promovendo tecnologias de substituição, medidas que, no seu conjunto, poderão reduzir a mais de metade os lixos a submeter a outras formas de valorização, nomeadamente tratamento térmico e eventual co-incineração como última solução. Este é o caminho que é correcto defender.
O antigo processo civilizacional urbano industrial, que a humanidade construiu sobretudo a partir do séc. XIX, tem a ver com uma cosmovisão maquinista do mundo e uma lógica linear que preside a esse ponto de vista.
No final do séc. XX, a cosmovisão foi-se alterando. O esgotamento dos bens naturais e das energias fósseis, o uso de materiais não recicláveis e tóxicos, revelou o carácter auto destrutivo deste paradigma.
Uma nova cosmovisão ecosistémica e uma ecotécnica, permitem encontrar fundamentos alternativos para este "modelo" esgotável, esgotante e esgotado.
Reduzir os resíduos, reutilizar objectos produzidos, reciclar e utilizar energias renováveis, possibilitam repensar o processo produtivo e encarar um desenvolvimento ecologicamente sustentado e valorizando a associação e a cooperação entre produtores, consumidores.
Nós nacionalistas porque defensores da terra e do bem estar social e da qualidade de vida não nos revemos neste sistema que tudo submete ao lucro, pondo mesmo em causa a nossa continuidade e a continuidade do planeta.
A força da razão vai ser superior à razão da força.

segunda-feira, dezembro 28, 2009

Partidos do sistema


É o volte-face definitivo na polémica: depois de o Supremo Tribunal Administrativo ter dado luz verde, há duas semanas, ao processo de co-incineração, o Bloco de Esquerda entregou uma proposta para voltar a suspender o projecto na Assembleia da República. Mas o pré-anúncio de mais uma "coligação negativa" foi precipitado. É que, desta vez, o PSD não alinha na votação e acaba, assim, por dar luz verde definitiva ao processo, oito anos depois de a polémica ter começado.
O projecto de lei do Bloco parecia ter uma ameaça real. É que o CDS prepara--se para fazer o mesmo no início do ano, o PCP já o tinha feito em 2006 e até o PSD sempre foi contra um processo que atribui a "uma teimosia de Sócrates". Porém, enquanto CDS e BE continuam firmes na defesa da suspensão, o PSD saiu de cena e o próprio PCP tem dúvidas sobre o caminho a seguir.
Quando li esta noticia ainda me belisquei para ver se não esta a sonhar, mas tudo nos leva crer que PSD e pelos vistos o PCP, viraram a casaca. Nada de estranho são partidos do sistema e actuam em função dos seus interesses partidários e da sua clientela política e nunca pelos interesses do povo e do ambiente.
Resta saber qual ai ser a posição dos deputados destes partidos eleitos pelos círculos de Coimbra e Setúbal.

terça-feira, dezembro 08, 2009

Co-incineração de resíduos industriais perigosos em Souselas poderá ser retomada


A co-incineração de resíduos industriais perigosos em Souselas pode ser retomada, de acordo com a decisão do Supremo Tribunal Administrativo (STA), que faz prevalecer a sentença do Tribunal Administrativo e Fiscal de Coimbra.
Na próxima quinta-feira pelas 12.30 o grupo de cidadãos conimbricenses que se opõe à co-incineração dará uma conferência de imprensa no Hotel D. Luís onde comentará esta decisão do STA.
No entanto sabemos que a co-incineração tem os dias contados, uma vez que contactados todos os grupos parlamentares, ficou prometido que o assunto iria ser debatido na A.R. Como é sabido toda a oposição e muitos socialistas opõem-se a este sistema de queima de resíduos, porque sabem que ele é prejudicial à saúde e ao meio ambiente e porque contrariamente ao que diz o governo e o lobby das cimenteiras existem outras alternativas mais eficazes e que não lançam substancias poluentes para atmosfera. Souselas, Coimbra e por arrastamento, toda a zona de Outão vão poder dentro em breve respirar de alivio e muito melhor.

quarta-feira, agosto 19, 2009

Trabalhadores em luta


Crise no porto de Aveiro pode alastrar a outros portos nacionais
A crise laboral no porto de Aveiro poderá alastrar a outros portos nacionais com "formas de greve que podem vir a ser decretadas", disse hoje à Lusa o advogado da Fesmarpor, a confederação dos sindicatos marítimos e portuários.

A Fesmarpor congrega também os sindicatos dos trabalhadores portuários de Lisboa, Setúbal, Figueira da Foz e Viana do Castelo, além de Aveiro, estes na terceira semana de greve em protesto contra o não pagamento do subsídio de férias por parte da Empresa de Trabalho Portuário de Aveiro, a empresa de mão-de-obra portuária.

A Fesmarpor salienta que, "se é verdade que [a greve pode acarretar] prejuízos diários de 500 mil euros no porto de Aveiro, não é menos verdade que apenas uma terça parte do prejuízo de um só dia de greve chegaria para pagar a todos os trabalhadores portuários o montante do subsídio de férias".

Num país onde se praticam salários de miséria é revoltante que não se paguem os ordenados a tempo e horas.

Muitas empresas estão a aproveitar a crise para arranjar formas de fechar ou no mínimo despedir funcionários ou pressioná-los a despedirem-se, para depois poderem contratar por mais baixos salários.

sábado, junho 20, 2009

A voz do povo é a voz de Deus


Do Freeport à câmara de Reguengos, passando pelas Câmaras de Setúbal e de Salvaterra de Magos. É caso para reformular o ditado popular, “No hospital e na cadeia todos lá temos uma telha, para “ Nos tachos e na corrupção todos os políticos do sistema lá estão”. Sim porque na cadeia estão eles isentos de ter telhas eles e todos os criminosos que todos os dias aterrorizam o nosso país. Para despenalizar o crime de colarinho branco o sistema teve de fazer cedências noutros crimes tendo o novo código resultado num brinde para toda a criminalidade. No caso Freeeport, como nas F25, como no caso Casa Pia, só alguns bodes expiatórios vão ser condenados, os poderosos vão ficar de fora como é habitual neste país.
O PNR tem alertado para toda esta onde de criminalidade de corrupção e para a sua impunidade. Dizemos alto o que o povo pensa baixinho, pois a repressão cada vez mais se faz sentir, sobre os que têm a coragem de dizer as verdades. Hoje as policias politicas do sistema, os comissários políticos bem colocados nos centros de decisão, exercem uma forte fiscalização sobre pessoas e empresas pelo que dizer a verdade, pode significar a perca de emprego ou negocia para quem ousou abrir a boca. Argumentarão os defensores da partidocracia que no tempo da outra senhora era igual e nós dizemos que para melhor está bem, está para pior já basta assim. Os erros que se cometiam no passado não foram corrigidos antes pelo contrario e nalguns situação até pioraram, se acrescentarmos que nalguns aspectos a nossa vida até sofreu um grande retrocesso, chegaremos rapidamente à triste conclusão que o sistema apesar de muito prometer na esmagadora maioria dos casos não nos trouxe melhorias, antes pelo contrário.

sexta-feira, maio 08, 2009

Ontem na Quinta do Mocho, hoje no Bairro da Bela Vista, amanhã num local perto de si


A imigração descontrolada, os Bairros “Sociais”, a impunidade com que actuam os criminosos. A explicação não está na crise, porque caso contrario teríamos já um estado de guerra civil generalizada, porque muitos portugueses também perderam os seus empregos e não têm casas de borla nem vivem de subsídios. Estes bairros são covis de gangues organizados, na maioria formados por estrangeiros. O sistema esconde a verdade porque algum subempreiteiro, que contribuiu para a campanha eleitoral de algum partido precisa com urgência de mão-de-obra barata.
Casos como o da Bairro da Bela Vista, vão suceder-se e só é possível para-los com um forte apoio ao PNR, o único partido que tem coragem para dizer a verdade e tem soluções para a crise e para a criminalidade.
Este tipo de episódios lembra os que se sucedem nos bairros problemáticos americanos, nada que nos admire, pois a Europa copia a todo o gás o modelo do imperialismo sionista americano.

segunda-feira, maio 04, 2009

Setúbal | Almoço-convívio e tarde de activismo


Terá lugar um almoço-convívio no Domingo dia 17 de Maio, às 13.30 horas, em Setúbal.
O almoço está aberto a todos os militantes e simpatizantes do distrito bem como aos de outros locais que resolverem ajudar-nos com a sua presença.
Depois do almoço será feita uma distribuição de panfletos na cidade.
Estarão presentes, o Presidente do PNR, José Pinto Coelho e outros dirigentes do PNR.
Inscrições | email : ce@pnr.pt | telemóvel: 96 437 82 25

quinta-feira, outubro 30, 2008

Co-incineração – Entrega de recurso


Ao contrário do que tem sucedido no Tribunal Administrativo e Fiscal de Almada em que tem estado pressentes as Senhoras e Senhor Presidentes das Câmaras Municipais de Setúbal, Sesimbra e Palmela cada vez que se trata da instauração de uma nova acção contra a co-incineração de resíduos industriais perigosos, enchendo-se os auditórios na cidade de Setúbal cada vez que o tema é trazido à discussão pública, já em Coimbra a situação tem sido completamente diferente, vendo-se o Dr. Castanheira Barros compelido a maior parte das vezes em que se tratou de interpor acções, apresentar recursos ou organizar colóquios sobre a co-incineração de RIP's a fazê-lo sozinho.
Embora a co-incineração seja um bom exemplo de luta cívica e de excepcional mobilização dos intelectuais de Coimbra e a prova disso é o facto de termos 7 professores catedráticos (6 dos quais de Coimbra) a apoiar-nos, o certo é que existem momentos em que é preciso dar a cara publicamente por esta causa.
Na próxima sexta-feira pelas 13.30, saibamos comparecer em peso no Tribunal Administrativo de Coimbra no momento da entrega do Recurso dirigido ao Tribunal Central Administrativo - Norte .

segunda-feira, setembro 29, 2008

Aqui se vê a força do PC


Bonde dos Caxabaxa ou Bonde dos Mete Bala. Os nomes são sugestivos. Os grupos assumem-se como representantes do PCC (Primeiro Comando da Capital), organização criminosa brasileira responsável por vários motins nas cadeias.

Na Costa de Caparica, Margem do Sul, às portas de Lisboa, encontram-se brasileiros pertencentes ao gang. São jovens e, tal como os membros do Primeiro Comando Português, com ‘sede’ em Setúbal, conversam na internet, onde apregoam os seus ideais de violência.

quarta-feira, setembro 17, 2008

Co-incineração: "Resolução fundamentada" permite à Secil reiniciar queima de resíduos perigosos na Arrábida


O Ministério do Ambiente entregou hoje no Tribunal Administrativo e Fiscal de Almada uma "resolução fundamentada" que anula o efeito suspensivo de uma terceira acção cautelar das Câmaras de Palmela, Sesimbra e Setúbal contra a co-incineração de resíduos perigosos.

Este governo é perito em por na boca dos portugueses aquilo que ele entende que é bom para os seus interesses partidários ou para a sua base de apoio.
O interesses publico desta resolução confina-se ao loby do cimento e pouco mais, que de facto é cada vez mais o publico que o Partido “Socialista” serve.
O facto de o co-incineração ter sido aprovada por uma comissão “independente” isso não permite ao governo nem às cimenteiras fazer tábua rasa da lei em vigor.
Estranhamos também que o executivo governamental evoque directivas de Bruxelas, para defender a queima de resíduos nas cimenteiras e se esqueça de dizer o Protocolo de Oslo a que aderiu, tem nos seus princípios que a co-incineração é uma prática a abandonar.
Também e à falta de melhor argumentação vem sempre a terreiro uma medição feita num dia. Também não esclarece o governo que o controle das emissões está a cargo das cimenteiras e que por ao lobo a guardar as ovelhas é no mínimo arriscado.

segunda-feira, setembro 15, 2008

Co-incineração: Tribunal de Almada admite aceitar uma 3ª acção cautelar


O Tribunal Administrativo e Fiscal de Almada admite aceitar uma terceira acção cautelar das Câmaras de Setúbal, Palmela e Sesimbra, que suspende a co-incineração de resíduos perigosos na cimenteira do Outão.

Se assim acontecer, o Ministério do Ambiente já fez saber que vai recorrer através de uma "resolução fundamentada". A Secil não faz para já qualquer comentário à suspensão da co-incineração na cimenteira do Outão.

sexta-feira, agosto 29, 2008

Setúbal, Sesimbra e Palmela interpõem nova acção cautelar para impedir queima de resíduos na Arrábida


Os municípios de Setúbal, Sesimbra e Palmela apresentaram no Tribunal Administrativo de Almada uma acção para suspender a Declaração de Impacte Ambiental, alegando ser “condicionalmente favorável” à co-incineração de resíduos industriais perigosos no Outão, na no Parque Natural da Serra da Arrábida, contestada pelas autarquias.

Em declarações hoje à Lusa, o advogado Castanheira Barros, que representa as três autarquias, adiantou que os municípios decidiram apresentar ontem uma nova acção cautelar, no Tribunal Administrativo e Fiscal de Almada, por consideraram que a Declaração de Impacte Ambiental (DIA) proferida no final de Maio pelo secretário de Estado do Ambiente, Humberto Rosa, “não faz sentido” e deve ser “suspensa”.

O advogado explicou que o facto de a DIA ser “condicionalmente favorável” significa que está sujeita ao cumprimento de determinadas condições impostas na Declaração de Impacte Ambiental e nas três licenças (ambiental, de instalação e de exploração) concedidas à Secil em 2006.

Castanheira Barros adiantou que, entre outras condições, impõem-se algumas medidas de minimização que visam minorar os eventuais efeitos nocivos da co-incineração.

“Entendemos que, não obstante a Declaração de Impacto Ambiental ser condicionada, ela não faz sentido e deve ser suspensa porque da co-incineração de resíduos perigosos resultam graves danos para a saúde pública, para a fauna e flora”, sublinhou.

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sábado, agosto 09, 2008

Ditadura sobre o proletariado


Um desfile em cuecas, em sinal de protesto, não está para já em cima da mesa. Mas em alternativa a greve de fome será decidida na próxima quinta-feira, dia 14. O porta-voz da Comissão de Trabalhadores da Câmara de Setúbal, Tolentino Sardo, afirmou ontem ao Correio da Manhã que está disponível para fazer greve de fome junto à autarquia liderada por Maria das Dores Meira (CDU).
No centro da polémica está a transferência de funcionários de serviços dentro da Câmara e o sistema de avaliação dos funcionários. A autarquia tem garantido que o processo de mobilidade interna é pacífico, mas o porta-voz da Comissão de Trabalhadores discorda. A Comissão, aliás, emitiu um comunicado no dia 21 de Julho, acusando a autarquia de "terrorismo psicológico".
O anterior presidente da Câmara, foi substituído devo a suspeitas de corrupção, agora rebenta mais um escândalo numa câmara comunista. Terrorismo psicológico esta na agenda de qualquer marxista, que o digam os trabalhadores da antiga União Soviética ou da “olímpica” China.

sexta-feira, maio 09, 2008

Co-incineração: Advogado autarquias de Palmela, Sesimbra e Setúbal acusa Ministério Economia de dualidade de critérios


Setúbal, 09 Mai (Lusa) - O advogado das Câmaras de Palmela, Sesimbra e Setúbal acusou hoje o Ministério da Economia de ter dispensado a cimenteira da Secil, no Outão, de uma licença para a queima de resíduos que exigiu à cimenteira de Souselas.

"O Ministério da Economia, através da sua Direcção Regional do Centro, exigiu à Cimpor que pagasse uma taxa de cerca de 5.000 euros para o licenciamento industrial de alteração para aquela empresa poder passar a co-incinerar resíduos perigosos em Souselas", afirma Castanheira Barros em carta dirigida à Agência Lusa.

"Já quanto ao Outão foi outro o procedimento do Ministério da Economia, pois não exigiu à Secil um tal licenciamento para a co-incineração de resíduos perigosos naquela localidade", acrescentou o causídico.

Castanheira Barros adianta que já entregou no Tribunal Administrativo e Fiscal (TAF) de Almada um documento relativo ao licenciamento industrial de alteração da fábrica de Souselas da Cimpor para a co-incineração de resíduos perigosos, que "comprova que é obrigatório o licenciamento industrial para aquela queima de resíduos".

"O documento que agora descobri, ao consultar o processo administrativo remetido pela Agência Portuguesa do Ambiente para o TAF de Coimbra, vem ao encontro da tese que venho defendendo desde há dois anos em todos os processos em que sou advogado e co-autor, de que é obrigatório o prévio licenciamento industrial para a co-incineração de resíduos perigosos, o que sempre foi negado por ambas as cimenteiras", sustenta o advogado das autarquias de Setúbal, Palmela e Sesimbra.

Castanheira Barros recorda ainda que, para as cimenteiras, "a co-incineração consiste numa simples substituição do combustível tradicional por resíduos e não numa nova actividade de gestão de resíduos sujeita a licenciamento industrial" .

Contactado pela Agência Lusa sobre a alegada dualidade de critérios em causa, o Ministério da Economia não fez qualquer comentário até ao momento.

Além das críticas à alegada diferença de critérios no licenciamento da co-incineração de resíduos perigosos nas cimenteiras de Souselas e do Outão, o advogado garante que também há contradições em dois acórdãos do Supremo Tribunal Administrativo (STA), um sobre Souselas e outro sobre o Outão.

"Outra crucial contradição é a que resulta dos Acórdãos proferidos pelo Supremo Tribunal Administrativo em que foi considerado relativamente a Souselas que o despacho do ministro do Ambiente de dispensa da Avaliação de Impacte Ambiental (AIA) não podia continuar suspenso porque faltavam as licenças e em relação ao Outão porque já tinham sido concedidas as licenças", diz Castanheira Barros.

O advogado salienta ainda o facto de o juiz Madeira dos Santos, do STA, ter sido o relator dos dois acórdãos alegadamente contraditórios, um sobre Souselas de 31 de Outubro de 2007 e outro sobre o Outão de 10 de Janeiro de 2008.

No caso de Souselas o STA decidiu que o despacho ministerial de dispensa de AIA não era susceptível de causar dano na saúde pública ou no meio ambiente porque faltavam as licenças, logo não podia ser executado, referiu.

No Outão, como já tinham sido concedidas as licenças, o despacho ministerial já estava executado e, por isso, não seria possível proceder à suspensão de um acto administrativo executado.

A Lusa tentou falar com o juiz Madeira dos Santos, que informou, através de uma funcionária do STA, que "não faz declarações sobre o assunto e o que tinha a dizer está nos acórdãos".

quarta-feira, abril 09, 2008

Setúbal: AMRS promove protesto contra a co-incineração


A Associação de Municípios da Região de Setúbal (AMRS) vai entregar quinta-feira à Governadora Civil um documento contra a co-incineração de Resíduos Industriais Perigosos (RIP) na Arrábida, disse o seu presidente, Alfredo Monteiro.
«Vamos reafirmar que o nosso entendimento é profundamente contrário ao que tem sido a opção politica de avançar com a co-incineração», disse o edil, salientando que a posição do governo contraria as pretensões dos municípios da região, já que «é contra o que é fundamental fazer: preservar a Arrábida, património de enorme importância para a região e de valor nacional».

A iniciativa em causa «não é uma manifestação», declarou o responsável, adiantando que visa apenas «reafirmar a posição da AMRS». O protesto, marcado para as 17:00 horas de amanhã, não se destina a exercer qualquer forma de pressão sobre os tribunais, uma vez que as autarquias «não deixarão de respeitar as suas decisões».
«O que queremos é que os processos corram com a maior celeridade», reiterou Alfredo Monteiro, explicando que a concentração conta com a participação da Associação de Cidadãos pela Arrábida e Estuário do Sado e está integrada no programa de comemorações do Dia Municipal da Arrábida.

sexta-feira, fevereiro 22, 2008

COMUNICADO

Tendo acabado de tomar conhecimento de que a Cimpor iniciou as operações de co-incineração de resíduos perigosos em Souselas, cumpre-me comunicar a V. Ex.as que está já a ser preparada uma acção cautelar sob a forma de acção popular com vista à suspensão da eficácia dos licenciamentos concedidos à fábrica da Cimpor de Souselas para a co-incineração de resíduos perigosos.
Essa acção cautelar poderá vir a ser apresentada durante a próxima semana no Tribunal Administrativo e Fiscal de Coimbra pelo mesmo grupo de cidadãos que têm duas acções administrativas especiais, a correr naquele Tribunal.
Proceder à co-incineração de resíduos perigosos em cima da população de Souselas e às portas da cidade de Coimbra é uma barbaridade que vai custar caro à Cimpor .
A população do concelho de Coimbra em particular e os portugueses em geral devem demonstrar a sua indignação, manifestando-se contra mais esta investida do Governo e da Cimpor .

Recordo no passado dia 4 de Fevereiro foi interposta no Tribunal Administrativo e Fiscal de Almada pelos Municípios de Setúbal, Sesimbra e Palmela uma acção cautelar com objectivo idêntico relativamente ao Outão e que, contrariamente às noticias anteriormente publicadas, essa acção não só não foi rejeitada como está em curso, tendo hoje mesmo sido publicados editais nos jornais Correio da Manhã e Diário de Notícias a citar todos «quantos se sintam lesados com os actos que determinaram a emissão das licenças acima indicadas, para, querendo e no prazo de dez dias… intervirem a título principal no presente processo».
Isto acontece quando as acções cautelares assumem a forma de acção popular.
Também a acção cautelar que se destina a ser apresentada no TAF de Coimbra irá implicar a publicação de editais para permitir, a quem estiver interessado, intervir nessa acção.

Está projectada a marcação de sessões de esclarecimento abertas ao público para Souselas/ Coimbra e Setúbal durante a próxima semana em locais a indicar, destinadas a expor as razões da necessidade de criação de uma Frente Unitária contra a co-incineração de resíduos perigosos.

Com os melhores cumprimentos: Castanheira Barros