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terça-feira, dezembro 16, 2008

40% da população portuguesa seria pobre se vivessem apenas do trabalho

Em 2006, 18% da população portuguesa vivia no limiar da pobreza, isto é, quase um quinto dos portugueses adultos recebe até 4544 euros por ano, cerca de 379 euros por mês.

A pobreza afecta sobretudo o grupo

A pobreza afecta sobretudo o grupo dos idosos, onde a taxa de risco de pobreza sobe para 26%, revela hoje o Inquérito às Condições de Vida e Rendimento do Instituto Nacional de Estatística (INE), realizado em 2007, incidindo sobre os rendimentos de 2006. Também os menores registavam uma taxa de pobreza superior à média nacional, estimando-se que 21% das pessoas com idade inferior a 18 anos se encontravam em risco de pobreza.

De acordo com o mesmo inquérito, as famílias constituídas por um adulto e crianças, os idosos a viver sós e as famílias com três ou mais crianças são os grupos com as taxas de risco de pobreza mais elevadas, respectivamente com 34%, 37% e 43%, bastante superiores à média nacional de 18%. Ao contrário, os agregados constituídos por três ou mais adultos sem crianças dependentes e por dois adultos com uma criança registavam as taxas de risco de pobreza mais baixas, respectivamente 9% e 12%.

Se a taxa de risco de pobreza fosse calculada apenas tendo em conta os rendimentos do trabalho e transferências privadas, ou seja, excluindo os subsídios e prestações sociais, 40% da população portuguesa estaria em risco de pobreza. Os rendimentos provenientes de pensões de reforma e sobrevivência resultaram num decréscimo de 16 pontos percentuais na percentagem de indivíduos em risco de pobreza, observando-se uma taxa de risco de pobreza após pensões, e antes de transferências sociais, de 24% (25% no ano anterior e 26%, de acordo com o inquérito de 2005).

De acordo com o mesmo inquérito, o rendimento monetário líquido equivalente dos 20% da população com maiores recursos correspondia a 6,5 vezes o rendimento dos 20% da população com mais baixos recursos (com valores de 6,8 no ano anterior e 6,9 de acordo com os inquéritos realizados em 2005 e 2004).

Verifica-se igualmente uma redução no Coeficiente de Gini de 38% para 37%. Este indicador exprime a desigualdade na distribuição do rendimento, assumindo valores entre 0 (quando todo o rendimento se concentra num único indivíduo).

FONTE

quarta-feira, fevereiro 06, 2008

CASTELO BRANCO - Pobreza encapotada nos bairros da cidade


O DIÁRIO AS BEIRAS fez uma ronda pelas associações dos bairros de Castelo Branco e verificou que existem vários focos de pobreza. Os dirigentes reconhecem o problema.
Os pobres existem! E estão em toda parte. É preciso dar-se conta da existência deles. A expressão “os pobres” provoca, nos países ricos, o mesmo efeito que nos antigos romanos provocava a expressão “os bárbaros”: confusão, pânico. Eles empenhavam-se em construir muralhas e enviar exércitos para as fronteiras para vigiá-los; o sistema faz a mesma coisa de outro modo. Entretanto, a história mostra que tudo isso é inútil.
A pobreza está aí e é impossível esconde-la porque por cada fabrica que fecha por cada supranumerário, por cada despedimento, por cada salário de miséria o numero aumenta.
As profundas desigualdades na distribuição da riqueza no nosso país atingiram actualmente proporções verdadeiramente chocantes.
Não basta aos governos distribuírem comida ou o rendimento mínimo, a caridadezinha tem de acabar. Necessitamos de um politica de emprego mais eficaz, de salários mais justos enfim de uma verdadeira politica social, a meta pobreza zero é possível.