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domingo, março 14, 2010

Feira do Bolo de Ançã


A Feira do Bolo de Ançã decorrerá no dia 21 de Março, das 10 horas às 18 horas, na Vila de Ançã, concelho de Cantanhede.
Este evento pretende homenagear uma tradição secular que se reflecte na vida quotidiana da vila histórica. Trata-se de uma iniciativa que pretende divulgar e valorizar o carácter genuíno desta especialidade regional, servindo também para preservar o uso das técnicas tradicionais na confecção das suas três versões conhecidas: o Bolo Fino, o Bolo de Cornos e o Bolo de Ovos.

Num ambiente de festa onde não falta animação musical, o certame desenrola-se no Terreiro do Paço, onde cada boleira expõe a peculiaridade do seu modo de fazer o Bolo de Ançã, sujeitando-se à apreciação do júri que qualifica a melhor produção em cada edição.

sexta-feira, março 05, 2010

30 Espanhóis suspeitos de burlas e extorsões a empresários portugueses


Um grupo de espanhóis foi ontem interceptado pela GNR de Cantanhede, suspeitos de serem os autores de diversos crimes de burla e extorsão
um pouco por todo o país, de acordo com o que o Diário de Coimbra apurou junto de fonte policial. Este grupo terá, agora, escolhido Cantanhede para atacar, mas acabou por ser descoberto pelo empresário que escolheram para burlar, denunciando-o à GNR que, poucos minutos depois, o interceptou.
Não escreve o jornal, mas denunciamos nós. Os espanhóis são de etnia cigana. Os nacionalistas não temem a verdade, nem encobrem ou beneficiam etnias.
Estes “espanhóis” viajam por todo o país e acampam onde bem entendem, o que só por si já constitui uma irregularidade, mas como são “espanhóis” gozam de alguns privilégios que os comuns dos mortais não. Caso a lei fosse igual para todos, já tinham sido corridos do nosso país e muita boa gente não teria sido vigarizada.

quarta-feira, dezembro 16, 2009

60 Casos pontuais


Todos os dias rouba um automóvel. Ou quase. No domingo, abalroou um carro- -patrulha da PSP e pôs-se em fuga. Ontem foi a vez de uma viatura da GNR ficar danificada, após mais uma perseguição mal sucedida.
Segundo as estatísticas já são para cima de sessenta o s carros roubados, cada vez que é presente a tribunal sai em liberdade graças às leis feitas pelos políticos do sistema.
Agora se fizer um roubo na baixa de Coimbra, poderá ser visto ao vivo e a cores nas televisões do sistema. Um imenso Big Brother montado a pretexto da criminalidade, mas cujo fim principal é vigiar o povo, isto é controlar movimentos que possam pôr em causa o sistema.
este sistema estes políticos nunca vão combater a criminalidade, porque bem guardados nos seus condomínios de luxo não sentem os efeitos nefastas daquilo que nos tentam impingir.

sábado, outubro 31, 2009

CANTANHEDE - Tribunal condenou dois jovens por roubo em Ançã


Apesar do longo cadastro e reincidências no mundo do crime, quer de P. Gonçalves, 24 anos como de H. Filipe, de 20 anos, o colectivo do Tribunal de Cantanhede aplicou a ambos penas relativamente leves pelo crime que ambos praticaram em co-autoria em 13 de Novembro de 2008, em Ançã, que consistiu no roubo de dois telemóveis e uma carteira com dinheiro a Pedro Miguel, com uso de violência.
Este tipo de penas que o Código “Casa Pia “ possibilita, longe de combaterem a criminalidade, só a incentivam e contribuem para aumentar o clima de insegurança.
Para os criminosos, a sistema tenta encontrar toda a espécie de desculpas de segundas oportunidades, para as vitimas o sistema enfia a cabeça na areia.
A Justiça constitui, porventura, a mais nobre função do Estado. Seria impensável imaginar há alguns anos a situação extrema de degradação a que chegou a Justiça em Portugal. O diagnóstico que fazemos diz-nos que estamos hoje perante uma moderna forma de totalitarismo, que vai avançando em surdina, e que tem construído a Justiça sob o desígnio de interesses obscuros e contrários ao interesse Nacional. A Justiça é hoje responsável, em grande parte, pelo atraso económico do país. Os processos não avançam, os julgamentos demoram anos, e muitos casos, quase sempre relacionados com políticos, nem chegam a sair da gaveta. Entendemos necessária uma reforma no sector da Justiça. Não tanto orgânica, como tem sido discutido pelos tecnocratas, mas sobretudo a nível de transparência, agilização de processos, e na "limpeza" que é urgente e necessária efectuar em vários sectores da sociedade, a começar pela própria Justiça.

quarta-feira, agosto 12, 2009

Furta carros em Coimbra para ir roubar gasóleo


Reincidente e com pena suspensa, jovem suspeito terá furtado mais de 20 automóveis
ao longo dos últimos dois meses no parque de estacionamento junto à Estação Velha
.
Mais um exemplo do clima de impunidade, que não nos cansamos nem cansaremos de denunciar.
Os nacionalistas e o seu partido o PNR são os únicos que não alinhando com o politicamente correcto vão gritando as verdades aos quatro ventos e só votando PNR nas próximas eleições é possível acabar com a criminalidade que o sistema não combate e que parece nos estar a impingir, como normal. Para podermos receber os subsídios de Bruxelas que só beneficiam meia dúzia de privilegiados temos que aceitar de bom grado a criminalidade, a imigração descontrolada, a legalização do aborto, a liberalização da droga, os atentados ao ambiente, os baixos salários, o desemprego, etc., etc. Já é tempo de dizer basta. Os nacionalistas há muito tempo que o dizem, junte-se a nós e diga-o bem alto também.

domingo, fevereiro 15, 2009

Como combater a criminalidade


“Gang” suspeito de vários assaltos, roubos e furtos detido pela GNR, esteve a ser ouvido sexta-feira e ontem no Tribunal de Cantanhede. Juíza soltou os suspeitos
Os quatro indivíduos que foram detidos em flagrante na madrugada de sexta-feira na localidade de Zambujal, freguesia de Cadima, por uma brigada do Núcleo de Investigação Criminal do destacamento de Cantanhede da GNR, foram ontem postos em liberdade pela juíza de instrução criminal do Tribunal de Cantanhede, onde foram interrogados. Os quatro suspeitos, com idades que oscilam entre os 18 e 34 anos, referenciados pelas autoridades pela prática de variados roubos e assaltos na região de Cantanhede, que actuam em “gang” e cujo “cabecilha” tem residência em Ançã, tinham assaltado por arrombamento da porta, na madrugada de quinta-feira passada, um café na localidade de Granja de Ançã, mas são também são referenciados pela autoria de inúmeros outros assaltos a estabelecimentos e furto de veículos, nomeadamente o que conduziam na altura em que foram detidos pelos investigadores do NIC. Aos alegados crimes que lhe são imputados, acresce o facto de o condutor não estar habilitado para o fazer, aumentando, assim, o rol de crimes que alegadamente terá praticado.
Mudem-se as leis ou mudem-se os magistrados, esta impunidade, estes incentivos velados à criminalidade têm que acabar.

FONTE

sábado, janeiro 24, 2009

Nada de alarmante


Militares da GNR ainda dispararam dois tiros para o ar, mas os fugitivos não se intimidaram e escaparam às autoridades

Menos de 24 horas depois de ter sido presente a um juiz do Tribunal de Instrução Criminal de Coimbra, o indivíduo que protagonizou uma fuga com perseguição policial em Ançã esta quarta-feira, provocando um acidente que feriu uma condutora e que redundou na sua detenção na EN 111, volta a ser o principal protagonista de cena idêntica. Desta vez em ruas de Cantanhede e aldeias limítrofes, sempre em alta velocidade, bem à maneira “dos “triller´s de Hollywood”. Ontem, bem cedo, ainda não eram 07h30 da manhã, uma patrulha da GNR detecta um veículo de marca Honda estacionado no Largo Pedro Teixeira, no centro da cidade, com dois homens no seu interior, que levantaram suspeitas.
Na abordagem policial, o indivíduo que estava ao volante nem deu tempo ao agente de articular qualquer palavra. Põe o motor do carro a trabalhar e arranca a grande velocidade em direcção à Rua 5 de Outubro. O militar da GNR não teve dúvidas: o condutor era o mesmo da perseguição policial dois dias antes, em Ançã. O outro indivíduo, alegadamente, é um suspeito com residência em Ançã que faz parte do “gang”, que inclui uma rapariga de Cantanhede, referenciado pelas autoridades pela autoria de vários crimes e ao consumo de drogas.
Perante a fuga, os dois agentes da GNR, que usavam na sua missão de patrulhamento rotineiro um jipe Mitsubishi caracterizado não hesitaram. Encetam uma perseguição aos suspeitos que seguem em direcção ao bairro de S. João, várias ruas do centro da cidade, em direcção à rotunda da Jovimota, de acesso à EN 234-1.
O motor do Honda, roubado no dia 18 deste mês em Leiria, “roncava” e chamava a atenção de automobilistas e camionistas que se cruzavam com os fugitivos. O jipe da GNR (novo) acompanhava a pouca distância a “marcha infernal” dos suspeitos.
As tentativas dos agentes em convencer os suspeitos a parar não resultaram. Na EN 234, no sentido Cantanhede-Mira, a velocidade aumentou. Os agentes, via rádio, solicitaram apoio de outra patrulha que estava no exterior. Precisamente na zona para onde os fugitivos se dirigiam (em direcção a Mira).

Condução suicida
Na tentativa de “trocar as voltas” aos perseguidores, saem da EN 234 e entram na aldeia de Varziela, de ruas estreitas e em labirinto, com vários cruzamentos, continuando a praticar uma condução «suicida». Daqui seguem para outra localidade vizinha (Franciscas). Foi então que os agentes decidiram disparar dois tiros para o ar, intimidando os fugitivos, mas nem isso os fez parar. A perseguição continuou, agora novamente na EN 234. A segunda patrulha cruzou com o carro fugitivo, mas devido ao trânsito que já se notava nesta estrada, não pôde interceptar o veículo. Trânsito que acabou por dificultar a marcha do Mitsubishi dos agentes, cujo condutor não quis arriscar uma condução idêntica à dos fugitivos. Por isso estes lograram escapar (para já) às malhas da autoridade, que lhes perdeu o rasto na zona de Febres.
Cabe, agora, aos investigadores do NIC da GNR de Cantanhede localizar o arrojado “condutor” fugitivo, que como o DC noticiou anteontem, não tem carta de condução; provocou um acidente em fuga semelhante num carro roubado que fez um ferido; é suspeito de vários roubos e furtos; tem processos judiciais pendentes; e que deveria, desde ontem e todos os dias, apresentar-se no posto da GNR de Mira por ordem do Tribunal de Coimbra.

Autoridades policiais
“presas” pela lei

O Diário de Coimbra sabe que, quer um dos agentes que participou na perseguição quer um investigador dos NIC da GNR de Cantanhede, foram a Mira, onde reside o suspeito, pouco depois de lhe perderem o rasto, na zona de Febres. Passava pouco das 09h00 quando lhe bateram à porta. Ninguém atendeu. A ausência do suspeito na sua residência não deixa dúvidas ao agente que o abordou em Cantanhede ao volante do Honda. É o mesmo da perseguição em Ançã. O espanto destes elementos da GNR surgiu por volta das 10h00, quando o suspeito entra no posto da GNR de Mira para se apresentar às autoridades, conforme a ordem do tribunal. Confrontado com os factos vividos horas antes, o suspeito negou qualquer envolvimento na situação descrita, afiançando que àquela hora estava em casa. O certo é que o indivíduo “assinou o ponto” no posto da Guarda, bebeu um café e foi à sua vida, face à impotência das autoridades que, “manietadas” pela lei, não puderam deter o suspeito por não haver flagrante delito. Na presente situação, A GNR de Cantanhede vai entregar no Tribunal de Cantanhede o auto de notícia da ocorrência, que poderá decidir (ou não) chamar o suspeito para interrogatório e, eventualmente, alterar a medida de coação aplicada quinta-feira passada.

quinta-feira, janeiro 22, 2009

Nada de alarmante


Um cofre furtado e diverso material destruído foi o resultado de um assalto às instalações da CampiTocha. Na mesma noite uma carrinha foi furtada da Cooperativa da Tocha.

Uma patrulha da GNR de Ançã viu-se ontem de manhã envolvida numa perigosa perseguição a um automóvel no qual seguia um casal de delinquentes, já referenciado pelas autoridades pela prática de furtos e roubos.

Nos últimos dias o concelho de Cantanhede foi noticia pela vaga de criminalidade que o varreu. Fechar os olhos, banalizar só ajudam ao aumento da criminalidade.
Tínhamos razão quando comentando crimes em Lisboa dizíamos que amanhã num lugar perto de si. Hoje os “benefícios” da criminalidade estão “democraticamente” espalhados por todo o país.

terça-feira, janeiro 13, 2009

BASTA DE CRIMINALIDADE


Criminalidade violenta, crimes de baixa densidade (simples) e sinistralidade rodoviária dispararam em 2008 na área geográfica do Destacamento da GNR de Cantanhede, que abarca Ançã, Praia de Mira, Tocha, Mira e Cantanhede. Os dados estatísticos foram ontem fornecidos ao Diário de Coimbra pelo comandante do Destacamento, Tenente Sandro Oliveira, que, mesmo assim, releva os números para uma aparente normalidade, atendendo a várias circunstâncias.
Relativamente à criminalidade, o balanço é positivo, pois este oficial considera que o que fez disparar os números «ligeiramente» para cima foi o pequeno roubo/furto de rua. Nesta vertente, o comandante do Destacamento de Cantanhede recorda que no Verão os postos da GNR receberam inúmeras queixas de furto de cobre, «sobretudo por parte da EDP» e, nos últimos meses de 2008, também houve um “pico” de furto de automóveis, «que fez aumentar as estatísticas».
“Nada de alarmante”
Quanto aos crimes violentos, aqueles que são praticados com armas de fogo e armas brancas, homicídios, roubos a bancos e postos de combustíveis, ofensas graves, etc., tiveram uma variante de (mais) três em relativamente a 2007, o que não é considerado muito significativo nem alarmante. «As áreas territoriais da nossa jurisdição (concelhos de Cantanhede, Mira e uma parte de Coimbra – S. João do Campo, Antuzede, Geria, através do posto de Ançã) não são muito assoladas pela criminalidade e a que ocorre é combatida eficazmente», garante Sandro Oliveira, sublinhando que os militares que comanda estão totalmente empenhados e motivados para transmitir às populações o sentimento de segurança de pessoas e bens. «Há crimes em todo o lado e estes nunca deixarão de ocorrer. No entanto o nosso papel é combater todo o tipo de criminalidade», observa o oficial. “Combate” que, aliás, tem sido eficaz, atendendo ao número de detenções efectuadas no último ano, quer pelas patrulhas, quer pela equipa do Núcleo de Investigação Criminal, que ascenderam a mais de uma centena.
Sabemos, não duvidamos do empenhamento dos militares da Guarda no combate à criminalidade; empenhamento muitas vezes frustrado, quando pouco tempo depois vêm os criminosos serem postos em liberdade. Alarmantes e preocupantes são as declarações do seu comandante, porque tenda desvalorizar o aumento da criminalidade, criando um sentimento de falsa segurança nas populações.
A cassete é sempre a mesma, são casos pontuais. Porreiro pá!

terça-feira, julho 01, 2008

Legitima defesa


Um indivíduo de nacionalidade romena foi domingo passado alvejado a tiro de caçadeira quando se introduziu nos estaleiros da serralharia de caixilharia e alumínios M.S. Costa, situada na Rua das Loureiras, em Ançã.
Mais uma acção de louvar. Perante o aumento da criminalidade só nos resta, montarmos a nossa própria protecção.
Este cidadão merecia um louvor pela coragem demonstrada, mas provavelmente vai ter problemas com os sistema que não o protege nem o deixa proteger-se.

sábado, março 01, 2008

VIII Feira do Bolo de Ançã


16 de Março
Ançã

No dia em que o bolo de Ançã é "rei", há um programa que permite ter um contacto (ainda mais directo) com a realização desta iguaria.
Com o início da feira marcado para as 10H00, e com animação de gaiteiros, a 8.ª Feira do Bolo de Ançã, que vai decorrer no Terreiro do Paço, tem um dia de intensa actividade dedicada ao bolo.
Porque se trata de um dia onde a tradição, neste caso culinária, está em destaque, a organização tem prevista a realização de visitas guiadas à vila de Ançã. Em carroças puxadas por burros ou a pé, os visitantes apenas têm de escolher como pretendem descobrir tradições seculares, de uma vila que também é famosa pela sua pedra. Para estas visitas, os interessados apenas necessitam de efectuar a marcação, através do telefone 239 964 545.
Com o intuito de premiar a qualidade, pelas 16H00, decorre a entrega dos Prémios de Qualidade e, cerca de 45 minutos mais tarde, decorre a prova pública do bolo de Ançã. Ao final da tarde, e depois de todos terem provado a iguaria, a feira termina. Mas, e porque a receita não é um segredo guardado a sete chaves, vai ser possível, ao longo do dia, assistir ao fabrico ao vivo do bolo de Ançã. Bolo esse que ao longo do ano está sempre disponível nas ruas, através das boleiras que o fabricam e comercializam.

domingo, setembro 02, 2007

Boleiras de Ançã lutam para manter tradição

"Qualquer dia, vem alguém de fora, com espírito empreendedor e monta um negócio em torno do bolo de Ançã!". A convicção é de Natália Couceiro, de 52 anos, membro da AVANÇA - Associação para o Desenvolvimento e Qualidade de Vida no Meio Rural de Ançã. "Se eu fosse mais nova, apostava numa rede de distribuição do bolo pelo país fora!", completa, sorridente. Actualmente, a vila, do concelho de Cantanhede, tem pouco mais de dez boleiras, de acordo com Natália. São elas que colhem os paus (finos), amassam o bolo e o cozem em forno de lenha. Depois, também o vendem, embrulhado em papel ou dentro de sacos de plástico. Em casa ou nas ruas.

"Esta actividade poderia ser muito rentável! Mas o processo é artesanal. O bolo só é conhecido em Coimbra, Figueira da Foz, Cantanhede e pouco mais. E é pena, porque é agradável, conserva-se durante algum tempo e não faz mal à saúde, por ser um bolo seco, sem corantes", conta Natália Couceiro. A AVANÇA surgiu, há cerca de 10 anos, para assegurar a subsistência do produto, pois a maioria das boleiras tem idade avançada. Nesse sentido surgiu, também, a Feira do Bolo de Ançã.

O segredo do bolo deverá residir, não na receita, mas na técnica de amassar. "Muitas pessoas o fazem, mas nenhuma de maneira igual", explica Dorinda Vagos, de 65 anos, que coze "desde os vinte e poucos". O saber passou de geração em geração já a bisavó era boleira. Dorinda é rigorosa quanto à confecção do bolo. Talvez por isso tenha clientes da Batalha ou do Porto a bater-lhe à porta. "Muita gente rouba nos ingredientes, por isso o bolo é mau", critica. Gostava que o produto tivesse maior divulgação, mas crê que, para tal, é necessária uma garantia de qualidade.

Bancas improvisadas

Nas estradas da vila há postos de venda improvisados, cestos com bolos de Ançã em cima de bancos. Maria Isabel Cardoso, de 64 anos, está em casa, atarefada divide-se pelo forno, pelo pincelar - com ovo - dos bolos ainda por cozer e pelo ensacar dos mesmos. E garante: "Hoje vou cozer mais de 150".

"As gerações mais novas não estão para se matar a fazer isto", resume a boleira Maria Isabel, quando se fala em perpetuar a tradição gastronómica dos bolos de Ançã. O marido, Evaristo Garrido, concorda "Esta é como todas as artes: à medida que os velhos morrem, ela perde-se. Os mais novos não querem saber disto para nada".