sexta-feira, janeiro 05, 2007

Portugal em contra-ciclo com a Europa


É chocante, na mesma altura em que são dadas a conhecer as fortíssimas medidas de apoio à natalidade decretadas pelo governo alemãojustamente preocupado com a baixíssima taxa de natalidade, próxima da portuguesa, o nosso Primeiro-Ministro lembrar-se de se empenhar na liberalização do aborto..., precisamente o mesmo que, em Abril, afirmava no Parlamento que "é da riqueza criada pelas futuras gerações de trabalhadores que resultará a garantia dos rendimentos na velhice dos futuros pensionistas".


Já não nos bastava ter um Ministro da Saúde cuja grande preocupação é o reduzido número de abortos pagos pelo SNS quando comparado com os mais de 90.000 em Espanha!
Já não nos bastava ver a Dra Edite Estrela que, em Fevereiro, à frente de um grupo de eurodeputados, dava eco às justas preocupações da Comunidade Europeia com o crescente envelhecimento neste país, ao referir que "Não há crescimento sem nascimentos", ser "cabeça de cartaz" de um dos movimentos pela liberalização do aborto!

Será que os nossos governantes não sabem que o aborto é a forma mais eficaz de se evitar nascimentos?


Será que os nossos governantes ignoram que temos já um défice de cerca de um milhão de crianças e jovens, aumentando à razão de 47.000 nascimentos a menos por ano?

É na liberalização do aborto que se deve investir?

É reduzindo Portugal à condição de "reserva de caça" das clínicas abortivas espanholas que se promove o nosso desenvolvimento?


A APFN apela, de novo, à consciência dos governantes portugueses para abrirem os olhos e, à semelhança do que tem vindo a fazer a esmagadora maioria dos países europeus, de que a Alemanha é um simples exemplo, façam fortes investimentos no apoio às famílias com filhos, tanto maior quanto o seu número, simplesmente porque, como demonstraram saber mas parece já se terem esquecido, "não há crescimento sem nascimentos" e "é da riqueza criada pelas futuras gerações de trabalhadores que resultará a garantia dos rendimentos na velhice dos futuros pensionistas".


A APFN apela, ainda, ao Presidente da República, para que preste atenção a este grave problema que compromete a sustentabilidade e o futuro do país, à semelhança do que fez o seu antecessor, infelizmente apenas na última quinzena do seu mandato.

4 de Janeiro de 2007
APFN - Associação Portuguesa de Famílias Numerosas

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