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quarta-feira, novembro 18, 2009

Yes we lie


A prisão de Guantanamo não poderá ser encerrada em Janeiro como prometido por Barack Obama durante a campanha presidencial. O anúncio foi feito pelo próprio Presidente.
Mais uma a juntar a rol das mentiras de Obama ou da mentira que é Obama.
Mas não fica por aqui o levantar do véu. Durante a visita que fez à China, Obama reconheceu que o Tibete faz parte integrante deste país. Em nome das negociatas que foi fazer com os chineses, Obama defraudou os tibetanos.
A máscara a pouco e pouco vai caindo.

terça-feira, outubro 27, 2009

Por trás do prémio Nobel da paz de 2009


A atribuição do Prémio Nobel da Paz deu lugar a um coro de elogios entre os líderes da Aliança Atlântica, mas também suscitou cepticismo no mundo. Ao invés de debater as razões que poderiam justificar esta escolha surpreendente, Thierry Meyssan expõe a corrupção do Comité Nobel e as relações que unem o seu presidente, Thorbjørn Jagland, aos colaboradores de Obama.

quinta-feira, setembro 10, 2009

Assessor de Obama quer aborto forçado e tirania planetária para limitar a população


O presidente Obama nomeou para Director do Gabinete de Política para Ciência e Tecnologia a John Holdren um dos mais radicais pregadores do controle forçado da natalidade.

Holdren também é defensor esterilização massiva de populações inteiras introduzindo agentes esterilizantes na rede de água potável. Também é um grande arauto do que chamou de “Regime planetário” que aplicaria esse programa. A matéria foi revelada pela agência LifeSiteNews e encontra-se disponível na Internet.

Holdren formulou esse programa para os USA no livro “Ecoscience: Population, Resources, Environment”, do qual é co-autor.

“Tem sido demonstrado - escreveu - que leis compulsórias de controle da população, incluindo até leis impondo o aborto compulsório, podem-se sustentar sob a actual Constituição se a crise da população se tornar suficientemente severa para pôr em perigo a sociedade” (p. 837).

Holdren pretende que “nem a Declaração de Independência nem a Constituição americana mencionam um direito a se reproduzir” e que por causa disso o governo pode obrigar as mulheres a terem crianças ou forçá-las a abortar.

Holdren ataca as famílias numerosas com o infamante e falso argumento de que “contribuem para uma geral deterioração social super-produzindo crianças”.

Nas páginas 786-7 propõe uma “cápsula esterilizante com efeitos de longo prazo que poderia ser implantada sob a pele” das mulheres na puberdade e que “poderia ser removível, com autorização oficial, para um limitado número de filhos.”

Holdren propõe nas páginas 942-3 uma autoridade política internacional que ele chama de “regime planetário”, para garantir o controle da população, dos recursos e do meio ambiente. Esse tirânico poder controlaria e distribuiria os recursos naturais e decidiria qual seria a “população óptima do mundo”.

Para Holdren esse novo despotismo deveria ter poder efectivo para impor suas decisões. Para isso deveria dispor de uma “organização internacional armada, uma das força de polícia interplanetária” (p. 917).

Este monstro assassino é que devia ser o protagonista do anúncio sobre a SIDA, mas como faz parte do governo dos USA o mundo assobia para o lado.

quinta-feira, agosto 27, 2009

Marchas & CIA


Um grupo de colombianos decidiu convocar para 04 de Setembro uma “marcha mundial” contra o presidente da Venezuela, Hugo Chávez.
Muito trabalha a CIA, ainda outro dia andou a organizar marchas no Irão e agora tem de organizar uma na Colômbia.
Obama, nunca me enganas-te estás dar mais trabalho aos rapazes que o Bush.

domingo, agosto 23, 2009

As 872 bases militares americanas em 40 países


Das políticas ditatoriais nas Honduras, hipocritamente toleradas por Washington, resultou agora a projectada instalação de sete bases militares dos USA na Colômbia, o que provocou um grande repúdio na maioria dos países da América Latina.
Esta actualização de um novo acordo de segurança, mediante o arrendamento das bases existentes com o fim “filantrópico” de combater a guerrilha fronteiriça dos narcotraficantes, segundo uma engenhosa interpretação de Obama, foi exposta a um grupo de repórteres espanicos (Reuters; 07/08/09) nas véspera da cimeira da ASPAN em Guadalajara, México e onde este não tinha de estar presente.

Nada se aprende de cabeça oca e os USA estão a cometer os mesmos erros que a URSS numa série de consequências devastadoras; imperialismo, clima de guerra permanente e insolvência, o que provavelmente levará a um colapso semelhante ao da antiga União Soviética, de acordo com Chalmers Johnson ( Dez passos para liquidar os USA. bases militares, Asia Times, 04/08/09).

Chalmers Johnson, professor da Universidade da Califórnia (San Diego) e prolífico autor de livros notáveis, põe em relevo as consequências potencialmente devastadoras do império global e das bases militares, que correspondam a longo prazo em dependência do imperialismo militarista nas relações com outros países, para além da sua "crescente estrutura militar."
Em consonância, Floyd Norris, analista económico e financeiro para o The New York Times (01/08/09), revela que a transferência de bens duráveis caiu USA mais de 20% durante a recessão, o que teria sido pior, mas o aumento da produção de armas, que disparou 123% acima da média para o ano de 2000 (início do militarismo bushiano que Obama aumentou usando a sua máscara com cordeiro orquestrada pelos lobos no Pentágono).
Norris diz que os USA, ainda são essencialmente uma economia civil, enquanto a produção militar representa cerca de 8% de todos os bens duráveis (em 2000 era de 3%), mas, na nossa modesta opinião ela gira em volta de uma economia preponderantemente militar, já que muitos segmentos da sua actividade civil estão interligados com a componente militar, como demonstrado pelo SIPRI (Sueco).
Segundo o inventário feito pelo Pentágono em 2008, citado por Johnson, o império dos USA consiste em 865 bases militares em mais de 40 países, com um efectivo de mais de 190000 soldados espalhados por mais de 46 países e territórios.
Johnson expõe o caso singular da base de Okinawa (Japão) cheia de escândalos sexuais dos perdulários militares americanos e que simboliza 64 anos seguidos de ocupação.

As sete bases militares que os USA vão adicionar na Colômbia elevará para 872 o número de bases militares o que não tem paralelo em nenhuma potência do passado ou do presente, os USA estão a invadir literalmente o mundo.

O que é mais relevante, de acordo com Johnson,é que tal implantação é desnecessária para a defesa dos os USA, além de provocar atritos com outros países e sua manutenção global custa 250 mil milhões de dólares por ano, de acordo com Anita Dancs na Política Externa Focus, o seu único objectivo é o de proporcionar USA hegemonia, ou seja, o controle ou domínio sobre o maior número possível de países do planeta.

Segundo Johnson, Obama ainda não percebeu que os USA não têm capacidade de exercer a hegemonia mundial, considerando o seu miserável e doente poder económico, uma vez que este sofre de declínio sem precedentes.

As bases são, claro está, a preparação do terreno para o imperialismo norte-americano, mas não a realidade desse imperialismo. Elas permitem aquilo a que se dá o nome de "projecção avançada" ("forward projection") do poder norte-americano.

domingo, fevereiro 01, 2009

A ponta do iceberg


Ao mandar fechar a prisão campo de Guantanamo, Obama apenas mexeu na ponta do iceberg. Por todo o mundo os americanos possuem prisões secretas, onde um sem número de fantasmas é mantido enclausurado. Estas prisões conhecidas como “Sítios Negros” foram autorizadas por Bush a seguir ao dia 11 de Setembro, no entanto só seis anos depois é que foram faladas quando rebentou a polémica das torturas nas prisões politicas americanas.
As primeiras prisões foram criadas no Afeganistão na base de Bagram, onde os prisioneiros eram interrogados antes de serem enviados para Guantanamo.
Conforme as detenções foram aumentado, a CIA teve necessidade de expandir estes campos e a Tailândia foi o país que se juntou à rede que pretendiam implementar por todo o mundo. Polónia e Roménia foram os países que se seguiram e tudo leva a crer que o alegado estratega do 11 de Setembro Sheikh Mohammed tenha estado detido em Szymany um aeroporto no norte da Polónia.
As bases americanas nos Balcãs, o Campo Eagle na Bósnia e o Campo Bondsteel no Kosovo, também foram usadas como campos de detenção e tortura, sendo que Bondsteel pode ser considerada uma versão mais pequena de Guantanamo.
Também foram detectadas prisões deste tipo no corno de Africa. A antiga base da Legião Estrangeira Djibouti foi usada para prender algumas dezenas de pessoas nestes últimos dias.

sexta-feira, novembro 07, 2008

Obamania


A média e os formadores de opinião ao serviço sistema, pretendem fazer querer que alguma coisa vai mudar com Obama.
Acreditar nesta mentira é um constitui um erro que só vai reforçar e branquear o regime e sistema que nos últimos anos tão mal tem tomado conta do mundo.
Dois dos grandes mentores de Obama os Senadores Richard Lugar e Joseph Biden têm participado nas conferencias secretas do Grupo Bilderberg, portanto Obama já há muito vem trabalhando segundo as instruções deste grupo e concretamente para fazer aprovar um imposto no Senado, que futuramente seria alargado a nível mundial e que se destinaria a apoiar acções deste sinistro grupo.
Por outro lado fora algumas operações de cosmética este candidato à presidência norte americana ainda não se demarcou das políticas imperialistas do estado que governa o mundo. Podemos ter menos soldados no Iraque para serem transferidos para o Afeganistão. Vamos ter certamente o apelo a uma maior participação da Europa nos diversos cenários de guerra. Resumindo mudam as personagens mas o guião mantém-se.
Obama é um sedutor, mas ele como Maccain defenderá sempre os interesses do seu país em primeiro lugar.
Pode até incluir no seu discurso algumas questões sociais, mas não tenhamos ilusões ele foi escolhido e financiado por grandes lobbys financeiros.
Muitos, dentro e fora dos EUA, perguntam o que Obama de facto vai querer fazer caso agora que chegou à Casa Branca. Outros, mais sagazes, indagam o que ele vai poder fazer, já que o ''sistema'' existe e tem enorme força. São duas boas perguntas, visto estarmos perante um sistema político tão asqueroso como o americano.
Obama é e será mais um fantoche do sistema, desta vez o fantoche é negro para variar e baralhar e se lhe passar sequer pelo pensamento alterar alguma coisa o seu destino será imediatamente traçado. Mas não tenhamos ilusões, o que vai mudar é simplesmente a cor.
O entendimento de Obama como presidente dos Estados Unidos não é possível sem o entendimento das exigências de um sistema essencialmente de poder não alterado, com efeito, um grande jogo dos media. Durante as eleições Obama fez duas importantes declarações. A primeira foi na conferência do American Israel Public Affairs Committee (Aipac), o lobby sionista, o qual, como destacou Ian Williams, "conseguirá que você seja acusado de anti-semitismo mesmo que tenha citado o sítio web de onde retirou o que escreveu". Obama já efectuou a sua genuflexão, mas dia 4 de Junho foi mais além. Ele prometeu apoiar uma "Jerusalém não dividida" como capital de Israel. Nem um único governo sobre a terra apoia a anexação israelita de toda a Jerusalém, incluindo o regime Bush, o qual reconhece a resolução da ONU que designa Jerusalém como cidade internacional.•
A sua segunda declaração, amplamente ignorada, foi feita em Miami a 23 de Maio. Ao falar à comunidade cubana expatriada – a qual ao longo de anos produziu dedicadamente terroristas, assassinos e traficantes de drogas para administrações americanas, Obama prometeu continuar o feroz embargo a Cuba que ano após ano tem sido declarado ilegal pelas Nações Unidas.
Convém também recordar que 77% do eleitorado afecto aos judeus americanos votou em Obama (a orientação sionista deste eleitorado é bem conhecida). A escolha de Rahm Emanuel como chefe de gabinete, um dos cargos mais elevados na hierarquia do estado norte-americano, considerado por muitos, superior ao do vice-presidente, ainda é mais significativa. O titular deste cargo exerce uma forte influência na orientação politica do presidente. O escolhido tem fortes ligações ao sionismo mais extremista, tendo mesmo escolhido servir voluntariamente como auxiliar das Forças Armadas Israelitas e que o jornal israelita Haaretz, considera como uma conterrâneo.
Já é tempo de os racionalizadores de desejos crescerem politicamente e debaterem o mundo da grande potência tal como ela é, não como eles gostariam que fosse. Tal como todos os candidatos presidenciais sérios, no passado e no presente, Obama é um falcão e um expansionista. Ele vem de uma tradição ininterrupta do Partido Democrata, como demonstram os presidentes promotores da guerra Truman, Kennedy, Johnson, Carter e Clinton. A diferença de Obama pode ser a de que ele sinta uma necessidade ainda maior de mostrar quão duro é. Por muito que a cor da sua pele influencie tanto racistas como apoiantes, isso de qualquer forma é irrelevante para o jogo da grande potência. O "momento verdadeiramente excitante e histórico na história do EUA" só ocorrerá quando o próprio jogo for contestado. Não tenhamos ilusões o mundo só terá paz só terá a justiça social a que tanto anseia quando Washington como Cartago cair finalmente aos pés de todos os aqueles que invade e oprime militar e financeiramente.

quarta-feira, novembro 05, 2008

United colors of zionism


"Passou muito tempo, mas esta noite, graças ao que fizemos hoje, nesta eleição, neste momento histórico e de definição, a mudança chegou à América", disse Obama para mais de 65 mil pessoas reunidas no Grant Park de Chicago.

O primeiro-ministro português, José Sócrates, felicitou hoje Barack Obama pela sua vitória nas presidenciais norte-americanas, considerando que o seu triunfo representa "uma oportunidade de mudança para os Estados Unidos e para o mundo".(

domingo, novembro 02, 2008

EUA/Eleições: Presidente negro contribuiria para ego de África - analistas africanos


A eleição de um presidente negro nos Estados Unidos traria maior ego para os africanos, mas poucos acreditam numa mudança substancial da política para África.
Já a eleição de um presidente branco não podia fazer crescer o ego da comunidade porque isso era logo considerado racismo, no entanto alguns brancos burros pensam que vão haver mudanças na política norte americana se Obama ganhar.

quarta-feira, setembro 24, 2008

Nunca me enganou


O candidato democrata à presidência dos EUA, Barack Obama, em campanha eleitoral em Clearwater, na Florida, considerou na terça-feira "escandaloso" o discurso proferido na Assembleia Geral da ONU pelo Presidente iraniano, Mahmud Ahmadinejad.

"Condeno firmemente os comentários escandalosos do Presidente Ahmadinejad nas Nações Unidas e estou decepcionado que tenha beneficiado de uma tribuna para exprimir o seu ódio e as suas posições anti-semitas", afirmou Obama em comunicado.

"A ameaça colocada pelo programa nuclear iraniano é grave", acrescentou Obama. "É já tempo de os americanos se unirem em torno da convicção de que são necessárias fortes sanções para aumentar a pressão sobre o regime iraniano."

Obama convidou ainda o seu rival John McCain a depositarem no Senado um texto comum com a finalidade de aumentar a pressão sobre o regime de Teerão, permitindo aos Estados Unidos e às sociedades privadas norte-americanas "romper com as empresas que façam negócios com o Irão".

"A segurança do nosso aliado Israel é demasiado importante para nos permitir fazer jogos partidários", declarou Obama.

terça-feira, setembro 02, 2008

O Pinóquio americano


O candidato democrata às presidenciais norte-americanas, Barack Obama, prometeu hoje acabar em dez anos com a dependência dos Estados Unidos face ao petróleo do Médio Oriente e baixar impostos a 95 por cento das "famílias trabalhadoras".
Agora como ele e o Sr. José frequentaram o mesmo Curso no Clube Bilderberg, as diferenças não são muitas.
Entre 150.000 empregos e baixar os impostos, já sabemos que dias difíceis esperamos norte americanos, porque porca vamos certamente mudar de moscas, ma a …. vai continuar igual.

quinta-feira, junho 05, 2008

Obama Um instrumento do sistema II


Se dúvidas existissem seriam rebatidas hoje. Num
encontro
com amigos Obama e Hilary desfizeram-se em promessa de amor eterno.
Os companheiros de viagem estão bem definidos e o inimigo também. Só a cor das moscas mudou.

quarta-feira, junho 04, 2008

Obama Um instrumento do sistema


Barack Obama anunciou que é o candidato democrata às presidenciais dos EUA. «Posso dizer que serei o candidato à presidência dos EUA. Hoje termina uma jornada histórica e começa outra», afirmou.
A média e os formadores de opinião ao serviço sistema, pretendem fazer querer que alguma coisa vai mudar com Obama.
Acredir nesta mentira constitui um erro que só vai reforçar e branquear o regime e o sistema que nos últimos anos tão mal tem tomado conta do mundo.
Dois dos grandes mentores de Obama os Senadores Richard Lugar e Joseph Biden têm participado nas conferencias secretas do Grupo Bilderberg, portanto Obama já há muito vem trabalhando segundo as instruções deste grupo e concretamente para fazer aprovar um imposto no Senado, que futuramente seria alargado a nível mundial e que se destinaria a apoiar acções deste sinistro grupo.
Por outro lado fora algumas operações de cosmética este candidato à presidência norte americana ainda não se demarcou das políticas imperialistas do estado que governa o mundo.
Obama é apoiado por grandes capitalistas norte americanos, embora muitos se queiram fazer passar por socialistas (parece que agora virou moda a media e alta burguesia ser socialista, por cá também os temos no PS e no BE) e não estou a ver aqueles que sempre tem sugado a sangue e carne dos povos abdicarem da sua posição.
Muitos, dentro e fora dos EUA, perguntam o que Obama de facto vai querer fazer caso chegue à Casa Branca. Outros, mais sagazes, indagam o que ele vai poder fazer, já que o ''sistema'' existe e tem enorme força. Outros ainda, realistas, lembram que primeiro ele tem de chegar lá, vencendo os republicanos. São três boas perguntas, visto estarmos perante um sistema político tão asqueroso como o americano.
Obama é e será mais um fantoche do sistema, desta vez o fantoche é negro para variar e baralhar e se lhe passar sequer pelo pensamento alterar alguma coisa o seu destino será imediatamente traçado. Mas não tenhamos ilusões o que vai mudar é simplesmente a cor das moscas.

terça-feira, março 18, 2008

Obama Só as moscas vão mudar


A história será feita após o fim político de Bush, deixando atrás mortes, sofrimentos, destruições, crises políticas, financeiras e económicas."

Esta frase de Soares ilustra bem a mentira que o imperialismo americano está a tentar impingir ao seu povo e a todo o mundo.
Temos assim, por um lado, Obama apresentado ao público como a Esperança e a Mudança, enquanto que a realidade é que ele é trazido e vendido pela mesma elite poderosa que escolheu Bush (é só um rótulo diferente). E por outro lado, Hillary Clinton, a candidata de ‘reserva’, só para o caso.
Escolher entre Obama e Clinton é sempre visto como positivo, um golpe brilhante de marketing já que não há nada para escolher entre os dois candidatos, pois quer seja Obama ou Clinton a ‘vencer’ a nomeação, pouco importa desde que seja um deles (quaisquer outras alternativas já foram removidas há muito).
O importante é que seja vendida à população a ideia de que eleger um ou outro destes ‘rótulos’ traz a ideia de Mudança e Esperança. Por isso, qualquer que seja o ‘vencedor’ pouco interessa, o que é importante é a ilusão de que votando num dos dois candidatos entramos numa nova Era de Mudança, mudança do domínio desastroso de Bush e do seu bando de gangsters.
Claro que mais uma vez toda esta tramóia tem a colaboração da esquerda que na ânsia de ver uma pessoa de origem africana no poder não percebe que esta colaborando num descarado embuste. Mais não vê o exemplo que lhe é dado por Condoleza Rice, que chegou um lugar pouco impensável para alguém da sua raça, somente para ser a cara difícil de criticar de toda a politica de agressão protagonizada pelos USA.
Há uma disposição vazia, estética, superficial no apoio a Obama. O senhor pode ser mestiço (porque é que um filho de uma branca e de um negro há-de ser rotulado de negro, reproduzindo-se os preconceitos racistas a este respeito, como se um meio-negro fosse sempre negro e os meio-brancos não existissem, como se as gradações que a miscigenação produz não tivessem lugar?) e pode chamar-se Barack Hussein Obama.
Eu pergunto-me se um critério puramente estético (cor da pele e nome) é suficiente para sustentar uma posição política. Creio que não. Mas também ninguém disse que o grosso da Esquerda era campeã no que à profundidade da reflexão política concerne.
Quem estiver familiarizado, com as manobras do Grupo Bilderberg sabe que colocar fantoches no poder tem sido uma pratica deste grupo, vai para muitos anos. Dois dos principais assistentes de Obama, Senador Richard Lugar que já foi apelidado de seu mentor e o Senador Joseph Biden, são figuras habituais nos painéis das reuniões do Grupo.
Nesta jogada com promessas de mudança os democratas jogaram os seus melhores trunfos, o politicamente correcto, votar numa mulher ou em alguém de raça negra. Fazendo balançar os americanos entre o feminismo e o racismo, foi uma jogada de mestre.
A popularidade de Obama assenta no conceito de mudança. Mas será esta a mudança que interessa ao povo americano e ao mundo?
Os Estados Unidos representaram sempre o exemplo mais óbvio de democracia capitalista, um sistema no qual o poder político está condicionado pelo poder económico. Isso demonstra¬ se especialmente nos momentos eleitorais quando se tornam públicas as doações aos candidatos e se comprova que, sem essas doações, ninguém pode entrar numa corrida eleitoral importante. A vários meses de Novembro, o escrutínio público tem já as listas das contribuições das grandes empresas aos candidatos e nisso não há diferenças entre republicanos e democratas. Todos recebem dinheiro das grandes corporações, dinheiro que tem isenções fiscais e que os executivos empresariais investem com a esperança do recuperar na forma de favores políticos.
Nenhuma mudança é de esperar se Obama atingir o poder, o “caldo de cultura” existente nos USA é fértil para o surgimento de novos líderes com a palavra mágica “mudança”.
Desenganem-se os homens de boa vontade, guardem a caneta e calem-se de vez os lacaios do imperialismo, não vai haver mudança nenhuma. Vamos ter mais do mesmo, agora com novas caras, os ventos de mudança nos USA nunca começaram por aqui.
O discurso populista de Hillary e Obama, só tem colado por causa do forte ressentimento de uma grande parcela dos eleitores americanos. Eles sabem que houve uma festa, que não foram convidados e que estão pagando a conta.
Se Obama fosse eleito e tenta-se cumprir as promessas que faz, o que resultaria em um estado gastador, menos encantador para as grandes corporações, teríamos uma novo assassinato, pois contra esta gente não se governa.
Mas fazendo uma analise de tudo e de todos os que apoiam Obama só posso chegar a uma conclusão, quase sempre as razões do Império convivem com políticas progressistas no âmbito doméstico. É possível que Obama baixe o tom da belicosidade estridente de Bush e tente obter mais consenso e negociação do que conflito com parceiros e inimigos. Não é provável, no entanto, que as boas intenções superem as forças que movem o Poder Americano no momento em que a América Profunda imagina estar ameaçada.