sexta-feira, novembro 07, 2008

Obamania


A média e os formadores de opinião ao serviço sistema, pretendem fazer querer que alguma coisa vai mudar com Obama.
Acreditar nesta mentira é um constitui um erro que só vai reforçar e branquear o regime e sistema que nos últimos anos tão mal tem tomado conta do mundo.
Dois dos grandes mentores de Obama os Senadores Richard Lugar e Joseph Biden têm participado nas conferencias secretas do Grupo Bilderberg, portanto Obama já há muito vem trabalhando segundo as instruções deste grupo e concretamente para fazer aprovar um imposto no Senado, que futuramente seria alargado a nível mundial e que se destinaria a apoiar acções deste sinistro grupo.
Por outro lado fora algumas operações de cosmética este candidato à presidência norte americana ainda não se demarcou das políticas imperialistas do estado que governa o mundo. Podemos ter menos soldados no Iraque para serem transferidos para o Afeganistão. Vamos ter certamente o apelo a uma maior participação da Europa nos diversos cenários de guerra. Resumindo mudam as personagens mas o guião mantém-se.
Obama é um sedutor, mas ele como Maccain defenderá sempre os interesses do seu país em primeiro lugar.
Pode até incluir no seu discurso algumas questões sociais, mas não tenhamos ilusões ele foi escolhido e financiado por grandes lobbys financeiros.
Muitos, dentro e fora dos EUA, perguntam o que Obama de facto vai querer fazer caso agora que chegou à Casa Branca. Outros, mais sagazes, indagam o que ele vai poder fazer, já que o ''sistema'' existe e tem enorme força. São duas boas perguntas, visto estarmos perante um sistema político tão asqueroso como o americano.
Obama é e será mais um fantoche do sistema, desta vez o fantoche é negro para variar e baralhar e se lhe passar sequer pelo pensamento alterar alguma coisa o seu destino será imediatamente traçado. Mas não tenhamos ilusões, o que vai mudar é simplesmente a cor.
O entendimento de Obama como presidente dos Estados Unidos não é possível sem o entendimento das exigências de um sistema essencialmente de poder não alterado, com efeito, um grande jogo dos media. Durante as eleições Obama fez duas importantes declarações. A primeira foi na conferência do American Israel Public Affairs Committee (Aipac), o lobby sionista, o qual, como destacou Ian Williams, "conseguirá que você seja acusado de anti-semitismo mesmo que tenha citado o sítio web de onde retirou o que escreveu". Obama já efectuou a sua genuflexão, mas dia 4 de Junho foi mais além. Ele prometeu apoiar uma "Jerusalém não dividida" como capital de Israel. Nem um único governo sobre a terra apoia a anexação israelita de toda a Jerusalém, incluindo o regime Bush, o qual reconhece a resolução da ONU que designa Jerusalém como cidade internacional.•
A sua segunda declaração, amplamente ignorada, foi feita em Miami a 23 de Maio. Ao falar à comunidade cubana expatriada – a qual ao longo de anos produziu dedicadamente terroristas, assassinos e traficantes de drogas para administrações americanas, Obama prometeu continuar o feroz embargo a Cuba que ano após ano tem sido declarado ilegal pelas Nações Unidas.
Convém também recordar que 77% do eleitorado afecto aos judeus americanos votou em Obama (a orientação sionista deste eleitorado é bem conhecida). A escolha de Rahm Emanuel como chefe de gabinete, um dos cargos mais elevados na hierarquia do estado norte-americano, considerado por muitos, superior ao do vice-presidente, ainda é mais significativa. O titular deste cargo exerce uma forte influência na orientação politica do presidente. O escolhido tem fortes ligações ao sionismo mais extremista, tendo mesmo escolhido servir voluntariamente como auxiliar das Forças Armadas Israelitas e que o jornal israelita Haaretz, considera como uma conterrâneo.
Já é tempo de os racionalizadores de desejos crescerem politicamente e debaterem o mundo da grande potência tal como ela é, não como eles gostariam que fosse. Tal como todos os candidatos presidenciais sérios, no passado e no presente, Obama é um falcão e um expansionista. Ele vem de uma tradição ininterrupta do Partido Democrata, como demonstram os presidentes promotores da guerra Truman, Kennedy, Johnson, Carter e Clinton. A diferença de Obama pode ser a de que ele sinta uma necessidade ainda maior de mostrar quão duro é. Por muito que a cor da sua pele influencie tanto racistas como apoiantes, isso de qualquer forma é irrelevante para o jogo da grande potência. O "momento verdadeiramente excitante e histórico na história do EUA" só ocorrerá quando o próprio jogo for contestado. Não tenhamos ilusões o mundo só terá paz só terá a justiça social a que tanto anseia quando Washington como Cartago cair finalmente aos pés de todos os aqueles que invade e oprime militar e financeiramente.

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