sábado, novembro 11, 2006

As verdadeiras intenções dos americanos


O governo americano percebeu que o desmoronamento da União Soviética era uma oportunidade a não perder.
Constituía a ocasião de estabelecer a dominação global dos Estados Unidos. O governo americano tudo fez, e tudo continua a fazer para não deixar de perder essa hipótese.
O primeiro objectivo dessa politica de dominação é a Europa. Para os Estados Unidos não se trata, de criar uma nova ordem de paz numa Europa por fim unida, mas sim de perpetuar a dominação americana sobre o continente europeu.
O objectivo real da política europeia dos Estados Unidos é este e este permanecerá. As vias e métodos para o realizar são as seguintes:
- Reforçar a NATO e fazer desta organização o instrumento principal da politica americana na Europa.
- Incluir outros países na aliança tentando fazer crescer a União Europeia até à zona sensível da Rússia.
- "Globalizar" a Nato com vista a atrelar os Europeus a todas as aventuras globais dos Estados Unidos.
- Enfraquecer a União Europeia mesmo recorrendo ao seu alargamento, impedindo que esta se torne numa potência.
- Manter e aprofundar os divisionismos na Europa e criar um cordão sanitário em volta da Rússia.
- Jogar certos países de leste membros da NATO, e em particular a Polónia contra a Rússia.
- Manter a Alemanha numa posição subalterna.
- Manter os russos for a da Europa e numa posição subalterna tendo enfraquece-los na medida do possível.
Este sobrevoo curto e retrospectivo dos jogos de força na Europa ao século XX e no início deste século XXI permite-nos tirar uma conclusão desprovida de ambiguidade: a luta para a dominação sobre nunca visará a ruína do continente, mas sim minar o seu papel no mundo.
Esta politica, não permitiu à Europa desenvolver-se de acordo com os modos normais e de cooperar, junta, para vantagem de todos. Os povos alemães e russos são os que, nestas tormentas da história europeia, mais têm sofrido. E foram os Americanos que sobretudo aproveitaram. Os principais os chefes políticos europeus do século XX contribuíram para a ruína da Europa porque efectuaram uma política insensata. E por conseguinte foi uma potência não europeia, os Estados Unidos, que obtiveram domínio no continente europeu no fim 20.o século.
Esta situação pode ser revertida, mas depende, em grande parte, do sucesso de um projecto claramente definido: subtrair a Europa à dependência dos USA e fazer um parceiro igual dos Estados Unidos, o que provocará o seu renascimento. Este projecto é realizável no âmbito da integração política, económica, jurídica e cultural da Europa, desde que haja vontade politica para o fazer. O problema mais grave, ao qual a UE e o seu desenvolvimento futuro são confrontados, é encontrar um equilíbrio entre os interesses nacionais de cada Estado-Membro e a política comum. Aquilo não tem sido encontrado até agora e tendo em conta o duplo malogro do referendo em França e na Holanda, mostra claramente que estrutura actual é incapaz de agir e que pode mesmo provocar uma crise confiança muito profunda, capaz abalar UE.

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