Seria bom que o Vítor se informasse melhor sobre os países em que o ensino superior é 'privatizado'. Também seria bom que conhecesse o que os alunos desses países dizem sobre o sistema de ensino que têm.
Há um país da América do Sul em que realidades como a miséria extrema e as 'favelas' são práticamente desconhecidas, em contraste com a 'vizinhança'. Há um país da América do Sul em que existe uma classe média próspera e maioritária. Esse país foi governado por uma junta militar chefiada por Don Augusto Pinochet Ugarte que, como toda a gente sabe, levou a cabo medidas privatizadoras (por certo tenebrosíssimas e horrendas) em larga escala. Essas medidas tiveram os resultados que ainda hoje se vêem. O estatismo (e estatolatria!) dos vizinhos tem tido os esplendorosos resultados que também todos conhecemos.
O Estado, livre do peso de ter que ajudar e assistir a todos, passa a assistir e a ajudar só QUEM PRECISA! E é assim que deve ser, pois o Estado, só racionalizando recursos, pode efectivamente prestar o auxílio a QUEM PRECISA de forma EFICAZ, o que não conseguiria com a peregrina ideia de que tem que assistir a todos a todo o momento. Quando assim é e o Estado tem a mania do igualitarismo socializante e estatizante, quem é PREJUDICADO são os MAIS POBRES.
Eu nada tenho contra o Estado e as funções que a ele devem estar confiadas (segurança, forças armadas, justiça, assistência social para QUEM NECESSITA), o que me parece é que o Vítor é tem algo de muito forte contra tudo e mais alguma coisa que seja privado. É pena....e olhe que o estatismo e o colectivismo já deram provas suficientes (mesmo em tempos 'pré-marxismo') de total fracasso, porque anti-naturais. Tão anti-naturais como o 'igualitarismo' (se os Homens são íntrinseca e NATURALMENTE desiguais nas competências, nas atitudes, nas ideias, nos gostos e nos objectivos de vida, logo, o facto de as sociedades não serem igualitárias não pode ser encarado senão de forma natural). Mas disso, até já Platão falava....
O que deve ser combatido, isso sim, são os privilégios de quem nada fez para os merecer. Por isso sou defensor da 'meritocracia' e da igualdade de oportunidades para TODOS (coisa totalmente diferente da noção de igualitarismo) sabendo de antemão que os resultados obtidos pelos indivíduos al longo da vida vão ser contrastantes. Devem ser combatidos, isso sim, a miséria, a pobreza e a fome.
O Mercado deve ter limites e regulações: é claro que sim. Pois só desta forma se podem evitar os 'abusos' e, em última análise, o fim do próprio Mercado à mercê da concentração.
Como disse um político (não me lembro agora qual) em resposta a um comunista: 'nós não queremos acabar com os ricos, queremos é acabar com os pobres'.
O Vítor deveria ler um livro chamado 'Porque não houve Socialismo na América', nem que fosse só para ser aperceber de como os TRABALHADORES americanos não precisaram do Socialismo para nada para terem salário mínimo, horário de trabalho, férias e rendimentos de fazer inveja aos seus congéneres europeus. Era interessante ver que resposta obteria o Vítor de um TRABALHADOR americano se lhe fosse lá 'vender' o Socialismo.
Se tivesse o mínimo conhecimento sobre o meu percurso político, nunca compararia aquilo que defendo ao marxismo. Depois do 25 de Abril fui um dos que lutou contra a tirania dos comunistas, muitas vezes com o risco da própria vida. Se calhar o Sr. ainda não era vivo ou então estava comodamente em casa, sentado no sofá. Eu defendo uma economia do tipo misto, como tal nada tenho contra as Universidades Privadas, nem contra ao sector privado. Considero é educação uma pedra basilar e como tal devem haver também Universidades publicas. Relativamente ao Pinochet, não é exemplo para ninguém visto ter vendido a alma ao imperialismo sionista americano. Já que estamos em maré de leituras aconselho que passe pela página do TIR. Leia Jean Thiriart, Maurras, Ramiro Ledesma Ramos, António Sardinha, Rolão Preto etc.
Vejamos: Num Estado Nacionalista, o Estado deve procurar libertar-se do que conseguir (penso que se pode dizer que é aqui que entra o Corporativismo), mas **mantendo sempre o controle e inspeção!**, de modo a garantir que as corporações actuem em prol da Nação. Era o que acontecia na Alemanha Nazi (e neste aspecto, entre vários outros, um exemplo a seguir): O Reich detectava que uma determinada fábrica não estava a servir os seus interesses (sendo um Estado nacionalista, os interesses do Estado são os interesses da Nação - refiro-o porque nestes dias não estamos nada habituados a esta ideia...). O que faziam? "Afastavam" a pessoa que estava à frente da fábrica. Caso o seu sucessor também n servisse os interesses do Reich, seria igualmente "afastado" e assim sucessivamente. Um erro a não cometer é não entregar as corporações a grupos de pessoas nos quais não seja explícito o líder. É sempre bom haver uma cabeça para servir de alvo.
E é por isso que actualmente são [muito] necessárias as Universidades Públicas, porque são o único meio de alguém pobre mas com capacidades ter acesso ao ensino superior! Caso contrário só se torna Doutor quem tiver pais ricos, que é o sistema para o qual caminhamos diga-se de passagem... Isto porque o nosso Estado pouco ou nenhum poder detém. Depois de privatizarem algo, perdem o completo controle sobre isso...
Num Estado Nacionalista por exemplo, já não é necessário haver universidades privadas, exactamente pelo que já foi dito, que o Estado beneficia quem precisa, ou seja, no caso do estudante pobre mas capacitado, o Estado oferece uma bolsa de estudo.
3 comentários:
Seria bom que o Vítor se informasse melhor sobre os países em que o ensino superior é 'privatizado'.
Também seria bom que conhecesse o que os alunos desses países dizem sobre o sistema de ensino que têm.
Há um país da América do Sul em que realidades como a miséria extrema e as 'favelas' são práticamente desconhecidas, em contraste com a 'vizinhança'.
Há um país da América do Sul em que existe uma classe média próspera e maioritária.
Esse país foi governado por uma junta militar chefiada por Don Augusto Pinochet Ugarte que, como toda a gente sabe, levou a cabo medidas privatizadoras (por certo tenebrosíssimas e horrendas) em larga escala.
Essas medidas tiveram os resultados que ainda hoje se vêem.
O estatismo (e estatolatria!) dos vizinhos tem tido os esplendorosos resultados que também todos conhecemos.
O Estado, livre do peso de ter que ajudar e assistir a todos, passa a assistir e a ajudar só QUEM PRECISA! E é assim que deve ser, pois o Estado, só racionalizando recursos, pode efectivamente prestar o auxílio a QUEM PRECISA de forma EFICAZ, o que não conseguiria com a peregrina ideia de que tem que assistir a todos a todo o momento.
Quando assim é e o Estado tem a mania do igualitarismo socializante e estatizante, quem é PREJUDICADO são os MAIS POBRES.
Eu nada tenho contra o Estado e as funções que a ele devem estar confiadas (segurança, forças armadas, justiça, assistência social para QUEM NECESSITA), o que me parece é que o Vítor é tem algo de muito forte contra tudo e mais alguma coisa que seja privado.
É pena....e olhe que o estatismo e o colectivismo já deram provas suficientes (mesmo em tempos 'pré-marxismo') de total fracasso, porque anti-naturais. Tão anti-naturais como o 'igualitarismo' (se os Homens são íntrinseca e NATURALMENTE desiguais nas competências, nas atitudes, nas ideias, nos gostos e nos objectivos de vida, logo, o facto de as sociedades não serem igualitárias não pode ser encarado senão de forma natural).
Mas disso, até já Platão falava....
O que deve ser combatido, isso sim, são os privilégios de quem nada fez para os merecer. Por isso sou defensor da 'meritocracia' e da igualdade de oportunidades para TODOS (coisa totalmente diferente da noção de igualitarismo) sabendo de antemão que os resultados obtidos pelos indivíduos al longo da vida vão ser contrastantes.
Devem ser combatidos, isso sim, a miséria, a pobreza e a fome.
O Mercado deve ter limites e regulações: é claro que sim.
Pois só desta forma se podem evitar os 'abusos' e, em última análise, o fim do próprio Mercado à mercê da concentração.
Como disse um político (não me lembro agora qual) em resposta a um comunista: 'nós não queremos acabar com os ricos, queremos é acabar com os pobres'.
O Vítor deveria ler um livro chamado 'Porque não houve Socialismo na América', nem que fosse só para ser aperceber de como os TRABALHADORES americanos não precisaram do Socialismo para nada para terem salário mínimo, horário de trabalho, férias e rendimentos de fazer inveja aos seus congéneres europeus.
Era interessante ver que resposta obteria o Vítor de um TRABALHADOR americano se lhe fosse lá 'vender' o Socialismo.
Se tivesse o mínimo conhecimento sobre o meu percurso político, nunca compararia aquilo que defendo ao marxismo.
Depois do 25 de Abril fui um dos que lutou contra a tirania dos comunistas, muitas vezes com o risco da própria vida. Se calhar o Sr. ainda não era vivo ou então estava comodamente em casa, sentado no sofá.
Eu defendo uma economia do tipo misto, como tal nada tenho contra as Universidades Privadas, nem contra ao sector privado. Considero é educação uma pedra basilar e como tal devem haver também Universidades publicas.
Relativamente ao Pinochet, não é exemplo para ninguém visto ter vendido a alma ao imperialismo sionista americano.
Já que estamos em maré de leituras aconselho que passe pela página do TIR.
Leia Jean Thiriart, Maurras, Ramiro Ledesma Ramos, António Sardinha, Rolão Preto etc.
Vejamos:
Num Estado Nacionalista, o Estado deve procurar libertar-se do que conseguir (penso que se pode dizer que é aqui que entra o Corporativismo), mas **mantendo sempre o controle e inspeção!**, de modo a garantir que as corporações actuem em prol da Nação. Era o que acontecia na Alemanha Nazi (e neste aspecto, entre vários outros, um exemplo a seguir):
O Reich detectava que uma determinada fábrica não estava a servir os seus interesses (sendo um Estado nacionalista, os interesses do Estado são os interesses da Nação - refiro-o porque nestes dias não estamos nada habituados a esta ideia...). O que faziam? "Afastavam" a pessoa que estava à frente da fábrica. Caso o seu sucessor também n servisse os interesses do Reich, seria igualmente "afastado" e assim sucessivamente. Um erro a não cometer é não entregar as corporações a grupos de pessoas nos quais não seja explícito o líder. É sempre bom haver uma cabeça para servir de alvo.
E é por isso que actualmente são [muito] necessárias as Universidades Públicas, porque são o único meio de alguém pobre mas com capacidades ter acesso ao ensino superior!
Caso contrário só se torna Doutor quem tiver pais ricos, que é o sistema para o qual caminhamos diga-se de passagem...
Isto porque o nosso Estado pouco ou nenhum poder detém. Depois de privatizarem algo, perdem o completo controle sobre isso...
Num Estado Nacionalista por exemplo, já não é necessário haver universidades privadas, exactamente pelo que já foi dito, que o Estado beneficia quem precisa, ou seja, no caso do estudante pobre mas capacitado, o Estado oferece uma bolsa de estudo.
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