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segunda-feira, junho 21, 2010

Justiça popular?


Um homem, de 30 anos, foi sábado ao final da tarde agredido por populares na zona da Aveleira, por, alegadamente, andar a atear fogos florestais. Ao que o Diário de Coimbra apurou, o indivíduo será responsável por quatro focos de incêndio que deflagraram naquela zona, entre a localidade de Aveleira, concelho de Penacova, e Carapinheira da Serra, já no concelho de Coimbra. O homem deslocava-se a pé e terá sido apanhado pelos populares.
Os populares limitaram-se a exercer o direito natural à legítima defesa, justificado perante uma ameaça eminente ao seu património.
Se algum excesso existiu a culpa deve ser assacada ao sistema, que não combatendo a criminalidade, não colocando na cadeia os incendiários e outros criminosos, cria sentimentos de revolta que só podem a breve prazo resultar em ainda maiores excessos
Este sistema exige dos cidadãos uma passividade perante o crime que cada vez mais alastra pelas nossas cidades, vilas e campos e quem sabe mesmo alguma colaboração quando o crime é perpetrado pelos boys de colarinho branco.

quinta-feira, setembro 10, 2009

sexta-feira, agosto 14, 2009

Miranda do Corvo - Prevenção de fogos "tropeça"na falta de combustível


A Associação Portuguesa de Emergência e Rádio (APER), sediada em Lisboa, conta com uma secção na freguesia de Rio de Vide, cuja equipa foi apresentada recentemente, na localidade da Pedreira, numa sessão que contou com a presença de dirigentes nacionais daquele organismo.


A equipa é constituída por nove voluntários e um jipe, equipado com um kit de primeira intervenção, que cedido temporariamente pela Junta de Freguesia de Rio de Vide, autarquia que também suportou os custos com o fardamento. Efectuar acções de vigilância e prevenção de fogos florestais em todo o concelho é o objectivo desta nova equipa, que já se encontra no terreno.

Segundo José Carlos Rodrigues, responsável pela delegação e comandante distrital da APER, a equipa pretende estar em «permanente vigilância», o que não está a acontecer a cem por cento por «falta de verbas para o combustível».

«Tenho estado a suportar as despesas do gasóleo, mas agora vamos ter de efectuar um peditório para angariarmos verbas», referiu aquele responsável, adiantando que foi efectuado um pedido de autorização ao Governo Civil no sentido de levar a efeito essa mesma diligência.
José Carlos Rodrigues adiantou ainda que também contactou a presidente da Câmara Municipal de Miranda do Corvo para que fosse atribuído um subsídio para o combustível, solicitação que, segundo disse, se encontra em análise par parte do executivo municipal.
Criada em 1989, a APER é uma associação de solidariedade social e apoio civil, sem fins lucrativos, que vive das cotas dos sócios e do trabalho de voluntariado.

A delegação de Rio de Vide da APER irá ficar instalada num gabinete na sede da Junta de Freguesia, ao abrigo de um acordo de colaboração estabelecido entre as duas entidades.

No âmbito da parceria, a Junta de Rio de Vide cede também, a título temporário, o seu kit de incêndios florestais, que é composto por um depósito de 500 litros de água, um recipiente para espumífero ou retardante, agulhetas, motosserras e roçadora, pás de bico cortante e ancinho de quatro dentes e ainda dois extintores de pó químico, entre outro material específico.

FONTE

terça-feira, julho 15, 2008

Dois incêndios florestais no distrito de Coimbra


Dois fogos florestais deflagraram ontem nos concelhos de Miranda do Corvo (Semide) e na Figueira da Foz (Paião/Calvete). De acordo com fonte do Centro Distrital de Operações de Socorro de Coimbra, o primeiro, em Semide, teve início às 16H50. No combate às chamas estiveram envolvidos 87 homens, apoiados por 19 veículos, um heli e um aerotanque. Cerca das 18H30, o incêndio estava circunscrito. Minutos antes, às 17H14, os bombeiros tinham recebido outro alerta para um fogo em Paião. Perto da hora de fecho desta edição, o incêndio estava a ser combatido por 63 elementos com 17 viaturas e dois helis. Em ambas as ocorrências, estiveram 12 corporações de bombeiros.
Começa o flagelo dos incêndios, neste ano com mais meios, mas com pouca prevenção. O erro continua ser o mesmo, começa-se a construir a casa pelo telhado.
Mais uma vez trabalho redobrado para os nossos valorosos bombeiros, que apesar da falta de material, de apoios e de reconhecimento, se agigantam dando por vezes a vida em defesa do nosso património.
Um dia terão o justo reconhecimento pelo seu heróico trabalho.

segunda-feira, julho 07, 2008

Fogo posto?


Em Lisboa como em todas as cidades e vilas deste país amontoam-se os prédios devolutos. O poder politico não encontra, ou não quer encontrar solução para o problema. As zonas históricas das nossas localidades outrora cheias de vida, a partir de uma determinada hora da noite transformam-se em zonas fantasma, frequentadas por marginais.
Ontem em Lisboa podíamos ter tido mais uma edição do incêndio de triste memoria que houve no Chiado. A pronta actuação dos bombeiros evitou o pior. As causas do incêndio podem ser muitas, mas tudo aponta para um descuido dos toxicodependentes que viviam no prédio, ou num cenário mais preocupante, para fogo posto com visando interesses imobiliários. Enquanto as causas próximas são um caso de polícia, as remotas têm a ver com o desleixo e falta de vontade politica para resolver estes assuntos.
No fim este triste episódio tornou-se em mais um circo mediático, com as personagens do costume, a que não faltou Sá Fernandes, provavelmente preocupado com os companheiros de partido, que agora ficaram sem sala de chuto.

domingo, fevereiro 03, 2008

KAMOV


Um dos helicópteros pesados comprados pelo Estado que começou ontem a operar vai deixar de fazer a esmagadora maioria dos serviços de emergência médica que prestava durante a noite.
Esta limitação não é a única dos Kamov. Os seis helicópteros pesados comprados pelo Estado terão dificuldades em fazer a primeira intervenção, uma das principais apostas introduzidas por este Governo no combate aos incêndios florestais. Isto porque o balde colocado no aparelho que transporta 4500 litros de água, pesa quase 280 quilos e, por isso, demora cerca de 15 minutos (segundo a EMA) a ser montado no teatro de operações. Além disso há que contabilizar os 15 minutos que o helicóptero demora a descolar com a tripulação e a brigada composta por nove bombeiros. Mas ainda falta contar o tempo da viagem. Somando tudo, quer dizer que os bombeiros e o aparelho podem estar no teatro de operações cerca de 40 a 50 minutos depois de dado o primeiro alerta, um tempo exagerado para o designado "ataque inicial".
Em termos gerais, o concurso publico é um procedimento administrativo obrigatório realizado pelas entidades públicas que antecede a compra ou contratação de serviços de empresas privadas ou mesmo de pessoas físicas, a fim de proporcionar à administração pública a apreciação da proposta mais vantajosa e dar hipóteses a todos de oferecerem seus produtos ou serviços ao Estado em igualdade de concorrência.
Não obstante a lei tenha muitos dispositivos para que o processo ocorra de forma transparente, respeitando a livre concorrência, seja o mais célere possível e propicie a redução de gastos aos órgãos públicos na contratação de serviços necessários e na aquisição de mercadorias, o estado comete sucessivos erros. Pela obscuridade com que são feitas essas licitações e o difícil acesso de todos os cidadãos à prestação de contas do governo entre outros órgãos, o processo de aquisição tornou-se em algo onde a incompetência grassa e não raras vezes raia ou parece raiar a corrupção, por onde mais escorre o património do erário, desviando o dinheiro público que seria empregado objectivando o bem da população em geral para o interesse privado.
Tolstoi escreveu que a vida era uma tartine de merde que somos obrigados a comer lentamente.
Faltou dizer que nos trazem a conta enquanto ainda estamos comendo. E que cobram a mais.