terça-feira, maio 29, 2007

Francesco Cecchin, presente!


Na noite do dia 28 de Maio de 1979, habitantes do bairro Trieste, em Roma, são acordados por um grito desesperado. Pouco tempo depois é encontrado um corpo ao lado de um muro de cinco metros de altura. Chega a polícia e depois uma ambulância. Trata-se de Francesco Cecchin, estudante de 17 anos, conhecido activista do partido MSI (Movimento Sociale Italiano). Encontrava-se em estado grave, à beira da morte.
Na manhã seguinte, nada é noticiado pelos jornais, mas a sua família e os seus camaradas conhecem a verdade. Na noite anterior, Francesco Cecchin e a sua irmã tinham ido a um restaurante encontrar-se com um amigo que lá trabalhava, quando um Fiat 850 branco, depois de uma travagem brusca, pára a sua frente. Dentro do automóvel, uma voz apontando para Francesco diz “é ele, é ele”. Pressentindo o perigo, Francesco diz à sua irmã para sair dali e tenta em seguida fugir, sendo perseguido pelos ocupantes do Fiat.
O seu corpo é encontrado ao lado do muro e a polícia admite que a queda se deveu ao nervosismo de Francesco. No entanto, o corpo fora encontrado numa posição suspeita, tendo ainda nas mãos as chaves de casa e um maço de cigarros. Tudo indica que Francesco tenha sido empurrado do muro.
A 16 de Junho, depois de 19 dias de coma, Francesco morre. São detidos alguns membros do PCI (Partido Comunista Italiano), sendo um deles o dono do Fiat branco. Alegam que nessa noite tinham ido ver um filme, tendo a investigação posterior provado que o cinema estava fechado. Os suspeitos encontraram então outro álibi, desta vez inabalável. Ninguém chegou a ser condenado.
FONTE

1 comentário:

PintoRibeiro disse...

Pois. Naturalmente...
Abraço,