
Mega operação, desencadeada pela Polícia Judiciária de Coimbra, resultou na detenção de oito indivíduos, suspeitos de tráfico de droga. Em causa estará uma “célula” particularmente relevante no quadro da distribuição e revenda de estupefacientes na cidade, bem como os seus fornecedores habituais, oriundos da zona de Guimarães.
A investigação policial, segundo apurámos, começou há cerca de seis meses, num quadro de combate ao tráfico de droga na cidade e na região e “desdobrou-se” em duas fases, relativamente à intervenção no “terreno”. Assim, na semana passada, Coimbra foi “passada a pente fino” e, esta semana, os investigadores da Polícia Judiciária “subiram” rumo ao Norte e centraram as suas atenções em Guimarães, numa operação que começou na madrugada de quinta-feira e se prolongou ao longo de todo o dia.
As primeiras “demarches” envolveram, segundo apurámos, um conjunto de buscas domiciliárias, efectuadas em várias zonas da cidade de Coimbra, umas já sobejamente conotadas com o tráfico de estupefacientes, outras nem por isso. Taveiro, Alcarraques, Bairro da Rosa e Bairro do Loreto fizeram parte da rota dos mandados de busca que a PJ concretizou e que culminaram com a detenção de três suspeitos.
Em causa estão duas mulheres e um homem, com idades entre os 24 e os 40 anos. Apenas a mais nova das mulheres (24 anos) não tinha cadastro por este tipo de crime. Presentes para primeiro interrogatório judicial, o homem ficou, por ordem do juiz, em prisão preventiva e as duas mulheres obrigadas a apresentações trissemanais no posto policial da sua área de residência.
Mas, para além da detenção dos três suspeitos, que constituiriam a “face visível”, em Coimbra, de um complexo circuito dedicado ao tráfico de droga, a PJ apreendeu ainda cerca de 150 doses de cocaína e heroína, uma arma (caçadeira) em situação ilegal (sem documentos) e ainda 20 mil euros em dinheiro “vivo”, que se presume ser resultante da transacção de estupefacientes. Foram ainda apreendidas quatro viaturas de gama média.
Com a detenção deste trio de Coimbra, a investigação subiu no terreno e na “hierarquia” do tráfico, em busca da “fonte de abastecimento”, ou seja, dos responsáveis pelo fornecimento habitual aos traficantes de Coimbra. Uma “viagem” que conduziu os investigadores até à zona de Guimarães, numa investigação que a PJ reconhece «de grande complexidade», tendo em conta a «localização e organização familiar dos responsáveis por esta actividade ilícita e o elevado grau de alerta dos intervenientes, que em tudo procuraram dificultar a acção dos investigadores», adianta a Directoria do Centro da PJ, sublinhando ainda o facto de alguns dos suspeitos «possuírem antecedentes criminais» por tráfico de estupefacientes.
Em Guimarães, numa operação que contou com a colaboração da PSP local, a PJ de Coimbra procedeu à detenção de mais cinco alegados traficantes, com idades compreendidas entre os 35 e os 44 anos. Entre os detidos encontra-se, segundo apurámos, um casal de etnia cigana, que será o responsável número um pelo circuito de abastecimento, relativamente ao qual contavam com a colaboração estreita de um segundo casal e de um outro indivíduo, com quem manteriam uma relação de estreita confiança. Seria este trio que garantia um conjunto de diligências na organização do “negócio”, nomeadamente a entrega de “mercadoria” aos clientes.
Os cinco detidos foram ontem presentes para primeiro interrogatório judicial e o casal “cabecilha da organização” ficou em prisão preventiva, muito embora a mulher possa, quando houver condições nesse sentido, ficar com pulseira electrónica. Os restantes três estão em liberdade, obrigados a apresentações semanais às autoridades.
Mais casos pontuais, com os protagonistas pontuais do costume e com as medidas de coação do costume, como sempre muito pontuais.
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