sexta-feira, dezembro 21, 2007

ABORTO: INGLATERRA E REPÚBLICA TCHECA RECORDAM CRIANÇAS NÃO-NASCIDAS


Inglaterra e República Tcheca realizam procissão em meória das crianças não-nascidas.

Em Praga, capital da República Tcheca, centenas de cristãos sairàs às ruas, no dia 28 próximo, para lembrar os três milhões de bebês que não foram presenteados com a vida, desde 1957, quando o aborto foi regulamentado no país.

A caminhada partirá do Mosteiro de Strahov e fará uma pausa numa das pontes do rio Moldávia. Ao dobrar dos sinos, serão lidos 300 nomes e, a cada um, será lançada uma rosa nas águas rio que atravessa a cidade. Após a procissão, será celebrada a santa missa, na Igreja de St. Giles.

Em Londres, a caminhada está marcada para o dia 30 de dezembro, e repetirá o mesmo ritual no rio Tâmisa. A associação "Euro Pro Life", que promove ambas as iniciativas, reúne as organizações pela vida de 13 países europeus.

Livro Branco das Relações Laborais


Acabou de ser divulgado o relatório dito de progresso da Comissão do Livro Branco para as Relações Laborais. As conclusões do relatório desta comissão nomeada pelo Governo PS não auguram nada de bom para os trabalhadores portugueses. É a flexisegurança à portuguesa.
Se por um lado coloca a situação das horas extraordinárias num plano mais realista por outro lado impõe ao trabalhador uma disponibilidade de trabalhar para a empresa praticamente 24 horas diárias. O recurso a horas extraordinárias embora nalguns casos possa ser justificado, pode no entanto esconder trabalho temporário ad eterno que só contribui para o aumento do desemprego.
Com a possibilidade de redução dos salários, do subsídio de férias e de Natal, este livro negro apenas vai aumentar a exploração e engordar os bolsos do capital.
O Governo promove a fragilização da contratação colectiva, quer manter e mesmo acelerar os processos de caducidade dos contratos colectivos. Quanto ao principio do tratamento mais favorável que foi violado pelo Código do Trabalho quando prevê a possibilidade de na contratação colectiva haver condições abaixo da lei, não só não altera essa situação como vem agravar o problema abrindo a possibilidade de no âmbito do contrato individual de trabalho se poderem estabelecer condições piores que as definidas na contratação colectiva.
Embora se trate de um relatório intercalar de uma Comissão nomeada pelo Governo (sabemos bem como essas comissões podem ser manipuladas) por este encomendado e que o responsabiliza inteiramente. Independentemente do que vier a acontecer, revela uma coisa: o Governo PS tem como opção piorar o Código do Trabalho.
Este Governo tem um objectivo: todas as áreas potenciais geradoras de lucro são para entregar ao sector privado. O sector público que serve os interesses dos cidadãos em geral, particularmente daqueles que mais carências têm, esse é para reduzir ao mínimo dos mínimos nalguns casos e noutros mesmo para eliminar, para não atentar contra os interesses das grandes empresas, da banca e até de grandes multinacionais. O Governo está a pôr em causa sectores tão necessários ao país como a saúde, fragilizando o serviço nacional de saúde, como a educação onde a primeira preocupação do Governo foi encerrar escolas, lançar para o desemprego milhares de professores, deixar instituições de ensino sem financiamento necessário para o seu normal funcionamento, como está a pôr em causa a segurança social, através dos sistemas complementares de contribuição e do plafonamento, ou o sector dos transportes, ou sectores tão estratégicos para o desenvolvimento como a água.
Não devemos olvidar que toda estes ataques contra os direitos dos trabalhadores, só são em parte ou todo possíveis devido à imigração. As grandes massas de trabalhadores disponíveis dão ao capitalismo e aos seus lacaios a força e a “moral” para aumentarem a exploração. Podem os sindicatos e os partidos de esquerda gritar e “lutar” contra as medidas injustas que aí vêm,mas mais uma vez com a política de avestruz que teimam em seguir, se por um lado lutam por outro ajudam.
Certamente que perante uma atitude insistente em propostas desonestas para os trabalhadores, em respostas intolerantes por parte do Governo, os trabalhadores portugueses adoptarão outras formas de luta, diversificadas, mas ganhando sempre mais adeptos e, desde já quero deixar claro que contarão sempre com a solidariedade de os nacionalistas revolucionários nessas iniciativas.

O negócio da saúde


Uma nova unidade de saúde vai nascer em Coimbra.
Este empreendimento possui uma área de 4.800 m2, distribuída por três pisos, e será uma adaptação de um espaço já existente no estádio de Cidade de Coimbra.
O espaço será pertença do Grupo Português da Saúde, um operador fundado em 2004 que actua no mercado nacional de saúde, nas áreas de cuidados ambulatórios e hospitalares, através de unidades distribuídas por vários pontos do país.
Com muitas unidades de saúde a fechar por todo o Distrito, as empresas privadas têm agora caminho aberto para começarem a operar.
Não sou contra a livre iniciativa neste sector, mas quando o estado se demite das suas funções para entregar nas mãos de privados uma área sensível como esta tenho de o denunciar e combater.
Este governo de socialista só tem o nome, a oposição não tem força ou não o quer combater, vemos mesmo que nalgumas áreas ou assuntos caminham alegremente de mãos dadas.
A saúde não é um bem de consumo como outro qualquer, pois está associado á vida humana e a qualidade dessa vida depende do acesso e da qualidade dos serviços de saúde. Para além disso, a sua necessidade é tanto maior quanto maiores foram as privações sofridas e quanto menor for o acesso a cuidados de saúde ao longo da vida. Pode-se mesmo dizer que em média a necessidade deste bem essencial que são os cuidados de saúde é inversamente proporcional à capacidade financeira para o pagar. Quanto mais se precisa devido à vida de privações que se teve de suportar menos dinheiro se tem para pagar os cuidados de saúde que naturalmente se necessita.
A maximização do lucro na prestação privada de cuidados de saúde, salvo situações excepcionais de rigoroso controlo público, absolutamente inexistentes em Portugal, tem conduzido a restrições na qualidade dos cuidados prestados, limitado o acesso e acabado por conduzir a um imparável agravamento dos custos.
Não é expressivo que o sistema privado de saúde mais desenvolvido do Mundo, o dos Estados Unidos, tenha conduzido este país a ser o que de longe mais gasta com a saúde (13,9% do Produto Interno Bruto), ao mesmo tempo que apresenta um número recorde de cidadãos, superior a 80 milhões, sem qualquer protecção de saúde nos últimos dois anos?
Se houvesse transparência na governação deveria ter sido publicamente apresentado um livro branco fidedigno sobre a qualidade da prestação privada de cuidados de saúde no Hospital Amadora-Sintra (que abrange em situação de monopólio cerca de 6% dos portugueses) e sobre os seus custos.
O facto do respectivo empresário ter proclamado que "em 2010 a iniciativa privada deveria representar 50% do mercado" da saúde, não evidencia que ninguém pode permanecer indiferente?

quarta-feira, dezembro 19, 2007

Em direcção a uma Frente Nacional Comunista


Entrevista a Alain Soral

Há já alguns meses, este sociólogo e escritor de combate empenhou-se no combate político com a firme vontade de se exprimir livremente sobre os temas que leva a peito. Uma coisa é clara, Alain Soral não é consensual. O seu empenhamento pela Frente Nacional fez correr muita tinta e agitou o pequeno mundo da net. Mesmo sendo bastante cépticos sobre a vontade do partido de Jean Marie Le Pen em contribuir para o nascimento de uma alternativa credível ao sistema capitalista, quisemos oferecer-lhe a ocasião de apresentar as suas ideias e as suas propostas. Isto porque uma vez que para lá das polémicas vãs, dos anátemas ideológicos e dos slogans ocos, queríamos dar-lhe a ocasião de expor claramente nas nossas colunas, as razões e os objectivos da sua adesão. Pensamos que as pessoas que nos lêem, terão o espírito suficientemente aberto e livre para elaborarem a sua própria opinião sobre a escolha sincera de um homem que queimou os seus barcos.

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Anadia: Manifestação contra o encerramento das Urgências


A população do concelho de Anadia vai sair à rua, no próximo domingo, dia 23, pelas 15h00, para se manifestar contra o encerramento das Urgências do Hospital de Anadia. A concentração tem lugar em frente à Câmara Municipal de Anadia, seguindo-se depois o desfile até à entrada das Urgências.

Saúde - Prognostico muito reservado


Os portugueses vão perder cerca de 300 mil consultas por ano nos centros de saúde devido à deslocação dos médicos de família para consultas nos hospitais. Esta é uma consequência directa do fecho de algumas Urgências hospitalares e Serviços de Atendimento Permanente (SAP), decidido pelo Ministério da Saúde, acusa a Ordem dos Médicos.
Como exemplo do que consideram ser a «farsa das consultas abertas», a Ordem dos Médicos estima que o centro de saúde de Cantanhede perca 30 mil consultas programadas por ano com o fecho da urgência do hospital e subsequente abertura de uma consulta aberta.
Com o encerramento da urgência de Cantanhede, a Ordem considera que as urgências dos Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC) serão sobrecarregadas.
«As urgências dos HUC não têm espaço físico nem condições para receber mais doentes do que recebe, de forma a tratar doentes com dignidade de seres humanos», declarou José Manuel Silva.
Para a Ordem, «multiplicando o que se passa em Cantanhede», serão centenas de milhar as consultas programadas nos centros de saúde que serão eliminadas.
O bastonário em exercício lamentou a «saga de encerramentos» na área da saúde, considerando que ainda não se concretizou a abertura de nenhum dos postos previstos para ter urgência básica.

terça-feira, dezembro 18, 2007

Mortágua, Santa Comba e Tábua ficam sem urgências nocturnas


Uma ambulância SIV (Suporte Imediato de Vida) vai substituir os SAP nocturnos nos centros de saúde dos três concelhos.

Pouco a pouco o partido xuxilista ajudado nalguns caos pelos xuxial “democratas”, vai fechando unidades de saúde. Tudo isto em nome da melhoria dos serviços.
Eles até podem enganar alguém, a medida pode até não prejudicar quem tem possibilidade de pagar a despesa numa clínica privada, mas com os Hospitais de Coimbra a rebentar pelas costuras (a espera chega a demorar doze horas) e com a manifesta falta de meios em caso de múltiplas urgências a nossa saúde, chegamos à conclusão que a saúde esta doente. Se os casos de partos em ambulâncias se repetem, vamos agora ser confrontados com mortes durante as viagens.
O governo fecha as urgências em zonas do interior e em zonas urbanas de média dimensão e não acrescenta nenhuma medida, para melhorar o atendimento e o funcionamento dos serviços de urgência dos grandes centros urbanos que já hoje não respondem às necessidades das populações.
O grande problema é que também na saúde, o governo se rege por critérios puramente economicistas. Ninguém coloca em causa a necessidade de fazer uma gestão melhor dos gastos com o Serviço Nacional de Saúde. O que está em causa é encontrar saídas, sem cuidar de garantir o acesso à saúde em condições dignas.
Não se pode começar a mudar pelo que é mais fácil, os encerramentos, quando se devia começar pelo que é mais preciso e inadiável: o reforço da rede de emergência hospitalar e a requalificação dos actuais hospitais e serviços, para agilizar e organizar urgências polivalentes.
Tenho em crer que a seguir esta política de que, pouca gente não vale uma unidade de saúde aberta qualquer dia recusa os serviços de saúde a famílias pequenas. Já estou a imaginar a triagem: «Pai, mãe e filho? Só? Não é preciso médico de família, há poucas probabilidades de precisarem de serviço médico. Só as famílias grandes é que precisam. Vivem atafulhadas, alimentam-se de pouco, tossem uns para cima dos outros. Médicos só para as famílias grandes!»
E que não adoeçam todos de uma vez que o Sótôr não se pode demorar que tem já gente à espera em casa e ganha muito mais.

Disciplina partidária


A Comissão Política Concelhia do Partido Socialista de Pombal censurou o "comportamento político" dos dois vereadores que tem na Câmara Municipal e retirou-lhes a "confiança política". Em causa está o facto de Sérgio Leal e Rui Miranda terem requerido a suspensão dos seus mandatos à revelia do próprio partido. Mais, os dois teceram fortes críticas à direcção do partido, referindo que se sentem "amordaçados" e que a "disciplina partidária tem limites".

“Avós e Netos no Desporto”

Jogos Tradicionais e Populares

Barcelona: Novas detenções

Ontem em Barcelona amanhão num lugar perto de si.
Sem perder tempo o sistema responde. Em vez de combater o crime vai provavelmente legaliza-lo. Primeiro-ministro de Espanha vai reabrir o debate de modificação da lei do aborto, uma promessa eleitoral de 2004 não cumprida e que tinha permanecido «esquecida» no programa para as eleições de 2008.
Em breve Portugal seguirá o exemplo.

MANGUALDE - Operárias aguardam cartas de despedimento



As funcionárias da fábrica de Mangualde que, na sexta-feira, anunciou, por comunicado, a cessação de actividade deverão receber, nos próximos dias, a carta de despedimento.

domingo, dezembro 16, 2007

Aviso à navegação

Porque os comentários existentes no texto "Nacionaleiros", ultrapassaram o debate politico para passarem aos insulto e aos ataques pessoais, resolvi elimina-los bem como não permitir mais comentários. Fica assim reposto um dos princípios deste blogue. A nossa liberdade termina onde começa a dos outros.
Peço desculpa a alguns camaradas cujos comentários foram apagados e acabaram assim por pagar pelos “pecadores”.
De futuro todos s comentários que tiverem ataques pessoais serão imediatamente apagados.

sábado, dezembro 15, 2007

Inflação rouba 35 euros a salário médio


Os portugueses têm sérias razões para estar preocupados com a tendência generalizada do aumento dos preços em 2007. A inflação média de 2007 em Novembro situava-se nos 2,4 por cento, acima dos 2,1 por cento previstos pelo Governo, o que implicará uma perda anual de 35 euros para os trabalhadores com o salário médio mensal de 840 euros, ou seja, que auferem 11760 euros ao ano. A redução no poder de compra torna-se ainda mais acentuada por força das fortes subidas das prestações mensais da casa, em consequência do disparar das taxas de juro.
Deste governo e deste sistema só temos a esperar mais do mesmo, isto é mais miséria e pior situação económica. Não se iludam no entanto, a crise vai ser só para alguns, porque alguns, poucos vão continuar a aumentar a riqueza. Denunciaremos sempre essas situações que vão começar a vir a lume quando as empresas começarem a publicar os resultados deste ano.
Com um salário médio igual ou inferior ao salário mínimo da esmagadora maioria dos nossos “companheiros” do tratado, cada vez mais nos afastamos da Europa.
Com os grandes salários muito maiores do que a esmagadora maioria dos salários dos congéneres europeus cada vez aumentamos o fosso social em Portugal.
Com a constante perca do poder de compra dos trabalhadores cada vez mais aumentamos as situações de miséria.
Com um sistema que todos os anos ou não querer, ou sabe prever a inflação, só podemos estar preocupados (leiam a noticia e vejam os “enganos” dos últimos dez anos).
Mas se essa preocupação não se traduzir em acções de rua que visem num primeiro momento impedir a concretização das politicas anti sociais do governo e num segundo a mudança do sistema, então significa que baixamos os braços e que o poder politico, qual correia de transmissão do capital, vai poder continuar com o seu modelo de “desenvolvimento”, que outra coisa não visa senão a exploração dos trabalhadores e a sua submissão à nova ordem mundial.

sexta-feira, dezembro 14, 2007

Bipolarização


PS e PSD cozinham entre si diversos diplomas, para caminharem a curto médio prazo para um sistema onde só seja possível existirem dois partidos.
Depois da aprovação de uma lei que extinguirá os partidos com menos de 5 mil militantes, segue-se um novo diploma que reduzirá substancialmente os eleitos para as autarquias.
É a copia mais ou menos disfarçada do modelo americano. O sistema representado em larga maioria por estes dois partidos que são os principais responsáveis pela crise e pelas crises que temos vindo a sofrer ao longo de trinta anos, preparam-se assim para vencer na secretaria aquilo que não conseguiam nas urnas.
Embora os burgueses destes dois partidos e dos outros do sistema que nunca souberam ou não quiseram fazer-lhes uma verdadeira oposição gritem aos quatro ventos que vivemos numa democracia a pratica demonstra o contrário.
Se já éramos colonizados pelo american way of life, vamos ser agora mais uma cópia do sistema eleitoral yankee.
Pode estar descansado o Sr. Bush e toda a camarilha sionista imperialista, Portugal esta a dar passos largos para a integração no sonho americano, os estados unidos da terra onde os mundialistas possam ser policias, governantes e patrões onde a população mundial que não seja da linhagem “superior” será levada à escravatura pelo capital.
Os sinais bem preocupantes estão à vista.

ACIC defende estudos de impacte comercial para grandes superfícies


Acções de sensibilização e apelo à união em torno da Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP) na contestação ao novo regime de Licenciamento Comercial têm dominado as últimas iniciativas da Associação Comercial e Industrial de Coimbra (ACIC). A mobilização, que principiou em Braga na semana passada com uma assembleia-geral dos associados da CCP, passa pela congregação de forças das diversas associações do sector a nível nacional, sendo que em Coimbra culminou na terça-feira com a realização de uma reunião de comerciantes e associações, entre as quais se incluía a Associação dos Industriais de Hotelaria e Restauração do Centro, nas instalações da ACIC.
Demonstrar o desagrado dos agentes económicos do chamado comércio tradicional em relação ao ante-projecto de lei do Licenciamento Comercial e influenciar a sua alteração são os grandes desígnios da campanha liderada pela CCP.
O novo regime jurídico de licenciamento das unidades de dimensão relevante tenderá, acusou o presidente da direcção da ACIC, Paulo Mendes, para a liberalização dos espaços comerciais, colocando em xeque a sobrevivência das pequenas actividades económicas, normalmente instaladas nas zonas históricas.
“Está em causa a liberalização quase total do licenciamento das grandes superfícies”, referiu na segunda-feira em conferência de Imprensa o dirigente, sublinhando que o ante-projecto “entrega praticamente às câmaras municipais o ónus do licenciamento”, sendo certo que estas já estão financeiramente bastante debilitadas e carentes de fontes de receita.
“A nossa intenção é fazer pressão para que este projecto de lei não siga para a frente, tal qual está”, acrescentou, defendendo que, à semelhança das grandes obras, se devia realizar estudos de impacte comercial para “a instalação de unidades de determinada dimensão”.
A ausência de referências no novo regime jurídico em relação à obrigatoriedade de os municípios definirem as chamadas “cartas do comércio” é igualmente motivo de preocupação, sendo que as associações consideram que cada câmara devem definir a sua, estipulando onde e que tipo de actividade comercial se deve instalar. O novo decreto de lei também é omisso quanto “à taxa [referida na lei 12/2004] que por cada metro quadrado das unidades de dimensão relevante revertia para um fundo a favor do comércio”. “Ora este fundo não existe e foi complemento eliminado neste projecto de lei”, criticou Paulo Mendes, que preconiza a reabilitação dos centros das cidades como a melhor solução para “a abertura de novas unidades comerciais e de serviços hoteleiros”.
Numa altura em que o comércio já se debate com grandes dificuldades, as alterações previstas no âmbito do novo regime jurídico de licenciamento das grandes superfícies não são vistas como um bom augúrio para o futuro do sector.
A Lei dos Saldos em vigor, a manutenção do Imposto de Valor Acrescentado em 21 por cento e o eventual alargamento dos horários de funcionamento dos estabelecimentos comerciais são outros dos aspectos contestados por parte das associações do sector.

FONTE

quinta-feira, dezembro 13, 2007

Dom António Luís de Meneses



Dom António Luís de Meneses, primeiro marquês de Marialva e terceiro conde de Cantanhede, (13 de Dezembro de 1596 — 16 de Agosto de 1675) foi um fidalgo e militar português.

Foi um dos elementos mais activos para a Restauração da independência (1640), dela tomando parte desde a fase da conspiração até às negociações do tratado que encerrou a guerra com Castela.

Em 1641, participou na defesa da Beira, formando um terço de infantaria que comandou como Mestre-de-campo. No Alentejo tomou parte em quase todas as batalhas e escaramuças contra os castelhanos. Em 1644 tomou a vila de Valencia de Alcántara que se manteve portuguesa até 1688. Comandou as tropas portuguesas na batalha de Montes Claros e, juntamente com o conde de Schomberg, infligiu aos espanhóis uma pesada derrota, acabando praticamente com a guerra da Restauração.

Membro do Conselho de Estado e do Conselho de Guerra, Veador da Fazenda e Governador das Armas da Praça de Cascais, a partir de 1643 respondeu pelas obras de reforço da barra do rio Tejo.