quarta-feira, março 18, 2009

Basta de imigração


Confundir a luta contra a imigração descontrolada, com racismo e xenofobia tem sido a nova arma do sistema para calar aqueles que se atrevem a falar, Infelizmente alguns mentecaptos tem dado uma boa ajuda ao sistema quando, através de actos impensados lhes fornecem munições para confundir a opinião publica, sabemos bem como os media utilizam na suas campanhas de desinformação todos os actos de descriminação, não tendo em relação ao infractor a mesma compreensão e condescendência que tem em relação a outro tipo de crimes. Subitamente como por magia a teoria de que a sociedade está na origem das acções criminosas e outros justificativos já não são contabilizados, sendo o alegado racista queimado imediatamente na fogueira dos hereges.
Um dia a historia classificará a imigração como a escravatura dos tempos modernos, entretanto temos de continuar a denunciar sem discriminar, temos de esclarecer sem comprometer.
Sabemos bem qual o papel destas organizações, elas é correias de transmissão do pensamento e da lógica do sistema. A globalização económica alimenta-se da cultural e vice-versa e para combater uma delas é preciso é necessário combater a outra.
Para essas organizações não há dúvida: há portugueses bons e há portugueses maus, mas os imigrantes são todos bons. Nenhum se dedica à criminalidade, nenhum vive de subsídios ou expedientes poucos claros à custa do contribuinte, pelo contrário, trazem cultura e produzem riqueza. E os portugueses são invariavelmente maus, discriminam e tratam mal as minorias, mesmo que lhes metam milhões no bolso para que estes não se sintam incomodados. E todos devemos - somos obrigados a - ficar contentes por isso. Se não ficarmos, e ainda por cima tivermos a ousadia de o dizer, seremos perigosos criminosos, extremistas radicais, e que devem ser punidos por isso.
Ao longo dos tempos o capital tem encontrado formas de aumentar as suas mais valias. Quer recorrendo à organização do trabalho ou à inovação tecnológica. No entanto é no recurso à mão-de-obra barata e nas formas de a perpetuar que o sistema mais esforços tem feito ou onde pelo menos mais expedientes tem sido utilizados.
A imigração é talvez o mecanismo mais utilizado pelo capital, no intuito de aumentar a oferta de mão e consequentemente fazer baixar os salários. Ao longo dos tempos a “importação” massiva de mão-de-obra tem sido a melhor arma contra as justas reivindicações dos trabalhadores. Foi assim durante a construção dos caminhos-de-ferro americanos quando o capital combateu as lutas operárias, com vagas e vagas de trabalhadores chineses e mexicanos e só assim se compreende que nos nossos tempos conquistas como a idade de reforma, ou os horários de trabalho, estejam a ser postas em causa somente porque a burguesia reinante possui nos bancos de suplentes mais uma grande quantidade de jogadores que não hesitará em por a jogar caso a oposição às reformas assim o justifique.
Para defender a sua dama, o sistema recorre a todos os méis e subterfúgios. Assim é prática corrente confundir a opinião pública, procurando rotular de racismo a denúncia da imigração descontrolada. Tentam fazer crer que o racismo é um privilegio dos brancos e escondem a toda a hora e momento a violência, cometida contra brancos ou entre etnias diferentes. Os recentes confrontos sociais, em alguns bairros da grande Lisboa são o exemplo do que acabamos de afirmar e a guerra civil nalguns países de Africa também o comprova.
A nossa luta não é contra os imigrantes que sabemos ser tão ou mais explorados que nós. A nossa luta é contra a imigração descontrolada, responsável pelo desemprego pela manutenção de baixos salários, pelo aumento da criminalidade, pelo aumento da subsidio-dependência, pelo perpetuar do neocolonialismo.
Enquanto a situação não for invertida, enquanto não existir legislação restritiva da imigração, estão de parabéns a esquerda e a direita, que de mãos dadas numa associação que mostra que uns e outros são exactamente a mesma coisa, perpetuam a exploração selvagem do homem pelo homem.

1 comentário:

Skedsen disse...

E o caso é tão mais grave que já é um dogma supremo,goza por si só de um estado de ininputabilidade permanente!
Isto só lá vai com o novo homem...a transformação,a mudança,só é possível quando as pessoas conseguirem ver para além do "veú".De certa forma o próprio sistema está a autodestruir-se e,inevitavelmente,essa situação poderá ser aproveitada pelo nacionalismo.Mas para isso ser conseguido é preciso mais do que vontade,e isso só pode ser conquistado elucidando as pessoas.É muito simples,a verdade,muda tudo,desmonta um por um os "chavões e rótulos aos nacionalistas.É inegável,só não vê quem não quer,o homem actual está "afogado" no obscurantismo democrático e na tolerância intolerante!