domingo, novembro 18, 2007

Crime disse ela


As procuradoras Cândida Almeida e Maria José Morgado estiveram ontem em sintonia ao alertar para o previsível aumento da criminalidade grave e organizada, na sequência da redução dos prazos de investigação e alteração do regime de segredo de justiça previstas no novo Código de Processo Penal.
Estão as Procuradoras preocupadas e está a esmagadora maioria dos portugueses. O aumento da criminalidade é sentido na pele por todos nós e só não afecta aqueles bem protegidos, aqueles que podem comprar segurança ou que têm direito a ela.
Embora o sistema pretenda esconder o assunto, embora nos tentem enganar com as estatísticas o crime está a aumentar e sobretudo o crime violento. O que tem diminuído é numero de queixas porque os cidadãos deixaram de acreditar na justiça e como tal preferem ficar calados a passar pelo trabalho e pela despesa de participar um delito sabendo de antemão que nada dai vai resultar.

1 comentário:

Ricardo Zenner disse...

A partir do momento em que o desgoverno transformou a polícia numa força de corsários pretorianos, destinada unicamente à defesa da oligarquia vigente e à extorsão de dinheiro à população, é óbvio que o crime dispara, pois vê-se impune.

As alterações ao CP em pouco o vêem agravar, pois o mal já estava com a inutilidade da participação de um crime, já que, desde há muito, que a polícia nada faz para defender a população.

Creio que a única defesa é a população começar a armar-se para auto-defesa (com armas «proibidas», pois claro, de calibre militar de preferência). E não venham os hipócritas do «pacifismo democrático» dizer que isso levaria à proliferação do crime violento, porque o banditismo já está armado até aos dentes, e está-se nas tintas para qualquer proibição, como é óbvio.

Assim, ainda teremos alguma hipótese de sobreviver à vaga de criminalidade - marginal e estatal - que nos começa a assolar.

Saudações