quarta-feira, fevereiro 25, 2009

Os sindicatos do sistema


Interlocutores oficiais do governo e representantes oficiais dos trabalhadores, os sindicatos negociam oficialmente as leis anti operárias e assinam os documentos oficiais que impõem, com a força do Estado, a lógica do capital (a lógica de rentabilidade) às condições de vida dos trabalhadores. O sindicato funciona em termos de economia nacional, subordinando-se à lógica do sistema capitalista. E se essa lógica exige mais sacrifícios, cabe aos sindicatos defendê-los perante os trabalhadores, em nome de um "realismo" que consiste apenas em considerar a crise económica como um "evento natural" – como um terramoto ou uma onda de frio – e o capitalismo como um fenómeno eterno da natureza.
Desviar as lutas para impasses de “folclore”, isolando-as localmente; impossibilitar a unificação das lutas; canalizar a combatividade para acções ineficazes e desmoralizantes; enfraquecer a solidariedade de classe... Os sindicatos, no mundo inteiro, usaram esses estratagemas para molhar a pólvora social e sabotar as lutas. Exemplos não faltam.
É o povo, são os trabalhadores que hão-de encarregar-se de apoiar e vigorizar a vida portuguesa, pois a maior garantia do trabalho, da prosperidade e da vida digna das massas radica na força económica, moral e material da Pátria.
Alguns sindicatos já tinham roído a corda já tinha atraiçoado a luta, depois e a levados a reboque pelos professores, lá foram entrando no combate, mais por oportunismo politico que por vontade própria. Posteriormente tentaram mesmo aniquilar os movimentos de professores, na discussão que ficou celebre sobre que manifestação apoiar.
Os movimentos independentes, porque não sujeitos á correia de transmissão de certos partidos, acabaram por chegar a um acordo, pensando na unidade. Mas a facada pelas costas não se fez esperar agora dão o dito por não dito. Mais uma vez toda a reivindicação, toda a luta contra as reformas xuxialistas se começa a fazer fora dos sindicatos, é bom que os professores vão aprendendo a lição e isolando quem não sabe defender a classe.

3 comentários:

Joaquim Ferreira disse...

AFINAL... PENSEI QUE SÓ DO MINISTÉRIO SAÍAM MENTIRAS... PARECE QUE HÁ GENTE FORA DO MINISTÉRIO A FAZER AUTÊNTICO TERRORISMO VERBAL... COM QUE INTERESSES, PERGUNTAMOS NÓS... De facto, só mesmo por brincadeira alguém poderia um dia fazer uma afirmação destas. Parece incrível mas chego à TRISTE conclusão de que alguém anda interessado em destruir a unidade dos professores. Na verdade, questiono-me seriamente sobre a utilidade da existência destes "três movimentos" que se dizem "independentes" como se os outros fossem dependentes. Com efeito, a FNE, não depende de nenhum partido. trem no seu seio dirigentes de vários partidos, alguns dos quais que já estiveram e outros que estão neste momento. MAS... de uma coisa os professores podem ter a certeza: o PARTIDO DOS SINDICALISTAS DA FNE sempre foi e será o PDP... isto é, o "PARTIDO DOS PROFESSORES". A defesa intransigente dos seus interesses legítimos e da Educação em Portugal. Quanto à acusação de que a FNE possa algum dia "promover a entrega, pelos docentes, dos objectivos individuais" só mesmo de mau gosto e/ou por brincadeira, pois acreditamos que todos os professores sabem ler e ouvir. Basta que qualquer professor ou jornalista entre no Sítio da FNE (www.fne.pt) para concluir que é um AUTÊNTICO E DESCABIDO ABSURDO. Enfim. Quem são estes independentes que brincam com a seriedade de centenas de professores?

Ricardo Silva disse...

Caro Joaquim Ferreira:

Um dos independentes sou eu: sem filiação sindical ou partidária. Na luta de corpo e alma, desde sempre e com coerência total. Na APEDE desde a primeira hora. Estive em todos os momentos e iniciativas de luta. Estive em diversos plenários e escolas, em RGP's, em debates, em encontros.
Sou professor há 20 anos, 18 na mesma escola. Lecciono 7 turmas de História este ano e sou dt.
Testemunhei directamente, de viva voz, e não fui eu apenas eu, mais colegas o fizeram, tudo aquilo que está escrito no comunicado dos movimentos! Não se trata de boato, de rumores, do "ouvi dizer que", ou "consta que". São factos, concretos, reais. Há nomes, horas e dias de contacto. Tudo o que for necessário. Não há qualquer tipo de leviandade ou menor seriedade neste comunicado dos movimentos. Há apenas factos. E desafiamos quem quer que seja, incluíndo o prof. Dias da Silva, a desmentir-nos. Ele sabe que não pode. Ele sabe que falamos verdade. E é assim, nesta postura firme, determinada, consciente, coerente e responsável que os movimentos independentes de professores se mantêm na luta. É é mesmo daí que vem a nossa força, somos apenas professores, nada mais queremos a não ser melhores condições de trabalho, o respeito pela nossa dignidade profissional, a valorização da nossa função social e um edifício legislativo nas diversas matérias que envolvem o exercício da nossa actividade que seja sério, correcto, adequado, exequível, justo e rigoroso!
Não adianta caro Joaquim Ferreira, não adianta essa tentativa de atirar lama para cima dos colegas que estão nos movimentos independentes, não conseguirão demover-nos, não conseguirão desmobilizar-nos, NÃO PASSARÃO!
A nossa luta é a luta de quem, dia-a-dia, na sala de professores e nas escolas luta contra o monstro! Convençam-se disso! Habituem-se, estamos mesmo cá! E que não haja traições à luta! Saberemos denunciá-las!

Ricardo Silva (membro da direcção da APEDE)

Vítor Ramalho disse...

Os burocratas dos sindicatos têm acumulado traições atrás de asneiras.
Confio plenamente nos Movimentos de professores, eles têm sido o motor de todo o processo, os sindicatos por oportunismo político têm ido a reboque.